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Novos documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, divulgados na última quarta-feira (4), pelo Governo dos Estados Unidos, mencionam o nome do jogador da NBA Kristaps Porzingis. Os arquivos fazem referência a uma acusação de violação atribuída ao atleta, supostamente ocorrida em março de 2019, quando ele ainda defendia o New York Knicks. Apesar da citação, nenhuma denúncia formal foi apresentada à Justiça.
De acordo com o material revelado, Epstein teria enviado um e-mail com a pergunta "Você tem um investigador em quem confia?", sem identificação do destinatário. Os documentos também indicam que o então empresário entrou em contato com seu advogado para discutir a possível contratação de um investigador particular.

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Segundo as informações contidas nos arquivos, a mulher envolvida no caso alegou que Porzingis teria oferecido US$ 68 mil (cerca de R$ 355 mil) para ajudar a pagar a faculdade de seu irmão, como forma de tentar “apaziguar” a situação. A polícia de Nova York, responsável pela apuração, apontou que, caso haja ligação direta entre o episódio e as comunicações atribuídas a Epstein, o caso pode ser enquadrado como uma tentativa de extorsão.
À época, a mulher apresentou um documento que supostamente teria sido assinado por ela e pelo jogador, estabelecendo um acordo entre as partes. Os advogados de Porzingis, no entanto, afirmaram que o documento era falso. A proximidade temporal entre o episódio envolvendo o atleta e as mensagens atribuídas a Epstein levantou suspeitas sobre uma possível conexão entre os casos, embora não haja confirmação oficial.
Kristaps Porzingis estava no Atlanta Hawks, mas foi envolvido em uma troca com Jonathan Kamunga para jogar no Golden State Warrios. Ele não foi formalmente acusado, e o caso não avançou judicialmente até o momento.
ALERTA GATILHO: o texto a seguir apresenta informações que podem causar gatilhos para quem sofre com problemas psicológicos. O Centro de Valorização da Vida (CVV) conta com mais de quatro mil voluntários em todo o Brasil. A entidade é uma associação civil sem fins lucrativos e reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973 e presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar. Busque ajuda pelo telefone 188. O número gratuito e válido em todo o território nacional.
CASO JEFFREY EPSTEIN
O caso Jeffrey Epstein é um dos escândalos mais graves e controversos das últimas décadas, envolvendo abuso sexual, tráfico de menores, poder econômico e conexões com figuras influentes da política, da realeza e do mundo empresarial.
Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano que construiu uma fortuna cercada de mistério e manteve uma rede de relacionamentos com pessoas extremamente poderosas. A partir dos anos 2000, ele passou a ser acusado de aliciar e abusar sexualmente de meninas menores de idade, muitas delas em situação de vulnerabilidade social, sob o pretexto de oferecer dinheiro, ajuda financeira ou oportunidades.
Em 2008, Epstein chegou a um acordo judicial extremamente controverso na Flórida. Apesar das acusações federais de tráfico sexual, ele se declarou culpado apenas por crimes menores relacionados à prostituição, cumprindo cerca de 13 meses de prisão em regime semiaberto, com autorização para sair diariamente para trabalhar. O acordo também garantiu imunidade a possíveis cúmplices, o que gerou forte indignação pública e críticas ao sistema judicial.
Em 2019, após uma série de reportagens investigativas, o caso voltou ao centro do debate. Epstein foi preso novamente, desta vez por tráfico sexual de menores em nível federal, com acusações mais amplas e penas que poderiam chegar à prisão perpétua. As investigações apontavam que os abusos ocorreram em diversas propriedades, incluindo mansões em Nova York, Flórida e uma ilha particular nas Ilhas Virgens Americanas.
Pouco mais de um mês após ser preso, em agosto de 2019, Epstein foi encontrado morto em sua cela. A causa oficial foi declarada como suicídio por enforcamento, mas as circunstâncias — falhas de vigilância, câmeras inoperantes e guardas ausentes — alimentaram teorias de conspiração e suspeitas de negligência grave. A morte impediu que o processo avançasse e que ele respondesse formalmente às acusações em julgamento.
Mesmo após sua morte, o caso continuou a ter repercussões. Diversas vítimas moveram ações civis, e nomes ligados ao círculo de Epstein passaram a ser questionados. A mais conhecida associada foi Ghislaine Maxwell, condenada em 2021 por ajudar a recrutar e abusar de menores.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.