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Artigos

Gustavo Falcón
O Paraguaçu sob ataque
Foto: Acervo pessoal

O Paraguaçu sob ataque

O rio Paraguaçu é o mais longo rio baiano. Ele nasce na cidade de Barra da Estiva e desagua em Salinas das Margaridas após um longo percurso de cerca de 600 km. Irriga plantações, serve de bebedouro para os animais, fonte de renda para pescadores, corta povoados e cidades, incorpora muitos afluentes e em Cachoeira, já próximo a sua foz, majestoso e imponente, se transforma num imenso lago represado na Barragem de Pedra do Cavalo. Dali manda água para abastecer milhares de pessoas, no interior e principalmente na capital do estado.

Multimídia

Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria

 Alex Santana revela convite de ACM Neto para assumir secretaria
Em entrevista ao Projeto Prisma, com Fernando Duarte, o secretário de Relações Institucionais de Salvador e deputado federal licenciado, Alex Santana (Republicanos), afirmou que a decisão de não disputar a reeleição em 2026 foi motivada exclusivamente por razões pessoais.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

del feliz

Safra, sabor e sanfona: Relação entre Forró e São João vive entre a resistência e o resgate da tradição desde os anos 50
Foto: Joá Souza / GOV-BA

Triângulo, zabumba e sanfona. Os três elementos são identitários de um ritmo. Ritmo este que dita o som do São João. Mas quando começou a história do Forró com a maior festa cultural do Nordeste?

 

Para o São João de 2026, o Bahia Notícias preparou a série de reportagens “Safra, sabor e sanfona”, que exibe de forma especial as nuances que tornam o festejo junino uma das maiores manifestações culturais da Bahia, com destaque para as mudanças na dinâmica da agricultura, na comida que chega à mesa e nas celebrações embaladas pela música tradicional (ou não) da temporada.


Em entrevista ao Bahia Notícias, a educadora Sálua Chequer, que é mestra em Arte, Educação e Gestão Cultural pela Universidade Internacional Menéndez Pelayo (Espanha), destaca que, para além da agricultura e das contribuições dos povos que constituem a nação brasileira – como demonstramos na última reportagem –, a religiosidade dos festejos é a raiz de diversos simbolismos.

 

São João, o santo católico que dá nome à festa, é João Batista, o último profeta do Antigo Testamento. Na história, as comemorações pagãs da Europa celebravam a colheita anual com fogueiras e rituais. Já a Igreja Católica adaptou as festas e associou a fogueira à história de nascimento do santo.

 

“Dentro da religiosidade, João tem uma importância muito grande”, diz a pesquisadora, que também se identifica como católica. “A tradição da fogueira remete à história de que Isabel (mãe de João) usou o fogo para anunciar a Maria que o filho havia nascido, e é ele que pronuncia o nascimento de Jesus. Então, João é importantíssimo, é o padroeiro da família”, conta Sálua.

 

É sabido que, no Brasil, a festividade foi trazida pelos jesuítas e colonos portugueses como a "Festa Joanina", que se misturou aos costumes indígenas e africanos. E uma das contribuições culturais que nascem nas regiões Norte e Nordeste é a dança e a musicalidade. Para Sálua Chequer, “além de manter viva a tradição, o que funciona na festa também é a música”.

 


Foto: Agência Brasil 

 

Ela explica que o “forró é tão importante que, em muitos lugares, recebe o nome do evento". "as pessoas falam: ‘Onde é que vai ser o forró?’, ‘vai ter o forró de tal lugar’, ‘quando é o forró da escola?’. Existe o forró como evento, mas também como gênero musical”.

 

Para a pesquisadora, que já se debruçou a estudar sobre produção cultural, “a música tem um papel muito grande, tem um papel social de, nas próprias letras, cantar, representar-se dentro da poesia, da composição, a história do milho, da reza, da devoção, da vida”. “Então, as letras da música também passam essa mensagem que representa, de uma forma grandiosa, o significado da festa para a gente”, ressalta.

 

Ao BN, Sálua narra que é justamente neste aspecto simbólico que as mudanças hoje observadas na festa causam maior impacto. Segundo ela, a festa, a partir do formato de mega-shows, perdeu parte do apelo à coletividade.

 

“Hoje [a festividade] tem um outro caráter. Eu acho bacana, inclusive, que Salvador, como uma capital nordestina tão importante, faça esse movimento de se ter essa festa no Pelourinho, porque tem tudo a ver, até pela arquitetura, a história; lembra e remete às cidades do interior. O que me incomoda é a invasão de um repertório que não pertence e o caráter de mega-show”, explica.

 

Sálua destaca ainda que não é só a musicalidade que sai perdendo, mas outras manifestações culturais também vão sendo retiradas dos grandes eventos. “O que mantém vivas, por exemplo, as quadrilhas em Salvador é a periferia. Eu fui jurada por muito tempo do Arraiá da Capital, e era um show à parte, das roupas, da pesquisa, dos temas. Hoje está praticamente desaparecendo. Então, eu acho que precisa ter um zelo, um cuidado por tudo isso, é uma tradição”, defende.

 

Ela sustenta que um dos principais vetores para essa mudança é, justamente, o interesse do mercado de turismo, que supera a preservação cultural. “O interesse, a coisa do turismo vem e, assim, se você estivesse mostrando ao turista que aqui chega alguma coisa de verdadeira, bacana, bonita, mas não é. Não me bote uma banda de pagode, de axé ou de sertanejo tocando e diga que isso é São João, porque não é”, afirma a mestra em Arte, Educação e Cultura.

 

E é a partir desta crítica que artistas, produtores e gestores culturais se mobilizam para promover o ativismo em torno da valorização dos ritmos internacionais na festa junina. Entre as entidades que trabalham ativamente neste tema está o Fórum do Forró Raiz.

 


Foto: Fernado Vivas / GOV-BA

 

APELO À SANFONA
Não há aquele que não pense em dançar um "dois para lá, dois para cá" quando junho bate à porta. Por anos, o forró tem sido associado ao São João como o estilo que dá o tom da festa, ainda que tentem descaracterizar o festejo com a inserção de novos estilos. Mas a história do forró — gênero candidato ao título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco — com o São João é antiga: coloque na conta mais de meio século de duração.

