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Flávio Bolsonaro diz esperar união com Zema e Caiado no segundo turno para derrotar o PT

Por Redação

Flávio Bolsonaro diz esperar união com Zema e Caiado no segundo turno para derrotar o PT
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (3) ter pedido união aos também presidenciáveis Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O apelo ocorreu durante um encontro classificado por ele como “amistoso”, realizado na terça-feira (2) em um evento em Minas Gerais.

 

"Sempre tive uma conversa muito franca e direta com eles. Com o Zema, nós sempre conversamos dessa forma, o importante é a gente estar junto para derrotar o PT. O Zema, o Caiado e eu, nós três, temos uma grande responsabilidade de estarmos unidos contra o PT", conta o senador ao jornal O Tempo.

 

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APROXIMAÇÃO PLANEJADA
Flávio Bolsonaro afirmou possuir uma boa relação com Zema e relatou ter pedido ao ex-governador mineiro para superar episódios passados. De fato, antes da revelação do caso Master, em que o nome do partido Novo criticou abertamente os áudios da negociação entre Vorcaro e Bolsonaro, a relação chama atenção para futuros planos. 

 

"Falei: ‘Zema, vamos olhar para frente, cara. Faz o que o seu coração mandar com relação a mim, não faz o que o marqueteiro mandar, não, porque você tem que esclarecer o povo mineiro, o povo brasileiro, o perigo do Lula. Nós três aqui, independentes, como vai ser essa campanha, a gente tem que estar focado em resgatar [o Brasil]”, discursa o senador.

 

Apesar do aceno, o senador reafirmou sua avaliação de que Zema foi precipitado ao publicar um vídeo com críticas às suas conversas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Causando queda nas pesquisas e saídas dentro de sua própria equipe de campanha, incluindo a desconfiança na versão de Flávio dentro do Partido Liberal (PL).

 

"Continuo achando que ele foi um pouco precipitado, porque ele não pode colocar essa disputa entre quem vai ser o candidato que irá para o segundo turno à frente do interesse do povo brasileiro", pondera o senador, sem detalhar o teor dos diálogos com o banqueiro.

 

O pré-candidato defendeu que o bloco de oposição esteja unificado em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Segundo apuração do jornal Estadão, o pré-candidato acha que ainda não é possível prever uma aliança logo no primeiro turno por não possuir "controle", algo que favorece sua campanha após uma queda das intenções de voto.

 

O senador sinalizou haver dificuldades para a construção de uma chapa conjunta ao governo de Minas Gerais com o atual governador do Estado, Mateus Simões (Novo). "Ele está num grupo político que praticamente inviabilizou que houvesse alguma composição com o PL. Ele está no PSD. O PSD tem um candidato à Presidência, que é o Caiado. Matheus Simões é do grupo político do Zema, que também é candidato à Presidência da República. A gente está neste momento raciocinando", explicou.

 

Questionado sobre as diretrizes para o Judiciário, Flávio Bolsonaro assegurou que, caso venha a ser eleito presidente, indicará um perfil de corte conservador para ocupar vagas no Supremo Tribunal Federal (STF). "São pessoas que obviamente têm que ter o conhecimento técnico, pessoas que sejam de verdade conservadoras. Essa é uma característica importante, porque, volta e meia, numa canetada, o ministro autoriza a liberação de drogas, o ministro do Supremo autoriza o aborto", argumenta.

 

O senador relembrou ainda ter votado contra a indicação de Jorge Messias ao STF, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não sei o que passa na cabeça do Lula, qual é a intenção dele. Acredito que ele já foi reprovado uma vez, vai ser reprovado de novo", concluiu.