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Entre o gigantismo da FIFA e o endurecimento das políticas de imigração, a Copa do Mundo de 2026 vem se desenhando como um evento para poucos. Tem se instaurado um cenário onde o ingresso, apesar de caro, é o de menos; e o carimbo no passaporte parece ser tudo.
No papel, o Mundial representa uma expansão sem precedentes. Pela primeira vez, 48 seleções cruzarão as fronteiras de um continente inteiro. É a "Copa da Unidade", como diz a FIFA. Mas, nos corredores do Departamento de Segurança Interna (DHS) em Washington e nos consulados espalhados pelo Sul Global, a música que toca é outra: uma marcha de restrições que ameaça transformar o espetáculo em um evento de acesso restrito.
O contraste é evidente. De um lado, Gianni Infantino, presidente da FIFA, projeta receitas recordes e estádios "cheios de cidadãos do mundo". De outro, a política de segurança nacional enxerga os fluxos migratórios sob uma ótica de controle. Para o torcedor que economizou por anos, o desafio vai além da inflação. Hoje, o processo inclui triagens digitais e decisões consulares cada vez mais rigorosas.
A administração dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, expandiu restrições de viagem que atingem diretamente nações qualificadas como Haiti, Irã, Senegal e Costa do Marfim. Para torcedores desses países, o visto de turista (B-2) está praticamente suspenso sob o argumento de "falta de segurança na verificação de antecedentes". O governo já sinalizou: não haverá exceções. Mesmo com o ingresso na mão, o torcedor dessas nacionalidades enfrenta um bloqueio diplomático.
Para brasileiros, o visto não está suspenso, mas a análise se tornou uma peneira fina. O solicitante agora é obrigado a fornecer históricos de redes sociais e comprovar vínculos financeiros quase inquestionáveis para afastar a suspeita de intenção de imigrar.
Por outro lado, México e Canadá fecharam suas fronteiras para evitar serem usados como "sala de espera". Sob pressão de Washington, o México extinguiu a autorização eletrônica facilitada para brasileiros. Agora, exige-se visto físico e uma comprovação de hospedagem paga e passagem de volta.
No Canadá, o sistema é digital. Embora ofereça a eTA (autorização simplificada) para quem possui visto americano, quem não se encaixa nessa regra cai no sistema de visto tradicional, que apresenta taxas de rejeição recordes em 2026 sob o pretexto de evitar pedidos de refúgio pós-Copa.
Se a burocracia não barrar o torcedor, a questão financeira pode ser o impedimento final. A FIFA estratificou os preços criando um abismo entre o torcedor comum e a elite corporativa. Assistir à final no MetLife Stadium na Categoria 1 custa hoje mais de R$ 34 mil (em conversão direta). A isso somam-se os custos de atravessar três países que não possuem livre circulação: cada fronteira cruzada significa uma nova fila de imigração e um novo interrogatório. Veja abaixo a tabela de preços dos ingressos:

Montagem: Luiza Barbosa / Bahia Notícias
A diferenciação também é física. De acordo com os mapas de assentos oficiais, como o do Seattle Stadium, as Categorias 1 e 2 dominam as visões centrais e as áreas mais próximas ao gramado. Já a Categoria 4 (a opção acessível ao público geral) e a Categoria Popular (exclusiva para torcedores de seleções classificadas via sorteio) ficam nos setores periféricos: extremidades atrás dos gols ou nos anéis superiores mais distantes, conhecidos como "setores de quina".

Foto: Divulgação
As autoridades migratórias dos três países confirmaram que o ICE (nos EUA) e as agências equivalentes no Canadá e México manterão suas operações de fiscalização e deportação regulares durante todo o período do torneio, sem concessões de vistos automáticos para portadores de ingressos. Para cruzar as fronteiras em 2026, o torcedor deve cumprir os seguintes requisitos:

Montagem: Luiza Barbosa / Bahia Notícias
Apesar do rigor migratório, o governo dos EUA e a FIFA implementaram o FIFA Pass, um sistema de prioridade de agendamento consular para quem já adquiriu ingressos oficiais. No entanto, o Departamento de Estado ressalta que a medida acelera apenas a data da entrevista, não garantindo a aprovação do visto.
Logisticamente, o torneio foi dividido em regiões para minimizar deslocamentos longos: as sedes foram agrupadas em áreas Oeste (Vancouver, Seattle, San Francisco, Los Angeles), Central (Guadalajara, Cidade do México, Monterrey, Houston, Dallas, Kansas City) e Leste (Atlanta, Miami, Toronto, Boston, Filadélfia, Nova York/Nova Jersey).
As autoridades recomendam que o torcedor permaneça dentro de um desses núcleos regionais, dado que o trânsito continuará sujeito a controles aduaneiros completos e inspeções de bagagem em cada entrada, sem previsão de corredores diplomáticos especiais para o período do evento.
A Copa do Mundo de 2026 terá seu pontapé inicial no dia 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México. No dia seguinte, 12 de junho, ocorrem as aberturas nos EUA (em Los Angeles) e no Canadá (em Toronto).
Com o novo formato de 48 seleções, veja lista dos países já confirmados:
- América do Norte (Sedes): EUA, México e Canadá.
- América do Sul: Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador e Paraguai.
- Europa: França, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Portugal, Itália (retornando), Holanda e outras 9 nações.
- África: Marrocos, Senegal, Nigéria, Costa do Marfim e Egito.
- Ásia e Oceania: Japão, Coreia do Sul, Austrália, Arábia Saudita e Irã.
O torneio contará com 12 grupos de quatro seleções. As autoridades recomendam que torcedores das nações classificadas iniciem os processos de visto com no mínimo seis meses de antecedência, dado que o trânsito transfronteiriço entre as 16 cidades-sede continuará sujeito a controles aduaneiros completos, sem previsão de corredores diplomáticos especiais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes apresentou um argumento central para justificar sua posição contrária à ideia de o governo brasileiro recorrer à Justiça dos Estados Unidos contra as sanções impostas a ele pela Lei Magnitsky.
Durante um jantar no Palácio da Alvorada na quinta-feira (31), com a presença do presidente Lula e outros ministros do STF, Moraes afirmou que levar o caso a um tribunal norte-americano significaria entrar no jogo de seus críticos — em especial, do ex-presidente Donald Trump.
Segundo Moraes, um juiz em Washington não teria a necessária independência para analisar o caso de forma imparcial. Por isso, ele prefere manter a situação como está e focar em suas atividades no STF, sem buscar contestação judicial nos EUA. O governo Lula havia sinalizado que poderia disponibilizar a Advocacia-Geral da União (AGU) para defender o ministro perante a Justiça americana.
Além disso, Moraes destacou que os bancos brasileiros já avaliaram os possíveis efeitos da Lei Magnitsky e concluíram que o impacto em sua vida pessoal seria limitado, uma vez que ele não possui bens nos Estados Unidos. O próprio STF também consultou instituições financeiras e identificou alternativas para manter as contas do ministro ativas, ainda que com restrições a transações em dólar.
Estiveram presentes no encontro os ministros do STF Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino e o presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso. Também participaram o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
As informações são do O Globo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ratinho
"Não achei muito justo, com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres. Mulher para ser mulher tem de ser mulher. Eu até respeito todo mundo, comissão de defesa dos direitos da mulher, defendo quem tem comportamento diferente".
Disse o presentador Ratinho em seu programa de TV na noite desta quarta-feira (11), no SBT, sobre a eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, gerou forte repercussão e debate nas redes sociais.