 

“Essa relação do forró como elemento identificador do São João começa na década de 50. Porque começam a surgir os grandes sucessos de Luiz Gonzaga ali no final dos anos 50. Há a identificação do forró como uma força muito grande no Brasil, especialmente no Nordeste, e começam a acontecer festas em palhoças [com paredes de pau a pique e cobertura de sapê], em arraiais…”, conta o cantor Del Feliz.

 

O cantor, um dos principais nomes do gênero na Bahia e embaixador da campanha para que o Forró de Raiz seja reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, conversou com o Bahia Notícias sobre a ligação do gênero com a festa.

 

 

Segundo Del, a cidade de Entre Rios, a aproximadamente 140 km de Salvador, teve um papel fundamental na intensificação dos festejos juninos no formato que o público conhece atualmente.

 

“Aqui na Bahia tem um marco muito importante em Entre Rios, num evento que era realizado por seu Manoelito Argolo para o povão naquela época. Era uma festa feita para o povo, de graça, onde você tinha ali Luiz Gonzaga, Marinês, Trio Nordestino, que eram considerados grandes símbolos da música nos anos 60. Dali originou, inclusive, a ideia das festas de prefeituras, porque isso não começou, obviamente, com as grandes festas de prefeituras; foi um caminho primeiro percorrendo essa via da festa particular.”

 

A associação do forró com o São João na Bahia, de acordo com Del, ainda teve a pressão do consumo do público. “A música escolhida, com a qual as pessoas se identificavam, era essa música feita por Trio Nordestino, Luiz Gonzaga, Marinês. Aí você vai ter aqui na Bahia uma pressão muito forte também do Negrão dos Oito Baixos e tantos outros fazedores do forró. O de duplo sentido ganhou uma força num determinado momento, como Genival Lacerda, Zé Nilton, Sandro Becker. É toda uma história que já está beirando aí bem mais de meio século”.

 

TRANSFORMAÇÃO DO FORRÓ
Desde o surgimento do gênero, o forró passou por diversas transformações. Para se ter uma ideia, em 2021, as Matrizes Tradicionais do Forró receberam o título de Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan, e o plano de salvaguarda inclui expressões como o baião, o xote, o xaxado, o chamego, o miudinho, a quadrilha e o arrasta-pé.

 

O surgimento de novos estilos não necessariamente implicou a descaracterização do gênero; no entanto, o interesse mercadológico no forró fez com que o estilo se afastasse de suas raízes, tirando o espaço de estrelas da música.

 

Ao BN, Del reforça: “A cultura não é estática; assim sendo, ela foi sendo moldada e se transformando, recebendo elementos”. Porém, o distanciamento de sua essência dificultou o caminho para que as matrizes tradicionais do forró prosperassem na festa na qual, até então, elas eram tidas como rainhas.

 

“Óbvio que o próprio forró de Luiz Gonzaga começou de uma outra forma. Ali no início tinha muita coisa de violão, de viola de sete cordas, de pandeiro, cavaquinho... A própria zabumba veio depois e o triângulo também, mas só que, com o passar do tempo, esses elementos se transformaram em símbolos. O próprio Gonzaga já tinha uma banda que o acompanhava, Alcymar Monteiro colocou logo um trio de metais, muita coisa agregando. O que eu acho que é natural, que essas coisas venham agregando, venham se amplificando, se moldando, mas sem retirar essa essência.”

 

Foto: Governo da Bahia

 

Para o músico e estudioso da área, é importante entender o contexto, analisar as mudanças e o impacto delas, e não demonizar a transformação. Del afirma que, mesmo com as transformações, o forró conseguiu prosperar e dar bons frutos em meio às novidades.

 

“A evolução traz para a gente uma série de outras coisas a partir dos anos 90. Você tem Mastruz com Leite, que já trazia uma batida bem diferente, Magníficos e dezenas e dezenas de outras bandas, a Calcinha Preta, Aviões do Forró, com batidas totalmente diferentes. Agora, se você me perguntar se esses novos artistas que fizeram outros estilos contribuíram [para o forró], eu acho que boa parte deles contribuiu muito. No meio dessas modinhas que foram surgindo, nós tivemos bandas, por exemplo, que fizeram sucesso nacional tocando a música essencialmente tradicional.”

 

Uma das bandas citadas pelo cantor foi o grupo paulistano Falamansa, que estourou nos anos 2000 fazendo o forró tradicional do Nordeste: “O forró que o Falamansa fazia nos anos 2000, que estourou nacionalmente, é o mesmo forró do Luiz Gonzaga. Eles contribuíram muito porque trouxeram, inclusive, uma linguagem da praia, da modernidade, de outros ambientes para a música, mas sempre com muito respeito, com muita poesia, com muita qualidade.”

 

FORRÓ DA RESISTÊNCIA
Para além da evolução do gênero musical, uma cadeia de produtores e gestores culturais busca avanços e garantias para o crescimento desse movimento enquanto manifestação cultural. O Fórum do Forró de Raiz é um movimento nacional que reúne músicos, pesquisadores e representantes do setor para debater políticas públicas e preservar a tradição. O movimento nacional, que nasceu em 2011, é focado em promover o reconhecimento e a valorização das matrizes rítmicas do forró.

 

Foi esse grupo que deu entrada no processo de reconhecimento das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

 

O Bahia Notícias conversou com Fábio Barros, representante do movimento na Bahia. Ao destacar que o Fórum já possui adesão em mais de 17 estados do país, Barros conta que a conquista do registro de patrimônio imaterial ocorreu após anos de luta e, “ele fortalece os nossos argumentos, inclusive junto aos gestores públicos, e amplia a compreensão de que o forró não é apenas um entretenimento, é mais um patrimônio que precisa ser protegido e transmitido às futuras gerações”, diz Fábio.

