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O empresário John Textor deixou o posto de comando da Eagle Football Holdings (EFH), organização que controla o Botafogo e outros clubes de futebol. A decisão ocorreu nesta terça-feira (24) por meio de um processo na justiça britânica, após a gestora Ares Management acionar o uma cláusula de proteção ao crédito prevista em contrato. O afastamento oficial retroage ao final de janeiro, período em que as condições financeiras e a estrutura societária da holding apresentaram sinais de deterioração.
De acordo com as informações do O Globo, o acionamento das garantias pelos credores aconteceu após uma reorganização interna promovida por Textor na Eagle Football. Na ocasião, membros independentes da governança foram retirados de suas funções, o que gerou uma interpretação de risco para os investidores. Diante do descumprimento de normas de gestão estabelecidas anteriormente, a Ares exerceu o direito de assumir o controle operacional da companhia.
A mudança na cúpula da Eagle Football Holdings não altera, de imediato, o controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo. Embora a holding permaneça como a proprietária majoritária das ações do clube, a administração da unidade brasileira segue sob as diretrizes vigentes no Rio de Janeiro. A gestão atual de John Textor no Alvinegro está protegida por uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que mantém a composição do Conselho e a estrutura de governança local.
A substituição de Textor no comando da SAF dependeria de uma deliberação do próprio Conselho da entidade ou da queda da medida judicial que hoje blinda a diretoria. No cenário atual, a Ares Management assume a gestão da Eagle na condição de credora, enquanto o cotidiano administrativo do clube carioca permanece sem modificações diretas nas funções de liderança.
O futuro da presidência da SAF do Botafogo está atrelado ao desenrolar das disputas contratuais na Europa e à manutenção das garantias judiciais em solo brasileiro. Caso as instâncias superiores revoguem as proteções atuais, os novos gestores da Eagle poderão avaliar a permanência ou a saída de Textor do cargo que ocupa no Rio de Janeiro.
Após o empate por 1 a 1 entre Botafogo e Corinthians, neste sábado (20), no Estádio Nilton Santos, o empresário John Textor, proprietário da SAF alvinegra, voltou a se pronunciar sobre o futuro do clube e os desdobramentos envolvendo o grupo Eagle Football. Em entrevista coletiva, o norte-americano afirmou que o Botafogo é financeiramente saudável, que vem arcando com prejuízos da operação do Lyon, da França, e revelou que deseja comprar o clube de volta e separá-lo da holding internacional.
"Quero deixar claro: o Botafogo está gerando dinheiro e financiando perdas do Lyon. Não o contrário. As matérias que dizem que o Lyon pagou pelos títulos do Botafogo estão erradas. Ganhamos dinheiro com conquistas, vendas de jogadores e competência no negócio. O Botafogo financia a Europa”, disse Textor. “Quero separar o Botafogo da parte europeia. Isso é algo que estou discutindo com a diretoria da Eagle".
Apesar da crise dentro da Eagle Football — que inclui uma disputa judicial com o fundo Iconic Sports, co-investidor na aquisição do Lyon —, Textor garantiu que não teme perder o controle do Botafogo. Segundo ele, mesmo com pressões e tentativas de afastamento por parte de representantes da Ares Management, ele segue com maioria acionária na holding.
"Sou o acionista majoritário da Eagle. Cometi erros na França ao tentar promover mudanças. A liga é complicada, e o DNCG (órgão regulador financeiro) funciona de forma muito arbitrária. Em maio, disseram que não havia risco de rebaixamento. Depois, tudo mudou. Saí voluntariamente, entendi que eu era o problema. Quis que a Michele Kang ganhasse o caso. Meu ego não importa”, explicou. “Mas continuo com o controle. Ares não tem o direito de me tirar", completou.
Durante a entrevista, Textor reafirmou o desejo de adquirir novamente o Botafogo para desvinculá-lo da Eagle Football. Segundo ele, a negociação está em andamento, de forma amigável, e não resultaria em grandes mudanças no comando técnico e administrativo do clube.
"Quero comprar o Botafogo e tirá-lo da Eagle. Continuo sendo o dono da holding, mas acredito que o clube teria mais benefícios se estivesse separado. Isso está sendo conversado. O clube social quer estabilidade após décadas de turbulência. Fiquei impressionado com isso", declarou. "É uma negociação familiar. Eu falo com os diretores, que foram indicados por mim. Temos muita autonomia aqui. A estrutura continuaria a mesma. É mais uma discussão de longo prazo."
Para Textor, a eventual saída da Eagle Football não alteraria a essência da gestão. "Tivemos nosso melhor ano em 120 anos. Estamos organizados e estáveis. Se Michele quiser continuar na França, eu fico no Brasil. Somos uma família. E eu não estou com medo", finalizou.
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