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Em entrevista concedida ao Projeto Prisma do Bahia Notícias nesta segunda-feira (6), o deputado estadual Diego Castro, apontado como um dos principais nomes do Partido Liberal (PL) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), comentou os recentes atritos públicos no cenário político.
Entre os temas abordados, o parlamentar avaliou o distanciamento político de Michelle Bolsonaro, que saiu da presidência do PL Mulher, em relação ao seu enteado, o pré-candidato, Flávio Bolsonaro (PL), incluindo a recusa de apoio voltada ao eleitorado feminino da direita, o mesmo eleitorado do qual Flávio faz acenos.
"Não tive contato com o Flávio nessa questão. Acontece nas melhores famílias, divergências a gente vai ter sempre. O bom da direita é que tudo é às claras, nada é oculto ou maquiado. Na minha opinião, poderia ter sido resolvido de outra maneira. Não vejo isso como um grande problema, a direita tem autenticidade", pondera.
O deputado adotou uma postura contrária a uma eventual substituição de candidaturas: "Não cabe mais discutir isso". Ao detalhar a relação da direita com o eleitorado feminino, Diego Castro criticou as pautas progressistas e defendeu o modelo de comportamento que considera ideal para as mulheres conservadoras.
"A mulher tem liberdade para decidir o que ela bem entende. Ela não deve ser subjugada como ela é, tirar a essência da mulher feminina, como Deus a fez; não a mulher "moderninha" que a esquerda prega. Esse é o sentimento do eleitorado feminino na direita. Nós repudiamos o feminismo por essas questões", reafirma.
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
O parlamentar também declarou que o movimento feminista busca desconstruir padrões tradicionais e negou que o espectro conservador propague discursos de ódio contra minorias.
"É um movimento que quer criar uma ideia de mulher correta, mas quer combater a heteronormatividade. Não estou fazendo críticas a homossexuais, a gente tem homossexuais no campo da direita. Não odiamos gays, negros ou mulheres; isso sempre foi um a máxima. O fato de a gente combater essa linha de pensamento do adversário é o que reforça uma caminhada".
DISCUSSÃO COM DAMARES
Questionado sobre as recentes declarações envolvendo os influenciadores Oswaldo Eustáquio Filho e Paulo Figueiredo, que protagonizaram discussões nas redes sociais com a senadora Damares Alves (PL), direcionando acusações de cunho pessoal à parlamentar, Diego Castro pediu conciliação interna.
"Não parei para ver, não vi essa divergência. Não potencializo isso, não dou ouvidos a essa situação. Se tem um problema entre eles, eles três devem sentar em uma mesa e conversar. Divergências pessoais acontecem, todos são adultos. É sentar ou fazer uma videochamada, já que todos estão marchando para tirar o governo Lula do poder", pede.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais quando a senadora se defendeu de ataques dos influenciadores sobre sua falta de apoio ao partido em evento. Ela respondeu a Paulo Figueredo, apresentando-se da seguinte forma: "Sou aquela mulher que não fica atrás de um computador, mas encara as lutas e demandas em pé, olhando nos olhos dos adversários".
Fotos: YouTube / Valter Campanato / Agência Brasil
Em resposta, o blogueiro e foragido da justiça brasileira acusou a senadora da República de ser amante em um comentário: “Damares, isso é mentira. Na verdade, você é a amante de um pastor casado do Recanto das Emas, em Brasília, e uma das maiores feministas do Brasil”, escreveu.
Confira postagem:
Damares isso é mentira. Na verdade você é a amante de um pastor casado do Recanto das Emas em Brasília e uma das maiores feministas do Brasil. Topa uma live comigo? Seu funcionário Marco Carvalho roubava o gazofilácio da Igreja Batista Filadélfia no Guará.
— Oswaldo Eustáquio (@Tsedekenu) June 28, 2026
O deputado estadual concluiu rechaçando as acusações de preconceito frequentemente imputadas ao seu grupo político. "A direita não é misógina. A esquerda tenta nos rotular, por mais que cada um tenha as suas opiniões. Outros ali são mais sensíveis, mas o jeito de todos é combater essa linha política que está aí", finaliza.
