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Em evento realizado nesta segunda-feira (22) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), discursou para uma plateia de mais de mil representantes do setor industrial. Na sua fala, o ex-governador de Minas Gerais abordou temas de governabilidade, segurança e ética, além de questionamentos sobre sua relação com o Caso Master.
Veja declaração em vídeo:
??Romeu Zema nega ligação com caso Banco Master e alega ter “zero corrupção” na sua gestão
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 22, 2026
Confira?? pic.twitter.com/WAh1BU2Osu
Zema aproveitou a oportunidade para se distanciar publicamente de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. "Sou da mesma cidade do banqueiro criminoso. Nunca me encontrei com ele", alega o governador.
A fala faz alusão ao financiamento de sua campanha de reeleição em 2022. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Henrique Vorcaro, pai de Daniel, realizou uma doação de R$ 1 milhão ao diretório estadual do Partido Novo em Minas Gerais durante o pleito daquele ano.
Em outra oportunidade, Zema ainda afirmou à imprensa que ninguém do partido Novo sabia da relação de "irmão" que Flávio Bolsonaro (PL) tinha com Daniel Vorcaro. Mesmo assim, o candidato do Novo tem sido um dos nomes mais críticos sobre o caso Master, chegando a criticar Jaques Wagner (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ambos com ligações suspeitas e investigadas pela Polícia Federal.
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias
PROMESSAS POLÍTICAS
Ao defender sua administração à frente do Executivo mineiro, que já soma sete anos e meio, Zema fez coro à ausência de escândalos em sua gestão e ironizou o noticiário político da capital federal.
"Nunca no meu governo, nos sete anos e meio, tivemos esquemas, corrupção, escândalos. O meu governo não foi um governo bom em gerar notícias como Brasília, que gera com tanta frequência. Ainda bem que tem Brasília para os jornais de Minas buscarem notícias, porque lá [em Minas] não teve nada de escândalo. Zero corrupção. Porque essa foi a marca", argumenta.
O pré-candidato reforçou a promessa de integridade pública: "E eu falei para todos os poderes de Minas, para o Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria.. […] Eu estou aqui para fazer o certo. Não contem comigo nem com a minha equipe para fazer nada errado."
Traçando um paralelo com sua experiência no setor privado, Zema relembrou sua trajetória comercial pela Bahia e outros estados. "Conheço muito [o país], abri muitas lojas lá no sul da Bahia também", pontua, descrevendo Minas Gerais como um estado "totalmente heterogêneo".
O que para ele seria "diferente de outros estados que não têm tanta mistura assim, e quebrado", em relação à sua atuação na Bahia. Vale contextualizar que o pré-candidato do Novo será um dos confirmados, junto com o presidente Lula da Silva (PT), a participar do 2 de Julho em Salvador.
Zema resumiu os objetivos dele para o estado em três pilares, que chamou de "choques". Estariam esses gestos em suas falas os seguintes:
- Choque de moral, de credibilidade e de ética: "Esse é o primeiro ponto. Concordam que o Brasil precisa disso? Cheguei aqui ontem à noite e até que não senti cheiro de esgoto não, mas o que tem de esgoto aqui dá para inundar o restante do Brasil. Então, esse choque de credibilidade, esse choque ético é fundamental", asseverou.
- Choque contra a gastança: O governador direcionou críticas diretas à atual gestão federal, propondo um "choque contra a gastança do Lula e do PT", cujos detalhes prometeu apresentar em breve.
- Choque contra a criminalidade: Por fim, Zema defendeu um "choque contra a bandidagem, contra os criminosos".
Para Zema, seu desempenho em solo mineiro valida sua plataforma para o plano nacional, distanciando-se de Flávio Bolsonaro, nome mais firme da oposição nas pesquisas eleitorais. "Ser bem avaliado num estado com as contas em dia é uma coisa; num estado falido é outra história", projeta.
O cenário da pré-campanha presidencial subiu de tom nesta quarta-feira (13) com o posicionamento da liderança do partido Novo. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Romeu Zema criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) após o vazamento de áudios que indicam negociações financeiras entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Confira em vídeo:
As gravações, que fazem parte da denúncia revelada pelo site The Intercept Brasil, mostram o senador cobrando valores que somariam R$ 134 milhões para o financiamento de uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o pré-candidato do Novo, o episódio fere a credibilidade da direita e compromete o discurso ético do grupo político.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"A pergunta que cabe é a seguinte: por que você pediria para reservar um apartamento num prédio em construção se fosse para corrupção? Por que eu não ia pegar um apartamento novo pronto?”
Disse o senador Jaques Wagner (PT) ao classificar como “nebulosa” a situação envolvendo a suposta doação de um apartamento em Salvador que é investigada pela Polícia Federal (PF). O parlamentar, alvo da Operação Compliance Zero, afirmou que a negociação envolvendo o imóvel em construção tinha como objetivo presentear a filha e negou qualquer relação com corrupção.