 

Na definição da manifestação cultural que foi inscrita no Livro de Registro das Formas de Expressão, o Iphan também elegeu o forró como um supergênero musical, por reunir ritmos nordestinos, entre eles o xote, o xaxado, o baião, o chamego, a quadrilha, o arrasta-pé e o pé-de-serra.

 

Segundo o produtor cultural, que liderar o Fórum na região de Salvador e região metropolitana, após esse reconhecimento nacional, “a nossa principal bandeira hoje é garantir que o forró seja reconhecido não apenas como um ritmo musical, não apenas como um patrimônio cultural imaterial — que já é, na verdade —, mas como uma expressão cultural fundamental da identidade nordestina e brasileira”.

 

Foto: Andréa Rêgo Barros/Prefeitura de Recife 

 

Ele conta que o Fórum, na Bahia, tem expressividade em diversas regiões e municípios, mas vem buscando uma institucionalização que garanta uma cadeia de diálogo nos 27 territórios de identidade.  Ao BN, ele descreveu que o Fórum realiza mobilizações em diversos campos, mas principalmente no diálogo com a cadeia produtiva e no monitoramento das políticas públicas voltadas ao forró e suas manifestações “afiliadas”, como é o caso das quadrilhas juninas.

 

Para Fábio Barros, uma das principais bandeiras do grupo é pelo reconhecimento do forró como narrador oral da identidade nordestina. “O forró, na verdade, conta a história do nosso povo por meio das canções de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês e tantos outros mestres e mestras que registraram e registram as memórias do sertão, das migrações, das secas, das festas, dos amores, da fé e da resistência do nosso povo nordestino”, explica.

 

“O forró, então, acaba sendo uma ferramenta poderosa de educação, memória e pertencimento cultural”, destaca.

 


Foto: Acervo / Luiz Lua Gonzaga 

 

“O Fórum defende [o protagonismo do forró] porque os festejos juninos, logicamente aqueles financiados com recursos públicos, têm um compromisso com a preservação da identidade cultural de São João”, descreve. Esse compromisso com a tradição, no entanto, não significa a rejeição total à diversidade rítmica e cultural do próprio Nordeste.

 

“Quero deixar claro, em nome de todo o Fórum, que nós não somos contrários à diversidade musical, mas nós entendemos que ele deve ocupar uma posição central nas programações juninas. Ele precisa ser o protagonista na programação junina, o que não ocorre e não ocorreu, inclusive, nos últimos anos aqui no estado da Bahia", exemplifica Barros.

 

Para além do número de atrações musicais divididas por gênero, artistas de outros ritmos também acabam sendo privilegiados nos pagamentos de cachês juninos. Como divulgado anteriormente pelo próprio Bahia Notícias, o pagode, por exemplo, também chega com forte apelo no São João. Segundo o produtor, uma das formas de garantir mecanismos para chegar a um equilíbrio é a legislação.

 

Ele cita a tramitação, no Congresso Nacional, do PL Luiz Gonzaga (PL 3083/2023), que regulamenta um percentual mínimo de 80% para destinação de recursos públicos para artistas de forró em todas as festividades de São João no território nacional; e a Lei da Zabumba (Lei Estadual nº 13.368/2015), que determina que as contratações públicas devem obedecer a um percentual mínimo de 60% de profissionais que expressam e valorizam a cultura baiana.

 

Acontece que, no Congresso Nacional, o PL Luiz Gonzaga foi engavetado no Senado após aprovação na Câmara dos Deputados e, na Bahia, a Lei da Zabumba não obteve o resultado esperado pela categoria. Para Fábio, ela deu certo apenas na teoria. “Então foi uma lei, inclusive, que ficou morta, mas que é uma lei que pode ser, logicamente, repensada, reavaliada para que a gente possa usá-la de uma forma positiva. Talvez tenha algumas questões a corrigir nessa lei”, afirma. Ele explica, por exemplo, que falta uma especificação para a manifestação do forró.

 

Nessa luta pelo protagonismo dessas manifestações, o produtor cultural admite que os ritmos tradicionais saem perdendo frente aos demais ritmos que são incorporados no São João da Bahia. "O nosso entendimento é que a política pública deva equilibrar esse entretenimento, o desenvolvimento econômico e a preservação cultural do Brasil. Preservar o protagonismo, como eu falei, do forró, significa preservar a própria essência dessa festa”, ressalta Fábio.

 


Foto: Fernando Vivas / GOV-BA

 

DEPOIS QUE PASSA O SÃO JOÃO O VOLUME ABAIXA?
O tratamento dado ao forró por quem não consome o gênero é o de que o estilo é algo sazonal, ou seja, acabou junho, o forró pode sair de cena. Para Del Feliz, a história é outra e a cena prova que o forró resiste ao longo dos 11 meses do ano, ainda que junho tenha passado.

 

“Há uma discussão muito grande sobre sazonalidade porque, no São João, é o momento em que esses fazedores do forró teriam, em tese, a oportunidade de se apresentar nos palcos maiores, já que a festa foi espetacularizada e saiu dessas palhoças e ganhou os grandes palcos. Mas o forró dá para se fazer em qualquer momento, porque o forró é a música símbolo do Nordeste. O projeto Dominguinho agora é a prova do que a gente sempre defende: o povo ama o forró. De vez em quando tem uma desculpa diferente, como foi com o Falamansa, que naquela época batizaram de forró universitário porque as pessoas tinham vergonha de dizer que gostavam de forró, de música de nordestino. Mas as músicas que eles, Rastapé, Bicho de Pé e todas as bandas que eram do Sudeste faziam eram as mesmas que tocavam aqui.”

 

O cantor ainda fez questão de frisar o tamanho do forró para além do São João, com a propagação do estilo musical em todo o mundo fora de junho.

 

“O forró é perene, é um símbolo do Nordeste e da brasilidade também. Quando se decidiu que o samba, por exemplo, há décadas representaria a música brasileira, havia uma disputa muito dividida entre o samba e o baião de Luiz Gonzaga, que era o maior sucesso nacional. O forró nos representa o tempo inteiro, não é só o Nordeste, o forró representa a música brasileira. Eu vi, viajando pelo mundo, japoneses, chineses, portugueses, noruegueses dando aula de forró, tocando a nossa música. É realmente algo muito exuberante.”