Veja o momento abaixo:
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou oficialmente, na noite desta terça-feira (30), que deixará a presidência nacional do PL Mulher, a ala feminina do Partido Liberal (PL). Segundo o comunicado, a decisão foi motivada pelo desejo de se dedicar de forma integral aos cuidados de sua família, especificamente do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e de sua filha.
Michelle comunicou que a decisão foi o resultado de uma reflexão em família. Ela anunciou sua decisão diretamente ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em uma reunião que aconteceu na tarde de hoje. A decisão ocorre após uma tentativa de estabelecer uma melhor relação com o partido, na sequência do rompimento com Flávio Bolsonaro e da disputa com seus enteados.
Na nota de esclarecimento divulgada, Michelle Bolsonaro fez um balanço de sua trajetória no comando do órgão partidário, destacando a consolidação de lideranças femininas pelo país. "Construímos — juntamente com as nossas presidentes — um grande exército de mulheres de bem que já começaram a transformar o Brasil", diz.
A ex-primeira-dama expressou gratidão especial à vice-presidente do PL Mulher, Priscila Costa, estendendo os agradecimentos a todas as presidentes estaduais e municipais que atuaram na expansão do movimento. Ela também agradeceu a Valdemar Costa Neto pela confiança e pela autonomia concedida durante o período,
Não é a primeira vez que Michelle desiste de um cargo, todavia a decisão caiu na imprensa após longos atritos públicos com seus enteados. Flávio Bolsonaro (PL) confessou e se desculpou com a ex-primeira-dama por meio de suas redes sociais. A imprensa revelou informações de bastidores na capital federal que indicaram que ela seria vaiada em futuras ocasiões por segmentos do PL.
Confira o texto na íntegra:
"Na condição de Presidente do Partido Liberal Mulher, venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar - integralmente - aos cuidados para com o meu marido e minha filha.
Durante o período em que estive à frente do PL Mulher, construímos - juntamente com as nossas presidentes - um grande exército de mulheres de bem que já começaram a transformar o Brasil e a corrigir os rumos da nossa Nação. Conhecendo a força e a capacidade das mulheres brasileiras, tenho certeza de que o nosso movimento crescerá ainda mais e teremos um futuro próspero para os nossos filhos e netos.
Quero agradecer, na pessoa da minha vice-presidente, Priscila Costa - a todas as minhas presidentes estaduais e municipais que, com tanto carinho, empenho e dedicação tornaram possível a expansão de nosso movimento que está edificando o nosso país. Sem vocês, nada disso seria possível.
As sementes foram lançadas e, em breve, vocês colherão os frutos desse trabalho tão lindo que vocês realizaram em favor das famílias de nossa grande Nação.
Peço a Deus que esteja sempre com vocês, inspirando e conduzindo esse trabalho e que as mulheres ocupem, cada vez mais, os lugares que lhes pertencem nas esferas de decisão e de poder. Vocês estarão sempre nas minhas orações como forma de gratidão e de amor por cada uma de vocês.
Agradeço também o Presidente Valdemar pela autonomia que me concedeu e por ter confiado a mim tão nobre desafio.
À minha amada equipe da Nacional, mulheres e homens giants que comigo enfrentaram todos os desafios que surgiram à nossa frente, agradeço do fundo do meu coração. Somente Deus pode recompensá-los por todo bem que fizeram a mim e ao nosso Brasil. Eu amo a vida de cada um de vocês.
Que Deus os abençoe. Que Ele abençoe as nossas famílias. Que Deus abençoe o nosso amado Brasil", termina a nota.
Em evento realizado nesta segunda-feira (22) no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, o pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), discursou para uma plateia de mais de mil representantes do setor industrial. Na sua fala, o ex-governador de Minas Gerais abordou temas de governabilidade, segurança e ética, além de questionamentos sobre sua relação com o Caso Master.
