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O uso da tradicional camisa verde e amarela da Seleção Brasileira de futebol voltou a ser mais novo palco de disputa simbólica na corrida presidencial. Em evento no Pará nesta quinta-feira (11), na véspera da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) travam um embate direto pela apropriação das cores nacionais.
Confira em vídeo:
Durante agenda de pré-campanha de Flávio Bolsonaro no Pará. Em discurso direcionado a apoiadores que vestiam o uniforme da Seleção, o senador corrigiu um ato falho na sua fala e chamou a vestimenta de "camisa do Bolsonaro".
"A Copa do Mundo começa hoje. E a gente vai torcer [pelo] Brasil. A gente vai botar a camisa do Br... do Bolsonaro que vocês estão vestindo aí", corrige o parlamentar. Na ocasião, Flávio também acusou o atual presidente de tentar "roubar" a bandeira nacional e criticou a gestão petista.
Nas redes sociais, o presidente Lula (PT) publicou uma imagem utilizando o uniforme da Seleção sob a legenda "o Brasil é dos brasileiros". O próprio Flávio usa uma camisa azul com a frase "A Amazônia é dos brasileiros", logo após críticas sobre vira-latismo do presidente e opositores no jogo político nacional.
A estratégia discursiva nacionalista tem sido adotada pelo Palácio do Planalto para responder à recente decisão do governo de Donald Trump de impor novas tarifas alfandegárias sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos.
Favorito para se eleger como presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2025-2027, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) foi muito aplaudido no plenário ao discursar em defesa da imunidade parlamentar e em defesa das prerrogativas de congressistas. Hugo Motta arrancou ainda mais aplausos de um plenário quase lotado quando fez rasgados elogios ao presidente que deixa a cadeira após quatro anos, o alagoano Arthur Lira (PP-AL).
Hugo Motta foi escolhido por Lira para ser o seu sucessor no final do mês de agosto do ano passado, após uma reviravolta na disputa para a presidência. Arthur Lira apoiava abertamente o líder do União, Elmar Nascimento (BA), mas devido às dificuldades para conseguir apoios dos partidos, o presidente fez um movimento inesperado e passou a apoiar Hugo Motta.
Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados
Nos meses seguintes, Hugo Motta costurou apoios de quase todos os partidos. Diante da força do nome de Motta e seus apoios, não restou outra alternativa a Elmar Nascimento e Antonio Brito (PSD-BA) que não a renúncia a suas intenções.
Neste sábado (1°), Hugo Motta disputa a presidência da Câmara contra os candidatos Marcel van Hattem (Novo-RS) e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ). Último a discursar, Hugo Motta defendeu uma Câmara forte e o respeito às prerrogativas dos deputados.
"Queremos a garantia de nossas prerrogativas e em defesa da nossa imunidade parlamentar. A garantia das prerrogativas parlamentares é essencial para o fortalecimento do povo, pois cada um de nós, deputados e deputadas está diretamente relacionado aos anseios daqueles que confiaram o voto a cada uma e cada uma aqui presente", declarou Motta.
O deputado do Republicanos disse ainda que terá uma condução da presidência da Câmara em defesa da democracia, e que atuará para criar consensos nas decisões entre parlamentares.
“Quero ser um elo na corrente, um elo forte, mas com a consciência de ser apenas um elo, na corrente que não deve se quebrar, que não pode se partir, que não podemos deixar romper. Porque todas as vezes que romperam essa corrente em nossa história, partiram a democracia”, afirmou o candidato.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.