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Walter Viterbo da Silva Neto
Lula aos 81 anos: estresse, saúde mental e mais quatro anos na Presidência
Foto: Acervo pessoal

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O desafio pode fazer bem. O risco está na pressão sem recuperação — e isso vale para qualquer pessoa que trabalhe sob grande exigência depois dos 80.

Multimídia

Cezar Leite afirma que título a Flávio Bolsonaro sofreu ataques por causa das eleições

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O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) atribuiu a repercussão da entrega do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL) ao cenário eleitoral. Em entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele comparou a homenagem a outras concedidas a figuras nacionais e criticou a tentativa de barrar a solenidade na Justiça.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

distrital misto

Voto distrital misto: Entenda o sistema que deve ser votado na Câmara
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta quarta-feira (28) que pretende discutir e tentar votar ainda neste ano uma PEC para instituir o voto distrital misto no Brasil. A alteração substituiria o atual sistema proporcional de lista aberta por outro que combina a escolha individual de representantes de regiões geográficas com a distribuição de cadeiras entre os partidos.

 

Motta apresentou um calendário para a implantação do novo sistema. "A ideia aqui tratada e decidida na manhã de hoje vai no seguinte sentido: de podermos buscar a efetivação desse sistema eleitoral no voto distrital misto para o ano de 2034 e, até lá, construirmos uma transição para esse modelo", declarou.

 

A mudança alcançaria as eleições para a Câmara dos Deputados, as assembleias legislativas, a Câmara Legislativa do Distrito Federal e as câmaras municipais. As regras para presidente da República, governadores, prefeitos e senadores permaneceriam inalteradas.

 

As regras a serem adotadas para o distrital misto no Brasil ainda serão debatidas durante a elaboração da proposta. O modelo é bastante conhecido na política mundial e citado como forma de chegar ao "meio termo" entre parlamentos voltados à representação de bandeiras partidárias e aqueles que buscam priorizar o fortalecimento de bases regionais.

 

MODELO ATUAL: VOTO PROPORCIONAL

O Brasil utiliza o sistema proporcional de lista aberta para eleger deputados e vereadores. Nele, os votos recebidos pelos candidatos de cada partido ou federação são somados aos votos dados diretamente às legendas. O resultado determina quantas cadeiras cada agrupamento político terá direito a ocupar, enquanto a votação individual define quais candidatos assumirão essas vagas.

A distribuição começa pelo cálculo do quociente eleitoral, obtido pela divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. O total recebido por cada partido ou federação determina sua participação nessa divisão, com regras adicionais para a distribuição das vagas restantes.

 

Além do Brasil, países como Finlândia, Chile, Portugal e Polônia utilizam variantes desse sistema. Alguns optam pelo modelo de lista fechada, no qual não há votação em candidatos, mas sim em partidos, com uma relação predefinida para a ordem de prioridade dos futuros ocupantes das cadeiras.

 

A principal característica do sistema proporcional é a facilidade para eleger representantes de diferentes correntes políticas. Ao mesmo tempo, a possibilidade de reunir votos de vários candidatos favorece aqueles com expressiva visibilidade pessoal, os chamados "puxadores de votos", capazes de contribuir para a eleição de colegas da mesma legenda, nem sempre conhecidos pelo eleitor.

 

O formato também facilita o acesso de partidos menores ao Parlamento, o que, por um lado, fortalece o pluralismo de ideias e, por outro, dificulta a formação de maiorias e a tomada de decisões colegiadas.

 

O QUE É VOTO DISTRITAL

O modelo proporcional tem como principal contraponto o sistema distrital puro. Nele, o território é dividido em regiões geográficas menores, chamadas distritos eleitorais. Cada uma delas elege apenas um representante, escolhido diretamente pelos moradores daquela área. Em sua forma mais comum, vence o candidato mais votado, independentemente da soma de votos obtida por seu partido em outras regiões.

 

Alguns países, como os Estados Unidos, adotam o sistema em turno único. Outros, como a França, realizam dois turnos quando nenhum candidato alcança 50% dos votos locais.