 

E O FUTURO DO FORRÓ NO SÃO JOÃO?
Em 2026, uma grande polêmica tomou conta do debate sobre o estilo predominante no São João. O cantor e sanfoneiro Flávio José cancelou todas as apresentações que faria na Bahia após a sugestão de redução do cachê cobrado por ele para tocar nas cidades baianas.

 

Na ocasião, Flávio José fez um forte desabafo falando sobre o desrespeito à tradição e a descaracterização do São João pelo baixo investimento em atrações tradicionalmente juninas.

 

 

Ao ser questionado sobre a situação, Del afirmou entender o trabalho feito pelo Ministério Público de pontuar o alto gasto das prefeituras nos shows durante os festejos juninos, mas alertou para uma situação: a necessidade do resgate da tradição.

 

“Ninguém sai de outro país nem de outro estado para vir para cá curtir um festival de qualquer coisa. A festa precisa ser recuperada do ponto de vista de sua identidade, da sua originalidade, para continuar sendo viável economicamente, porque os cachês dos forrozeiros estão longe de ser o problema. Está comprovado que a festa autêntica dá lucro, atrai turista, e atrai aquele turista que interessa: que vai lá, gasta e consome.”

Del Feliz defende liberdade de cachês e cobra preservação do forró tradicional no lançamento do São João
Foto: Paulo Dourado / Bahia Notícias

O cantor e compositor Del Feliz, ferrenho defensor do forró e condecorado com a Comenda 2 de Julho, trouxe um debate sobre os rumos dos festejos juninos no estado. O posicionamento do artista ocorreu na noite desta quarta-feira (10), durante o lançamento oficial do São João de Salvador, realizado na Praça da Revolução, no bairro de Periperi, Subúrbio Ferroviário de Salvador.

 

Ao comentar as discussões recentes sobre o estabelecimento de limites financeiros para as contratações artísticas por parte de prefeituras baianas, Del Feliz pontuou contra a imposição de tetos para os cachês dos artistas.

 

"Eu quero deixar muito clara minha opinião: não é o estabelecimento de um cachê máximo que vai resolver o problema do São João. Eu acho que um cachê de 700 mil reais ainda é um cachê, mas eu não me sinto à vontade para dizer: 'Ah, não pode pagar o que dá', mas pode pagar o milhão e meio, não pode pagar os 100 mil', avalia o cantor.

 


Por outro lado, o forrozeiro fez um alerta firme a respeito da perda de identidade que o São João 2026 vem sofrendo em decorrência de grandes produções comerciais de outros gêneros que têm dominado a grade de atrações pelo interior da Bahia.

 

"Agora, é natural que a gente se revolte com a ideia de que as festas de hoje sejam descaracterizadas. A festa que continua a ser autêntica, que mantém a tradição, é o que de fato atrai o público de verdade. Esses festejos conseguem manter sua força através da tradição, ainda que adaptada aos novos tempos, para dialogar com uma grande massa", explica o compositor.

 

Del Feliz encerrou seu posicionamento cobrando maior compromisso das gestões públicas com o patrimônio imaterial do Nordeste. "O importante é que estejamos sempre sonhando e lutando por uma festa cada vez mais autêntica e tradicional, que é bela, rica e conectada com a nossa real identidade cultural".

 

A solenidade no Subúrbio Ferroviário, que serviu de palco para o debate provocado pelo cantor, também marcou a abertura do XVII Campeonato Estadual de Quadrilhas Juninas da Bahia para os dias 10 e 14 de junho.

OSBA recebe Juliette, Del Feliz, Adelmo Casé e mais estrelas em show especial de São João; saiba mais
Foto: Divulgação

A Orquestra Sinfônica da Bahia anunciou os convidados especiais para a 10ª edição do São João Sinfônico, que acontece no próximo final de semana em Salvador, no dia 6 de junho, a partir das 19h, na Concha Acústica do TCA.

 

Sob regência e direção musical do maestro Carlos Prazeres, o concerto reunirá oito artistas de diferentes estados do país em uma celebração da música nordestina e das tradições juninas.

 

Estão confirmados para o show Adelmo Casé, Del Feliz, Juliette, Laura Catarina, Letícia, Marcelo Caldi, Zé Honório e Zé Paulo. O espetáculo, que tem direção artística assinada por Manno Goes, contará ainda com a participação do sanfoneiro, compositor e arranjador Marcelo Caldi.

 

Os ingressos para o show ainda não começaram a ser vendidos. A venda acontece pela plataforma Sympla.

Câmara de Salvador analisa projetos para título de cidadão a Del Feliz e Flávio Venturini
Foto: Divulgação

Na quinta-feira (30), foram apresentados à Câmara Municipal de Salvador dois projetos de lei com o intuito de conceder o título de cidadão soteropolitano aos artistas Del Feliz e Flávio Venturini, segundo informações do portal Política em Ponto. 

 

Del Feliz é cantor, compositor e apresentador natural de Riachão do Jacuípe, cidade do interior da Bahia situada na área de expansão de Feira de Santana. O artista é conhecido popularmente como "embaixador do forró" e possui mais de 25 anos de carreira e uma forte ligação cultural com Salvador. 

 

Já Flávio Venturini é um cantor, tecladista e compositor natural de Belo Horizonte em Minas Gerais; ele foi revelado na década de 70 pelo movimento Clube da Esquina. O artista tem forte conexão com o estado e já compôs muitas músicas em homenagem como "Céu de Santo Amaro".

 

As propostas foram protocoladas pelo presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), e ainda precisam passar pelas comissões temáticas antes de serem submetidas ao plenário.  

Del Feliz defende as raízes do forró em busca de título de Patrimônio da Humanidade: “Símbolo da alma de um povo”
Foto: Divulgação

O forró pode atingir um novo patamar de reconhecimento internacional. O estilo, nascido no Brasil e característico da região Nordeste/Norte, busca o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade junto à Unesco, cinco anos após o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarar as matrizes tradicionais do forró como Patrimônio Cultural do Brasil.

