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documentos falsos
A Justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva da empresária Dalia López, acusada de envolvimento no caso que levou à detenção de Ronaldinho Gaúcho em 2020. A decisão foi tomada na última segunda-feira (13), após a suspeita ser capturada na capital Assunção.
Dalia estava foragida há cerca de seis anos e foi presa no último dia 2. Desde então, permanecia sob custódia policial até a audiência que definiu sua situação. O juiz Francisco Acevedo considerou haver risco de fuga e determinou que ela seja encaminhada para um presídio na cidade de Emboscada, a cerca de 35 km da capital paraguaia.
A empresária é investigada por associação criminosa e pela suposta participação no fornecimento de documentos falsificados utilizados por Ronaldinho e por seu irmão, Roberto de Assis Moreira, durante viagem ao Paraguai.
O caso ocorreu quando o ex-jogador desembarcou no país para participar de um evento beneficente. Na ocasião, ele foi detido após apresentar passaporte e documento de identidade considerados falsos pelas autoridades locais.
Ronaldinho permaneceu cerca de um mês em uma unidade do Grupo Especializado da Polícia, em Assunção, antes de obter liberdade mediante pagamento de fiança no valor de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8 milhões à época). Em seguida, ele e o irmão cumpriram prisão domiciliar em um hotel da capital.
As investigações sobre o caso envolveram diversas pessoas. Até o momento, 18 indivíduos já foram indiciados por ligação com o esquema.
Uma operação foi deflagrada nesta quarta-feira (26) contra um grupo suspeito de fraudes fundiárias, fabricação de documentos falsos e lavagem de dinheiro em Feira de Santana e cidades vizinhas. Segundo a Polícia Civil, a operação, denominada de Sinete, é resultado de uma medida cautelar autorizada pela Justiça, que determinou o cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária.

Foto: Divulgação / Polícia Civil
Até por volta das 9h20 desta quarta, sete pessoas tinham sido presas. Uma oitava ainda é procurada. Durante as ações, equipes apreenderam 12 carros, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e diversos documentos ligados ao esquema. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados, além do sequestro judicial de bens.

Foto: Divulgação / Polícia Civil
As investigações, conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), identificaram uma rede que envolvia servidores de cartórios, empresários, advogados, corretores de imóveis e agentes de segurança pública.
Ainda conforme a polícia, o grupo falsificava e manipulava documentos públicos e judiciais para se apropriar de forma ilegal de propriedades. Em alguns casos, houve relatos de coação, violência e porte irregular de arma de fogo.

Foto: Divulgação / Polícia Civil
A apuração avançou a partir de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, análises financeiras, diligências de campo e correições administrativas. Com as provas coletadas, acrescenta a polícia, foi possível deferir o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de envolvimento no esquema.
A operação contou com apoio da Força Correcional Especial Integrada (Force), das corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil da Bahia, além da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia. As investigações continuam para identificar novos suspeitos, delimitar responsabilidades e localizar o oitavo alvo que ainda não foi encontrado.
Polícia Civil prendeu um homem e uma mulher suspeitos de tentarem obter benefícios previdenciários de forma fraudulenta em uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Santo Antônio de Jesus. A prisão ocorreu nesta sexta-feira (25) em uma ação conjunta.
Os agentes foram acionados após receberem informações de que dois indivíduos estariam na agência portando documentos falsificados para enganar o sistema previdenciário. As equipes policiais se deslocaram rapidamente ao local e identificaram os suspeitos na sala de espera, conforme as características fornecidas.
Segundo as investigações, a mulher apresentava uma cédula de identidade falsa, em nome de uma terceira pessoa, com a intenção de se passar por ela e receber indevidamente os benefícios do INSS. O homem, por sua vez, portava uma procuração aparentemente falsa, que supostamente autorizava outra mulher a sacar proventos previdenciários.
Diante das evidências de falsidade documental e tentativa de estelionato previdenciário, ambos foram encaminhados à Delegacia Territorial para os procedimentos legais. As investigações prosseguiram e, por determinação da autoridade policial, as equipes foram até a residência do suspeito.
No local, encontraram a mulher cujo nome constava na procuração, além de diversos outros documentos com indícios de falsificação. Em meio a diligência, uma das investigadas ainda tentou esconder uma bolsa contendo novos documentos falsos, mas a tentativa foi frustrada pelos policiais civis.
Todo o material apreendido, juntamente com os envolvidos, foi apresentado na unidade policial para a adoção das medidas cabíveis. A Polícia Civil continua as investigações para identificar possíveis conexões com outras fraudes na região. As informações foram confirmadas pelo Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias.
A ação foi coordenada pela Delegacia Territorial do município, com apoio do CATTI/Leste e do Setor de Investigação da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN).
O Instituto de Identificação Pedro Mello (IIPM) evitou, de janeiro a abril, 30 tentativas de fraudes na emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Os fraudadores tentaram obter as carteiras utilizando dados diferentes daqueles que possuíam em identificação anterior, ou de outras pessoas.
As tentativas foram descobertas graças ao rigoroso procedimento adotado e ao novo sistema de identificação civil implantado na Bahia em julho de 2024. Com ele é possível verificar no sistema se a pessoa que solicita o novo RG já possui dados biométricos cadastrados.
“A avaliação do sistema é multibiométrica, desta forma, os dados são cruzados a partir das impressões digitais e fotografias, além dos nomes e filiação”, explicou Gabriel Pereira de Araújo, Coordenador de Investigação e Verificação do IIPM.
Após a confirmação da tentativa de fraude são emitidos relatórios de investigação para Polícia Civil, Receita Federal e INSS. “A nossa pretensão é que tenhamos cada vez menos tentativas, uma vez que os fraudadores procuram facilidades e o nosso sistema está cada vez mais qualificado para identificar essas situações”, explicou Bruno Fróes, Diretor do Pedro Mello.
Um jovem, de 24 anos, foi flagrado em um trecho da BR-116 de Vitória da Conquista, no Sudoeste, com identidade falsa. O homem, que era passageiro de um ônibus, confessou que cometeu o crime orientado por um “olheiro” na tentativa de fazer um teste em clube de futebol em Ribeirão Preto, interior paulista. O flagrante ocorreu na noite deste domingo (17) na altura do km 830 da rodovia.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Bahia, uma equipe fiscalizava o trecho quando parou um ônibus. Os agentes passaram a abordar os passageiros, quando constatou que um deles havia entregado um RG com sinais de falsificação. Após alguns minutos de conversa, o jovem confessou que a identidade era falsa. O homem ainda disse que pagou R$ 3 mil a um “olheiro” para confeccionar RG, CPF, certidão de nascimento e histórico escolar com nome e dados falsos.
Relatou também que usou do artifício para poder ter a chance de ingressar na carreira de jogador. Diante dos fatos, o passageiro, que reside em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), foi preso em flagrante e foi encaminhado com o material apreendido para uma delegacia de Vitória da Conquista.
A PRF informa que fazer uso de qualquer papel falsificado ou alterado é crime previsto no art. 304 do Código Penal com pena de 2 a 6 anos de reclusão, e multa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.