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divida bilionaria
O Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional firmaram um acordo, nesta semana, para quitar uma dívida bilionária que já se estende por mais de 20 anos. O valor de R$ 1,2 bilhão já era considerado irrecuperável — termo usado quando o credor (empresa ou governo) entende que não há mais chances reais de receber o valor que lhe é devido.
O acordo entre o time paulista e a União envolve débitos não previdenciários (R$ 1 bilhão), previdenciários (R$ 200 milhões) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS, R$ 15 milhões). A proposta foi apresentada em 2024 e, depois de intensas negociações, foi acertado que o time alvinegro pagaria o que deve de impostos à União.
O clube vai pagar R$ 679 milhões em dinheiro após receber um desconto de 46,6% sobre juros, multas e encargos. O valor será dividido em 120 prestações para os débitos não previdenciários e 60 prestações no caso dos previdenciários.
Em relação ao FGTS, o clube paulista optou pela modalidade oferecida pela Caixa Econômica Federal, que confere desconto de pouco mais de 30% e pagamento em 60 prestações. Já sobre os créditos de contribuição social, o acordo foi pelo pagamento à vista com desconto de 70%.
Para garantir os pagamentos, o Corinthians ofereceu os valores da Timemania (jogo de loteria do Governo Federal organizado pela instituição financeira) para a quitação de parcelas vencidas. Além disso, o Parque São Jorge, avaliado em R$ 602,2 milhões, também entrou no acordo como garantia.
REPETINDO OS PASSOS DO BAHIA
O movimento já havia sido feito pelo tricolor baiano. O Bahia anunciou, oficialmente, o acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) em outubro de 2024, o que permitiu que o clube regularizasse uma dívida fiscal que, na época, era estimada em cerca de R$ 138 milhões.
A decisão fez parte do processo de saneamento financeiro do clube, intensificado após a transformação em SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e a aquisição pelo City Football Group.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.