 

A luta pode parecer recente para quem não acompanha os bastidores, mas, de acordo com o cantor e compositor baiano Del Feliz, que se tornou um embaixador da cultura nordestina e do forró no mundo, a busca pelo reconhecimento internacional é antiga e árdua.

 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o forrozeiro, que se tornou padrinho da campanha, relembrou o caminho feito pela Associação Cultural Balaio Nordeste (ACBN), organização voltada para a valorização, preservação e difusão do forró tradicional (pé de serra) e da cultura nordestina, que existe desde 2008 e é presidida pela produtora cultural Joana Alves.

 

“Esse processo começou em 2011, através do Balaio Nordeste e de Dona Joana na luta para que o forró se tornasse o patrimônio cultural do Brasil. Eu fui convidado para representar, a princípio, a Bahia, e culminou que, nessa andança por 14 estados, Dona Joana acabou me convidando para ser o padrinho nacional da campanha durante o percurso, pelo meu empenho, pela minha presença; e em 2021 nós recebemos o título de Patrimônio Cultural do Brasil. E a partir dali eu comecei essa caminhada já no processo para o forró se transformar em patrimônio da humanidade, uma outra contribuição. Já estive na Unesco, fomos recebidos pela Fumiko Ohinata [secretária da Convenção de 2003 para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial na UNESCO], estivemos agora em Lille [França] recentemente no Le Grand Sud [Festival Internacional do Forró de Raiz], fazendo um super show junto com Elba, Santana, Mestrinho, em que nós formalizamos ali um início dessa caminhada. Então, tem toda uma história.”

 

Na última semana, Del representou a Bahia na entrega do dossiê de candidatura do Forró de Raiz a Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade à Unesco, em evento realizado em João Pessoa, na Paraíba.

 

 

O encontro reuniu representantes dos nove estados do Nordeste, além de integrantes do movimento cultural, e marcou uma etapa do processo que agora segue para análise internacional. A mobilização envolve os nove estados nordestinos, além de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal, governos, fóruns culturais e artistas.

 

“Na última semana, aconteceu a entrega formal ao Iphan dos últimos documentos, seguindo todas as recomendações da Unesco, para que o forró se torne patrimônio da humanidade, o que provavelmente acontecerá em 2030.”

 

A demora para o reconhecimento do título pode causar estranheza, mas, de acordo com Del, é uma regra da Unesco.

 

“Já divulgaram que acontece em dois anos e tal. Normalmente acontece a votação de dois em dois anos, mas eles não repetem quando se tem algo avaliado daquele país. E agora em 2026 o Brasil já está tendo um outro bem imaterial sendo avaliado e isso faz com que o Brasil não participe em 2028. O forró entra na fila para ser avaliado em 2030, provavelmente com a consagração.”

 

O QUE MUDA PARA O FORRÓ COM O RECONHECIMENTO?
Mas, afinal, o que muda para o gênero o reconhecimento com o título de Patrimônio Imaterial? Declarado patrimônio cultural e imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o alcance internacional tem como propósito, além do reconhecimento mundial da arte feita no país e propagada em todo o globo terrestre, o reforço das políticas públicas para a salvaguarda do forró.

 

“Existe toda uma salvaguarda prevista a partir do momento que você se torna patrimônio. Então, passa a ser uma responsabilidade política. E eu acho que é fundamental, porque a gente está falando de um bem que nos identifica, de um bem que nos traz, inclusive, benefícios econômicos. Então, a cultura devolve. Não precisa nem falar da festa junina, que é a maior festa da Bahia e do Nordeste, e isso com dados comprovados. Tem a sua expressão emotiva, cultural, sentimental, mas também do ponto de vista econômico e turístico, porque é uma festa da nossa alma que atrai gente do mundo inteiro para conhecer.”

 

Para Del, é fundamental para a preservação do forró e de tudo que envolve o gênero, que ele esteja no patamar de patrimônio. O artista ainda citou um ponto delicado: a descaracterização de um dos maiores movimentos de propagação do forró, o São João.

 

“A gente precisa ter uma perspectiva de proteção desse bem, que inclusive se encontra ameaçado do ponto de vista dos grandes espetáculos que se transformaram as festas juninas e com a sua descaracterização; e o patrimônio registrado, reconhecido, se torna uma responsabilidade maior também do ponto de vista institucional e administrativo político.“

 


Defensor da Lei da Zabumba, aprovada em 2015 pela Assembleia Legislativa da Bahia, que prevê que a contratação de artistas e conjuntos musicais, para eventos culturais, shows e festejos realizados pelos entes públicos, com verbas oriundas do Estado da Bahia, Del reforçou ao Bahia Notícias a importância do cumprimento da lei,  que determina um percentual mínimo de 60% para a contrataççao de profissionais que expressam e valorizam a cultura baiana.

 

No entanto, artistas reclamam de sucessivos descumprimentos da legisção.

 

“Nós todos estamos trabalhando por isso. Eu sou um defensor de que as festas culturais se mantenham na sua essência para que elas continuem sendo viáveis economicamente e continuem belas, porque não faz sentido as festas se transformarem em uma festa de qualquer coisa pelo mero apelo. Não pode substituir a nossa cultura, sob pena de a gente perder, das nossas gerações não terem acesso a algo que é tão valioso para nós e também já existe um reconhecimento.”

 

Foto: Prefeitura de Cruz das Almas

 

A versão municipal também existe e foi inspirada no projeto apresentado em 2015 por músicos e defensores da arte do forró na AL-BA. Aprovada pela Câmara de Vereadores de Salvador em 2017, e  lei sofreu uma alteração em 2020, último ano de governo de ACM Neto (DEM). A lei municipal prevê a obrigatoriedade de se ter 10% da verba destinada para a festa voltada para a contratação de artistas que expressam a cultura baiana e regional nos eventos culturais, shows e festejos realizados pelos entes públicos, com verbas oriundas do governo.

