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duda salabert
A influenciadora baiana Bianca Barreto foi condenada a dois anos de reclusão em regime semiaberto e ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais por usar propositalmente pronomes masculinos para se referir à deputada federal Duda Salabert. A decisão de 1ª instância, baseada na Lei do Racismo, foi assinada pela juíza Eduarda de Lima Vidal, da 9ª Vara Criminal de Salvador e considera que o ato configurou transfobia, visto que foi utilizado de forma intencional o gênero masculino para se referir a uma mulher transsexual.
“Homem é homem, mulher é mulher”, afirmou a influenciadora no vídeo que deu origem ao processo. Na publicação feita em suas redes sociais, Bianca afirmava que Duda seria “um cara que diz que é uma mulher trans, mas é casado com uma mulher e tem um filho ou filha”. A juíza utilizou a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que enquadra casos de homofobia e transfobia na Lei do Racismo.
A deputada se manifestou nas redes sociais alegando desconhecer o processo. “Eu não conheço essa influenciadora, não tenho conhecimento dessas falas e não fui eu quem procurou a justiça”, contou ela. Na postagem feita no X, antigo Twitter, ela confessa que não comemora a condenação, e que acredita que decisões como essa acabam produzindo um efeito contrário ao que pretendem proteger.
Recebi com surpresa a notícia de que uma influenciadora foi condenada a dois anos de prisão por falas ofensivas contra mim. E quero falar sobre isso com muita clareza.
— Duda Salabert (@DudaSalabert) August 11, 2026
Primeiro: eu não conheço essa influenciadora, não tenho conhecimento dessas falas e não fui eu quem procurou a…
“Eu não entrei na política para passar o meu mandato discutindo quem me ofendeu, quem falou de mim, quem gosta e quem não gosta de quem eu sou. [...]. Quero discutir educação pública. Quero discutir emprego, salário, meio ambiente, mineração, segurança e saúde”, completou Duda.
DEFESA DA INFLUENCIADORA
Em nota, a defesa da influenciadora contou que está recorrendo. “Bianca Barreto reafirma que jamais defendeu qualquer forma de violência, perseguição ou ódio contra pessoas ou grupos sociais”, destacou.
Em postagem nesta semana nas redes sociais, a deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) anunciou a apresentação de um projeto de lei para proibir a venda em todo o Brasil da chamada “fita cola-rato”. A deputada condenou o uso dessa fita que é uma armadilha que prende o rato e que, segundo ela, causa sofrimento prolongado a esse animal e pode “gerar problemas sanitários”.
O vídeo foi postado na conta da parlamentar no Instagram na última terça-feira (14), com um alerta de “conteúdo sensível”, já que a deputada exibia imagens de ratos sendo capturados pela armadilha. Depois da repercussão nas redes sociais, Duda Salabert apagou o vídeo.
Segundo a deputada, o método da “fita cola-rato” usado para capturar roedores causa sofrimento prolongado aos animais e pode gerar problemas sanitários. Ela afirma que a armadilha prende o rato por longos períodos, o que pode resultar em morte por exaustão, fome ou infecção.
“Você conhece a fita cola rato? Essa fita é uma armadilha que prende o rato e deixa ele agonizando por horas, às vezes dias. O rato tenta fugir, se debate e acaba arrancando a própria pele até morrer de exaustão ou fome. Enquanto não morre, o rato continua urinando e defecando no lugar porque está preso nessa fita. Ou seja, além da crueldade, vira também um foco de contaminação de doenças”, disse Duda Salabert.
A parlamentar também afirmou que o equipamento pode prender outros animais, como aves e filhotes de gatos. Segundo ela, isso aumenta os riscos sanitários e reforça a necessidade de discutir o controle de pragas com outras medidas.
“Essas armadilhas que são vendidas no supermercado não escolhem a espécie. Prendem aves, filhotes de gato e é muito comum, pasmem, para matar pombos”, afirmou.
Apesar do anúncio da apresentação do projeto, no sistema da Câmara ainda não há uma proposta com esse objetivo protocolada no sistema. A ideia da proposta recebeu diversas críticas nas redes sociais, entre elas do empresário Luciano Hang.
Em resposta às falas da deputada Duda Salabert, Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, questionou o que a população deveria fazer com os ratos: “Deixar tomar conta das casas? Resolver com abraço? Levar para a casa da deputada?”, perguntou.
“Enquanto isso, o país afunda em problemas reais: impostos altos, dívida pública disparando, poder de compra despencando, combustível caro… e essa é a prioridade?”, questionou o empreendedor, conhecido como Véio da Havan.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"São declarações completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Na eleição de 2018, também inventaram mentiras. Eu me elegi e minha inocência ficou provada. Agora, vai acontecer o mesmo. Dessa vez inventaram sociedades e contratos falsos. São mentiras deslavadas. Eu nunca tive relação com o senhor Daniel Vorcaro".
Disse o senador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT) ao responder as acusações de que teria recebido pagamentos mensais do Banco Master por supostas vantagens indevidas relacionadas à operação do cartão de crédito consignado Credcesta, na Bahia.