Artigos
A medicina e o marketing eleitoral pararam no tempo?
Multimídia
ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
dudu ribeiro
A fuga dos 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, na Costa do Descobrimento, completou uma semana. Desde então, o grupo segue foragido. A ação ocorreu no final da noite do dia 12 de dezembro quando oito homens armados invadiram o presídio com objetivo de soltar Edinaldo Pereira Souza, denominado de Dada, tido como chefe de uma facção criminosa local.
Além de Dada, os invasores tiraram outros 15 detentos que seriam ligados à mesma facção. Nesta quinta-feira, uma decisão do juiz Otaviano Andrade de Souza Sobrinho afastou a diretora, o diretor-adjunto e o coordenador de segurança do presídio de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, Elton Deolino Rocha e Wellington Oliveira Sousa, respectivamente.
Os diretores já tinham sido afastados por 30 dias, com possível prorrogação de prazo, pela Secretaria de Secretaria Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) após intervenção na carceragem.
Para o especialista em segurança e cofundador da Iniciativa Negra, Dudu Ribeiro, a troca de direção de presídios não vai necessariamente a fundo na mitigação dos problemas.
“Infelizmente a intervenção do presídio e afastamento das autoridades, ele é um mero mecanismo de emergência que não muda o quadro de forma profunda e nós seguimos nesse modelo de segurança pública que está em crise, e a Bahia tem particularmente cumprido um papel de destaque nesse modelo”, disse Ribeiro em entrevista ao Bahia Notícias.
O especialista declarou ainda que há o risco de novos ataques a presídios se a questão não for discutida de forma urgente pela sociedade.
“Nós poderemos, sim, ter novos episódios como esse em outras unidades enquanto não fizermos um grande debate nacional de mudança de rota e de paradigmas e de modelo de segurança pública. As organizações ligadas ao tráfico de drogas e armas são transnacionais, e a gente tem tido pouquíssima capacidade de desarticulá-las, sobretudo porque não existe o crime organizado sem participação, conivência, incentivo e comando de poderosos grupos políticos e econômicos”, enfatizou.
Durantes as ações de recaptura, três dos oito invasores morreram em confronto com a polícia.
A presença das organizações criminosas na Bahia reverbera também na política. Nas eleições deste ano, políticos de várias correntes ideológicas se queixaram e relataram casos de intimidação.
Para o especialista em segurança e cofundador da Iniciativa Negra, Dudu Ribeiro, a relação do crime com a política só ficou mais visível neste ano, mas já ocorre há um tempo. Em entrevista ao Bahia Notícias, Ribeiro criticou o modelo de polícia dominante, que funciona na “lógica da guerra”.
Ele também avaliou a situação do governador Jerônimo Rodrigues diante do problema e declarou que a maioria dos municípios baianos podem interferir, mesmo diante das limitações, em colaborar na diminuição dos índices de violência. Leia a entrevista completa na Coluna Municípios.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).