 

Em 2026, um teto de gastos estipulado pela União dos Municípios da Bahia (UPB), em parceria com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da campanha 'São João sem Milhão', estabelece que as contratações para a festa não ultrapassem o valor de R$ 700 mil.

 

“Eu já venho lutando há muitos anos, pedindo exatamente que as festas culturais tivessem uma reserva do recurso público destinado à manutenção dessas características, que trazem tanto essa beleza sentimental, essa coisa cultural, como também a viabilidade econômica, porque a cultura de fato dá lucro, e existem pesquisas para isso. E aí as descaracterizações vieram com os artistas que estão na grande mídia, milhões investidos numa situação que tem empobrecido essas festas e tornado elas uma festa qualquer.”

 

 

Para se ter uma ideia, em 2025, de acordo com dados do Painel da Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público do Estado (MP-BA), entre os 10 artistas mais contratados para tocar no São João, 7 eram cantores de arrocha, ritmo que não está dentro do guarda-chuva das matrizes do forró, que inclui o xote, xaxado, baião, chamego, a quadrilha, o arrasta-pé e o pé de serra.

 

“Nossa expectativa é que a gente tenha uma sensibilidade do poder público no sentido de que haja uma reserva daquele recurso que é investido numa festa cultural seja destinado para a valorização daqueles fazedores dessa cultura. Aqueles artistas que estão aqui, que são da cultura e que pretendem adentrar esse grande palco em que se transformaram as festas juninas. É muito justo, porque a festa nasceu, cresceu e se tornou o que é por conta dessa beleza autêntica. Não faz o menor sentido você agora transformar numa outra coisa, sob pena de a gente ter um prejuízo muito grande.”

 

NOVA GERAÇÃO
Mas, e para além das políticas públicas, como salvaguardar o forró? A missão está nas mãos da população. Preservar a história, fazer com que ela circule e lutar pelo cumprimento desses direitos. O cantor fez um alerta sobre a descaracterização do ritmo e a forma como tudo pode ser forró em época de São João, tudo pelo interesse financeiro.

 

“Nós temos uma chuva de artistas nordestinos e brasileiros chegando com uma nova proposta, com aquilo que se chama de piseiro, mas a gente já tem uma história que vem de Mastruz com Leite, de Aviões do Forró, de Magníficos… Então, é muito sedutor para muita gente colocar o nome de forró nos seus trabalhos. Existe muita coisa que é chamada de forró que na verdade é uma descaracterização, né? Tem algumas batidas que não têm nada a ver com forró.”

 

 

Para Del, é importante que a tradição seja preservada e é possível ver uma vontade da nova geração em entender onde tudo começou. O artista ainda exaltou o projeto feito por Mestrinho, João Gomes e Jota.pê, o 'Dominguinho', que está em turnê internacional e conseguiu voltar com as raízes do forró.

 

“A reflexão que a gente tem que ter, e eu acho que ela é fundamental, é que quem construiu isso tudo foi, de fato, a música tradicional. Isso virou uma marca identitária muito potente para todos nós. Se você encontrar uma sanfona, uma zabumba e um triângulo em qualquer lugar do mundo, você vai identificar que a gente está falando do forró, e a gente tem a responsabilidade de preservar isso. [...] Nós temos algo que posso dizer talvez antagônico: uma predileção do pessoal do forró de fora do Brasil por fazerem todos os seus trabalhos em cima de uma música tradicional, daquela música dos anos 70, 80, 60, da música de raiz. Nós temos muitos jovens antenados, preocupados com a música de qualidade e a prova de que há um público muito grande atraído por isso é o grande sucesso do projeto Dominguinho, do meu amigo Mestrinho, que é hoje um dos maiores acordeonistas do mundo, junto com Jota.pê e João Gomes, um projeto simples com a música tradicional que ganhou o Brasil inteiro e ganhou o mundo.”

 

FORRÓ FOR ALL - FORRÓ PARA TODOS
A história de que o termo forró surgiu do inglês 'for all' é uma lenda linguística, mas o ritmo é realmente para todos e de todo o mundo. Ao site, Del Feliz, que já se apresentou em todos os continentes, afirma que o reconhecimento internacional do gênero já acontece por parte do público.

 

“A gente tem um monte de pessoas de outros países já envolvidos pelo forró, apaixonados pela nossa cultura, aprendendo a nossa língua, tudo sobre a nossa cultura e a nossa arte por causa do forró. O forró é um elo fenomenal, ele é um símbolo para nós. É muito mais que um aglomerado de ritmos, ele é um elo de fortalecimento do nosso estado, do nosso Nordeste e do nosso país, sem dúvida nenhuma.”

 

 

No papo com o BN, o forrozeiro relembrou um momento emocionante da carreira quando se apresentou no Brazilian Day no Japão e conheceu um grupo de forró que nasceu no país asiático.

 

“É uma coisa tão incrível como é muito natural. Por exemplo, eu me emocionei muito a primeira vez que eu fui ao Japão e subiu para cantar comigo no palco uma cantora chamada Lico, de um grupo chamado Flor de Juazeiro, um grupo só de japoneses. Lico cantou comigo ‘Espumas ao Vento’, tão emocionada, e eu me emocionei também. Quando descemos do palco, eu tentei conversar com ela achando que ela falava português; ela não sabia dizer uma palavra, mas cantou divinamente a música e depois ela falou: ‘Olha, eu pretendo aprender português por causa do forró, mas eu não sei falar nada’. Essa aproximação é incrível. Na França nós temos Marion Lima, que eu conheci em 2009 como um exemplo, mas são dezenas, eu diria centenas de representantes do forró no mundo. ”

 

 

A busca pelo reconhecimento internacional do forró segue, ainda que o título só venha a ser dado em 2030. O novo material será encaminhado pelo governo brasileiro e poderá levar até dois anos em análise, mas, para Del, a essência do forró vai prevalecer em qualquer circunstância.

 

“O forró é um símbolo da alma de um povo, então carrega tudo dentro ali da nossa arte, da nossa cultura e por isso merece um respeito muito grande.”

