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delcy rodriguez
O bilionário brasileiro Joesley Batista reuniu-se com a vice-presidente e líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na última sexta-feira (9), antes e depois de se encontrar, nos Estados Unidos, com autoridades norte-americanas.
Após a reunião, Joesley afirmou que a líder venezuelana demonstrou disposição para abrir o setor de petróleo e gás do país a investimentos estrangeiros, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto ouvida pela agência Reuters.
A empresa de energia da família Batista, a Fluxus, tem ampliado suas operações desde que foi adquirida em 2023 e avalia oportunidades de negócios na Venezuela, de acordo com a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato.
Procuradas, a Fluxus e a J&F, holding controlada pelos irmãos Batista, não quiseram comentar o encontro nem os planos de investimento.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu nesta quarta-feira (7) o general Javier Marcano Tábata, comandante da Guarda de Honra Presidencial e responsável direto pela segurança de Nicolás Maduro, capturado no último sábado (3) durante uma operação militar dos Estados Unidos.
Segundo a rede britânica BBC, a Guarda de Honra Presidencial é a força militar encarregada de fornecer os guarda-costas responsáveis pela proteção do chefe de Estado venezuelano.
A exoneração é uma das primeiras mudanças promovidas por Delcy Rodríguez na cúpula do governo após assumir o comando interino do país. O primeiro anúncio oficial da nova gestão foi a nomeação de Calixto Ortega Sánchez para o cargo de vice-presidente da área econômica.
Ainda de acordo com a BBC, além da Guarda de Honra Presidencial, o general Marcano Tábata também chefiava a Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), principal órgão de contraespionagem das Forças Armadas da Venezuela.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria entrado em contato com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante o final de semana. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (5), o presidente brasileiro abriu diálogo informal com Rodriguez entre sábado (3) e domingo (4).
O contato ocorreu após o Itamaraty, ou Ministério das Relações Exteriores, reconhecer formalmente a liderança da vice-presidente de Nicolás Maduro, após a captura do então líder venezuelano durante uma ação militar norte-americana.
Há a possibilidade de que os dois voltem a se falar ainda nesta segunda (5), ainda conforme a reportagem. Ainda no sábado, Lula manifestou, nos bastidores, preocupação com as consequências da operação militar ordenada por Donald Trump à estabilidade na América do Sul.
Durante uma reunião virtual realizada com auxiliares no sábado, Lula pediu que ministros acompanhem com atenção os desdobramentos da intervenção americana na Venezuela, especialmente possíveis impactos na fronteira com o Brasil.
Lula também determinou posicionamento crítico à operação americana, apontada por integrantes do governo como um precedente perigoso para o continente.
Em um desdobramento drástico da crise política venezuelana, a cúpula das Forças Armadas anunciou neste domingo (4) o reconhecimento de Delcy Rodríguez como presidente interina do país. A movimentação ocorre menos de 24 horas após o anúncio da detenção de Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos.
O anúncio foi feito pelo Ministro da Defesa, Vladimir Padrino, em rede nacional. Padrino fundamentou a sucessão na decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que estabeleceu um mandato de 90 dias para Rodríguez para evitar um "vácuo de poder" e garantir a "defesa integral da soberania".
Durante o pronunciamento, o tom de Padrino alternou entre a denúncia e a tentativa de estabilização. O ministro afirmou que o "sequestro" de Maduro resultou na morte de grande parte da guarda presidencial. Segundo o oficial, os agentes foram executados "a sangue frio" pela força de incursão estrangeira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"É possível. Cabe lembrar que a eleição foi muito antecipada esse ano. O prazo de 4 de abril, no qual nós já manifestamos e anunciamos uma chapa de pré-candidatos, na verdade era um período crucial para a filiação dos partidários. Mas a definição formal, burocrática, se dá no final de julho, quando se encerram as convenções partidárias".
Disse o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), apontou a possibilidade do pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), anunciar apoio e participar de palanque de candidatos que possam derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidência da República.