Veja declaração em vídeo:
??Romeu Zema nega ligação com caso Banco Master e alega ter “zero corrupção” na sua gestão
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 22, 2026
Confira?? pic.twitter.com/WAh1BU2Osu
Zema aproveitou a oportunidade para se distanciar publicamente de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. "Sou da mesma cidade do banqueiro criminoso. Nunca me encontrei com ele", alega o governador.
A fala faz alusão ao financiamento de sua campanha de reeleição em 2022. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Henrique Vorcaro, pai de Daniel, realizou uma doação de R$ 1 milhão ao diretório estadual do Partido Novo em Minas Gerais durante o pleito daquele ano.
Em outra oportunidade, Zema ainda afirmou à imprensa que ninguém do partido Novo sabia da relação de "irmão" que Flávio Bolsonaro (PL) tinha com Daniel Vorcaro. Mesmo assim, o candidato do Novo tem sido um dos nomes mais críticos sobre o caso Master, chegando a criticar Jaques Wagner (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ambos com ligações suspeitas e investigadas pela Polícia Federal.
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias
PROMESSAS POLÍTICAS
Ao defender sua administração à frente do Executivo mineiro, que já soma sete anos e meio, Zema fez coro à ausência de escândalos em sua gestão e ironizou o noticiário político da capital federal.
"Nunca no meu governo, nos sete anos e meio, tivemos esquemas, corrupção, escândalos. O meu governo não foi um governo bom em gerar notícias como Brasília, que gera com tanta frequência. Ainda bem que tem Brasília para os jornais de Minas buscarem notícias, porque lá [em Minas] não teve nada de escândalo. Zero corrupção. Porque essa foi a marca", argumenta.
O pré-candidato reforçou a promessa de integridade pública: "E eu falei para todos os poderes de Minas, para o Ministério Público, Tribunal de Contas, Defensoria.. […] Eu estou aqui para fazer o certo. Não contem comigo nem com a minha equipe para fazer nada errado."
Traçando um paralelo com sua experiência no setor privado, Zema relembrou sua trajetória comercial pela Bahia e outros estados. "Conheço muito [o país], abri muitas lojas lá no sul da Bahia também", pontua, descrevendo Minas Gerais como um estado "totalmente heterogêneo".
O que para ele seria "diferente de outros estados que não têm tanta mistura assim, e quebrado", em relação à sua atuação na Bahia. Vale contextualizar que o pré-candidato do Novo será um dos confirmados, junto com o presidente Lula da Silva (PT), a participar do 2 de Julho em Salvador.
Zema resumiu os objetivos dele para o estado em três pilares, que chamou de "choques". Estariam esses gestos em suas falas os seguintes:
- Choque de moral, de credibilidade e de ética: "Esse é o primeiro ponto. Concordam que o Brasil precisa disso? Cheguei aqui ontem à noite e até que não senti cheiro de esgoto não, mas o que tem de esgoto aqui dá para inundar o restante do Brasil. Então, esse choque de credibilidade, esse choque ético é fundamental", asseverou.
- Choque contra a gastança: O governador direcionou críticas diretas à atual gestão federal, propondo um "choque contra a gastança do Lula e do PT", cujos detalhes prometeu apresentar em breve.
- Choque contra a criminalidade: Por fim, Zema defendeu um "choque contra a bandidagem, contra os criminosos".
Para Zema, seu desempenho em solo mineiro valida sua plataforma para o plano nacional, distanciando-se de Flávio Bolsonaro, nome mais firme da oposição nas pesquisas eleitorais. "Ser bem avaliado num estado com as contas em dia é uma coisa; num estado falido é outra história", projeta.
O cenário da pré-campanha presidencial subiu de tom nesta quarta-feira (13) com o posicionamento da liderança do partido Novo. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Romeu Zema criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL) após o vazamento de áudios que indicam negociações financeiras entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Confira em vídeo:
As gravações, que fazem parte da denúncia revelada pelo site The Intercept Brasil, mostram o senador cobrando valores que somariam R$ 134 milhões para o financiamento de uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o pré-candidato do Novo, o episódio fere a credibilidade da direita e compromete o discurso ético do grupo político.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Gabriel Galípolo
"Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas".
Disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo ao criticar a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.