Del Feliz faz reflexão sobre os eventos de São João: “Festas estão cada vez maiores”
Fotos: André Carvalho / Bahia Notícias

“As festas estão cada vez maiores”. Esta é a avaliação de Del Feliz sobre a grandiosidade que as festas de São João estão tendo com o passar dos anos. Uma das atrações do Parque de Exposições neste sábado (22), o forrozeira acha que este é um tema interessante para ser debatido.  
 

“Eu percebo, dentro de quem tem um olhar de artista particularmente, que cada ano que passa minha agenda fica mais extensa, eu visito mais cidades e percebo também que essa festa que já foi espetacularizada, e todo mundo sabe isso, se transformou. A gente entende que os grandes palcos estão cada vez maiores. Isso gera uma outra discussão”, refletiu o forrozeiro. 

 

 

Apesar do tamanho das festas ele acredita que a tradição tem espaço garantido. “Eu acho que nos últimos anos o fato da gente estar discutindo sobre essa necessidade de respeito à autenticidade da festa é que a cada ano que passa a gente percebe que tem um pouquinho mais de efetividade de resultados. Algumas cidades que não tinham preocupação alguma em ter qualquer atração de forró já começam a se preocupar. Acho que isso foi muito da discussão. Naturalmente o fato da gente estar discutindo e estar tocando nesse ponto vai trazendo esse resultado”, opinou.

 

Além dele, se apresentam nesta noite Priscila Senna, Gustavo Mioto, Banda Maderada (Pranchão), Marquinhos Navais (Pranchão), Papazoni, Pra Casar (Pranchão), Bell Marques, Will Coelho (Pranchão) e Tierry.

 

Del Feliz sai em defesa do forró e diz que é preciso manter a essência do São João nas escolhas das atrações
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

Uma das atrações da noite deste sábado (1º) no São João da Bahia no Parque de Exposições, o cantor Del Feliz defendeu a necessidade de manter a tradição e essência dos festejos juninos, com a presença de artistas que levantam a bandeira do forró do ano inteiro.

 

Em entrevista antes do show, Del Feliz destacou que este debate sobre a valorização do ritmo musical e dos artistas do gênero vem de longas datas. O cantor pontuou ser natural o aumento do número de apresentações neste período, traduzindo a sazonalidade que ainda é imposta ao forró. Acompanhada da agenda extensa, Del Feliz também indicou a repetição de algumas situações embaraçosas.

 

“Eu acho que o forró resiste e persiste na identificação da festa junina por muitos anos, mas essa discussão já vem de algum tempo. As polêmicas também que surgiram esse ano, elas retratam uma realidade que se refaz”, disse ao comentar o episódio ocorrido com o cantor Flávio José, quando foi obrigado a diminuir o tempo show no São João de Campina Grande, na Paraíba, por conta da apresentação de Gusttavo Lima.

 

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

 

“O Flávio José ser solicitado reduzir o tempo do show para que uma outra atração sertaneja ou de qualquer outro estilo entre no palco, isso é recorrente, não foi a primeira vez”, falou.

 

Del Feliz se disse a favor da diversidade musical, no entanto defendeu que a realização do São João só continuará viável se mantiver a sua “essência”.

 

“O problema é que a festa junina tem uma cara e ela só é viável economicamente, não é só uma questão cultural, enquanto guardar alguma originalidade. No dia em que a festa deixar de ser original, vai ser qualquer coisa, não vai ser mais a nossa festa, da alma, do povo nordestino, a festa cultural mais representativa do nosso jeito de ser. E assim sendo, acho que precisa sim a gente ter esse cuidado com essas atrações que inserem essa grade da festa para que ela tenha alguma essência ainda que justifique as pessoas saírem de outro estado, de outro país para conhecer a festa”, avaliou.

 

Apesar da defesa, Del acredita que a presença de grandes atrações é válida, principalmente se cantassem e tocassem forró: “seria mais interessante para gente, guardaria algum respeito”. “E ao mesmo tempo a discussão é tão complexa, que se você trouxer também vários artistas famosos para tocarem forró só no período junino, a gente também não vai ter originalidade, nem respeito com as pessoas que passam o ano inteiro construindo essa tradição”, contrapôs.

 

Para o cantor, o debate passa também por identificar o que é e caracteriza o forró. “É difícil, é complexo porque essa polêmica passa também por novidades que aparecem se intitulando como forró, algumas que não têm nada a ver com forró”, frisou. “Quem sou eu pra dizer o que é forró? Eu só posso dizer categoricamente o que é o forró tradicional, é por ele que eu estou lutando”, complementou.

 

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

 

Com mais de 15 álbuns gravados e décadas na estrada, Del Feliz atua pela defesa do gênero musical também fora dos palcos, em uma discussão para tornar o forró patrimônio cultural do Brasil e do mundo. Em 2023, a sua música, ‘Meu Dengo’, venceu o Troféu São João da Bahia 2023, da TV Bahia – tendo sido a mais votada pelo público.

Del Feliz lança música em homenagem às vacinas contra o coronavírus
Foto: Divulgação

Del Feliz e o jornalista Gabriel Carvalho compuseram uma música com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da vacina contra Covid-19. O clipe estreou no último sábado (13), no YouTube. 

 

A canção que é chamada de "Uma dose de esperança" visa informar as pessoas em relação a imunizantes por causa do novo movimento antivacina.


De acordo com Del Feliz, a importância da vacina mudou na pandemia. “Nunca vimos uma mobilização científica tão grande como nessa pandemia. Se a gente não tivesse essas opções de vacina, como ficaria a humanidade?”, questiona Del.   

 

 

Para o cantor e compositor baiano, negar a ciência é negar a vida. “Felizmente, a grande maioria da população mundial conhece a importância desse imunizante. A desinformação é talvez uma pandemia tão mortal quando a do coronavírus”, compara. 

 

Sobre a melodia, o artista ressalta que as músicas que faz precisam de uma sintonia entre as letras e a sonoridade. “Nesta canção, a gente busca passar a ternura de um xote, a modernidade do reggae e elementos que dialoguem com pessoas de todas as idades”, conta. 