 

Esse formato dá maior peso ao desempenho individual dos candidatos e estabelece uma área geográfica específica para cada parlamentar. Seu ponto forte é permitir que o eleitor identifique o representante responsável por seu distrito, facilitando o acompanhamento e a cobrança por sua atuação.

 

O voto distrital é utilizado nas eleições legislativas dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Índia. No Parlamento, ele favorece siglas capazes de vencer disputas locais, concentrando a distribuição das cadeiras nas legendas com maior força eleitoral em cada território. Partidos com votação expressiva em escala nacional podem conquistar poucas vagas caso seus eleitores estejam espalhados por diferentes distritos ou quando há tendência local ao voto útil.

 

DISTRITAL MISTO: MEIO TERMO

O voto distrital misto combina os dois sistemas. Em sua configuração mais conhecida, o eleitor dispõe de dois votos: um para escolher o candidato que representará seu distrito e outro para escolher o partido de sua preferência. Parte dos parlamentares chega ao Legislativo pela disputa territorial, enquanto os demais são escolhidos por listas partidárias, geralmente organizadas previamente pelas legendas.

 

Esse modelo é adotado em diferentes formatos ao redor do mundo, como na Alemanha, Nova Zelândia e Japão. Em alguns países, os dois sistemas operam de forma independente, com cadeiras separadas para os eleitos por voto distrital e para os escolhidos pelo proporcional. Em outros, há vinculação entre ambos, com a vitória do candidato de um distrito condicionada ao número de vagas conquistadas pela legenda.

 

A combinação procura preservar a representação das diferentes correntes políticas e permitir que parte dos parlamentares tenha vínculo eleitoral direto com suas regiões.

 

Os efeitos sobre a composição do Parlamento dependem das regras escolhidas. Sistemas com compensação proporcional tendem a preservar o espaço dos partidos menores direcionados ao debate ideológico, enquanto modelos de distribuição independente podem favorecer legendas maiores especializadas em representação regional.

 

O debate em torno da adoção do sistema distrital misto não começou agora. Desde 2017, tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 9212/2017, do ex-senador José Serra, que trata exatamente da implementação do modelo. O atual relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é o deputado Domingos Neto (PSD-CE).

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Pensando aqui em quanta energia #sabetudo e Aninha do Camaro gastaram pensando em 2028, pra verem o Soberano tomar de volta a candidatura. Mas ninguém precisa correr pra ficar com pena do Soberano. Pelo menos ele tem seu lado empresário pra ocupar o tempo até lá. O motivo, dizem às más línguas: o Carlismo morreu. Ao menos sob a batuta do herdeiro original. Dito isso, ele vai aproveitar também pra ajudar o Ferragamo com essa crise de imagem dos ônibus da eleição. O cenário agora é de reflexão real. Apoiaram o ZeroUm, para manter vivo e soltar o Capitão, agora, quem vai ter que ficar ligado é a galera da Bahia. Ao menos quem não é seguidor da família. Por falar em eleição futura, os disparos em massa de #sabetudo devem ficar mais restritos. Na boca miúda, o que se fala é que essa eleição foi um block atrás do outro. Sobrou para Elde, Bonitinho, Renatinha Ex-Fala Bela e mais uma renca. Alguns desbloqueados, mas outros ainda vão ficar no cantinho do pensamento. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Carlos Bolsonaro

Carlos Bolsonaro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

"Em determinado momento, eu me emocionei na frente dele e falei: 'desculpa, pai, a gente falhou". 

 

Disse Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao publicar um vídeo nas redes sociais após visitar a casa do pai, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. A gravação foi divulgada nesta quarta-feira (28) três dias após a derrota do filho mais velho de Jair, Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. 
 

Podcast

Projeto Prisma entrevista o vereador de Salvador Cezar Leite nesta segunda

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Foto: Projeto Prisma
O vereador de Salvador, Cezar Leite (PL), é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira (26). O programa é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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