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Salvador: 477 anos e novos desafios
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Mesmo sob forte chuva, soteropolitanos saíram às ruas, neste domingo (29), para celebrar os 477 anos de Salvador ao som do grupo Mudei de Nome, que comandou mais uma edição da tradicional “Volta no Dique”, no Dique do Tororó.
??Mesmo com tempo instável, Mudei de Nome atrai público em apresentação no Dique do Tororó neste domingo
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) March 29, 2026
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A apresentação, que já se consolidou no calendário comemorativo da cidade, levou música, identidade cultural e muita animação ao público, que acompanhou o desfile do grupo a bordo do trio pranchão, sem cordas. Formado por Ricardo Chaves, Magary Lord, Jonga Cunha e Ramon Cruz, o Mudei de Nome embalou os presentes com clássicos do axé, como “O Bicho”, “Bota pra Ferver”, “Auê” e “Faraó”.
Um dos idealizadores e vocalista do grupo, Ricardo Chaves falou da alegria em ser uma das atrações convidadas para a celebração de aniversário da primeira capital do Brasil.
“Essa é a 9ª edição desse evento, que já entrou no calendário do aniversário de Salvador. A nossa intenção sempre foi resgatar o evento de rua e fazer isso em um lugar tão emblemático como o Dique é muito especial. Independentemente de chuva, a alegria do Mudei de Nome vai estar presente sempre”, afirmou.
Ele ainda brincou com o tempo chuvoso e lembrou que o mesmo ocorreu na edição passada. “O evento é tão bom que até São Pedro quer participar. A chuva lava a alma da galera, e a gente só entra como trilha sonora desse momento”, completou.
A força da festa foi confirmada pelo público, que não se intimidou com o clima. Moradora do bairro de Piatã, a técnica de enfermagem Letícia Santana, de 40 anos, afirmou que participa do circuito musical todos os anos.
“Gosto muito da energia daqui. Já acompanhei o grupo também na Boca do Rio, então, sempre que posso, estou presente. Nem a chuva atrapalhou desta vez. O clima é o melhor possível, o público anima e vale a pena. O Mudei de Nome é sempre bom, levanta todo mundo e deixa o evento ainda mais especial”, disse.
O comerciante Manoel Santana, de 73 anos, também reforçou o entusiasmo. Ele saiu do bairro do Cabula VI para celebrar o aniversário de Salvador no Dique do Tororó.
“Sou fã do grupo Mudei de Nome há muito tempo, então faço questão de acompanhá-los. Começou a chover quando eu já estava no caminho, mas não foi suficiente para desanimar. Pelo contrário, o clima continuou muito bom. Essa apresentação no aniversário da cidade é perfeita, combina com Salvador. A gente está aqui, curtindo e encontrando com amigos”, revelou.
Para quem trabalha no local, o evento também representa oportunidade de ganhar dinheiro. “Está tudo bem organizado. Apesar da chuva, cada um com seu espaço. A Volta no Dique traz muita gente, graças a Deus. Para eu que trabalho na rua, que vivo da rua, é mais um dia abençoado. Com certeza, dá pra curtir o Mudei de Nome e trabalhar ao mesmo tempo”, disse o ambulante Carlos Silva.
ESTRATÉGIA
Presente na Volta no Dique, o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, destacou que a programação faz parte de uma estratégia maior para movimentar a cidade com uma série de eventos, independentemente do fim do verão. A estratégia integra o projeto Viver Salvador.
“A gente trabalha o ano inteiro para quebrar a sazonalidade. Salvador não pode ser apenas a cidade do verão. Essa é uma cidade que tem atividade cultural, entretenimento, esporte, música e gastronomia o ano todo. Conseguimos transformar março em um mês de grande movimento, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Essa aqui, por exemplo, é uma atração que já caiu no gosto dos baianos. Mesmo com chuva, a turma está toda aqui, animada”, explicou.
Isaac também citou o Pedal da Cidade e o Viver Salvador no Farol da Barra, entre outros eventos que acontecem neste domingo em celebração ao aniversário da capital baiana.
“Tivemos o Pedal da Cidade, atividades no Pelourinho, no Centro Histórico, no Campo Grande… Temos teatro, gastronomia, tivemos o Boca de Brasa ativando vários pontos da cidade. Viva Salvador, parabéns pelos 477 anos, e viva o povo soteropolitano. Seguimos em frente, sempre fazendo o melhor pela nossa cidade”, completou Edington.
O diretor teatral Fernando Guerreiro emitiu uma nota para lamentar a morte do compositor e capoeirista Romualdo Rosário, na madrugada desta segunda-feira (8). Mais conhecido como Moa do Katendê, o artista foi esfaqueado por um vizinho após se mostrar contrário ao candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL).
"O radicalismo e a intolerância fazem mais uma vítima", afirmou Guerreiro no texto. O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM) definiu Moa como um agitador cultural e defensor das causas ligadas à comunidade preta da cidade.
Como publicado mais cedo, Moa estava em um bar perto de sua casa, na comunidade Dique Pequeno, quando se envolveu em uma discussão política e o crime aconteceu. Seu irmão, Germinio do Amor Divino Pereira, foi atingido no braço direito e socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE). Já o autor das facadas foi identificado por testemunhas como Paulo Sergio Ferreira. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) afirma que ele foi preso imediatamente (saiba mais aqui).
O clima entre eleitores contra e pró-Bolsonaro tem se acirrado com as eleições deste ano. Com o resultado do primeiro turno nesse domingo (7), o candidato vai disputar o segundo turno, no dia 28 de outubro, contra Fernando Haddad (PT). "Espero que não estejamos caminhando para a barbárie", concluiu Guerreiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Rui Costa
"Problema de caráter".
Disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) ao criticar o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), após o gestor anunciar que será o candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto. A declaração do petista ocorreu nesta sexta-feira (27), em Salvador.