 

Del Feliz disse ainda que todo o setor da música e do entretenimento esperam pela vacinação em massa para que as atividades sejam retomadas de forma plena. “Eu tenho medo de agulha, mas vou com alegria em busca dessa dose de esperança”, brincou. 

No Mercado Iaô Junino Del Feliz recebe Trio Nordestino e Ton Oliveira
Foto: Divulgação / Ed Machado

O Mercado Iaô Junino sob o comando de Del Feliz irá receber, em seu segundo evento da temporada de 2019, como convidados o forrozeiro Ton Oliveira e o Trio Nordestino. A festa acontece neste domingo (2), e começa às 13h, no fim de linha da Ribeira. Ela contará com uma programação que envolve atividades culturais, artísticas e gastronômicas.

 

Del Feliz apresentará seu novo repertório com canções do seu último disco “Pra Compartilhar” e também músicas que são sucessos do forró. A primeira festa aconteceu no dia 26 de maio. “Foi muito bom ver que havia gente de toda a cidade e, em especial, os moradores da Península de Itapagipe, que sempre abraçaram o Mercado Iaô e agora prestigiam as edições juninas”, afirma o cantor. 

 

Os ingressos custam R$ 30 inteira e R$ 15 meia e estarão à venda no dia do evento. 

 

SERVIÇO
O QUÊ:
 Mercado Iaô Junino
QUANDO: Domingo, 2 de junho, às 18h
ONDE: Mercado Iaô, final de linha da Ribeira
VALOR: R$ 30 inteira e R$ 15 meia

Após temporada no Japão, Del Feliz 'puxa o fole' para forró ser patrimônio cultural do Brasil
Foto: Bahia Notícias / Priscila Melo

O cantor Del Feliz, natural de Riachão de Jacuípe, há 20 anos tem se dedicado ao forró. Em sua trajetória, o artista além de espalhar o forró pelo Brasil já viajou por cerca de 50 países divulgando o gênero musical nordestino. "É uma experiência da qual eu me orgulho muito. Encontrar com culturas, pessoas e comidas diferentes é enriquecedor. Mas fazer isso e ao mesmo tempo levar um pouco da nossa cultura é ainda mais gratificante", declarou Del ao Bahia Notícias. 

 

A última viagem internacional do cantor foi para o Japão. O forrozeiro realizou sete apresentações em quatro cidades: Tóquio, Yokohama, Guma e Hamamatsu, entre os dias 28 de abril e 5 de maio. "Participei do evento 'Brasil A2 Forró Festival', e lá tinha mais de uma dúzia de países. Tinha japoneses dando aula de forró. É um projeto incrível e eu já saí de lá convidado para voltar em março e em maio do ano que vem. Mas eu conclui que sair de Salvador em maio é muito complexo, porque voltei agora com a agenda bem puxada. Acho que vou manter essa história de voltar para lá, porque a resposta foi muito boa, tinha gente de muitos países e foi legal ver a forma que os japoneses estão se empenhando para aprender português e querendo conhecer o Nordeste por causa do forró", contou Del. 

 

Outra ação realizada pelo artista relacionada ao forró é o apoio que ele tem fornecido ao movimento que luta para que o ritmo seja registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Nesta terça-feira (14), o cantor participou de um fórum na Assembleia Legislativa que abordou a questão do registro. "Tantos outros patrimônios culturais vem se respaldando com esse registro e o forró ainda não. Nos últimos anos eu tenho participado como palestrante atuante dessa história. Viajei por vários estados dando palestra, discutindo e trabalhando com o objetivo de que a gente consiga êxito nessa empreitada toda. Mas hoje nós já temos praticamente certeza que no ano que vem o forró será registrado como Patrimônio Imaterial do Brasil", indicou.  

 

"Existe todo uma formalidade a ser seguida, uma logística até através do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas o processo já está em andamento e graças a deus a gente tem uma tranquilidade", completou. 

 

Del foi responsável por criar a música que se tornou símbolo da campanha do movimento. O cantor convidou Elba Ramalho, Flávio José, Alcymar Monteiro, Santanna, Ton Oliveira, Tato (Falamansa) e Nando Cordel para participar da gravação da música que tem sido exibida nos fóruns em que se discute a questão do forró. 

 

 

 

"A participação na Assembleia foi uma iniciativa da deputada Fabíola Mansur, que também responde por ciência e tecnologia, educação e cultura. Para nós é muito bacana porque alguns outros deputados também estão envolvidos. E é impossível essa questão do registro caminhar sem os representantes legais desse lado político né? Estamos nos sentindo que a Bahia tem abraçado essa luta. Tivemos um plenário lotado de forrozeiros, e isso é um sinal de que abraçamos direito essa causa que é fundamental". 

 

A partir do dia 26 de maio Del Feliz começa um evento no Mercado Iaô promovendo para o público uma festa com clima junino. A primeira edição da festa contará com shows do grupo pernambucano Fulô de Mandacaru e de Margareth menezes. "Esse projeto Iaô vai marcar um ponto diferenciado do cenário pré junino de Salvador. Vai ser uma festa completa, vamos transformar o espaço em um arraiá, com quadrilha junina, um correto, forró pé de serra, cordel, poesia, comida típica, e brincadeiras. Queremos fazer uma festa completa e por isso estamos convidando muita gente", contou o artista.  

 

Del Feliz está com uma agenda cheia para o São João, o cantor passará por Feira de Santana, Amargosa, Coração de Maria, Caruaru em Pernambuco e outros diversos locais. "Nos últimos anos minha agenda tem sido cada vez mais extensa. Estou sempre ressaltando que o São João da Bahia é uma referência grande para o Brasil. Salvador tinha um histórico de não ter São João nos dias principais. O pessoal resolver fazer e a princípio tinha sempre atrações de vários estilos com o argumento de que o forró não traria um sucesso para o evento e isso foi desmistificado com o passar do tempo, hoje o São João é uma festa praticamente só do forró". 

 

“Eu acho que o São João é de fato uma festa representativa da nossa cultura, eu não diria só baiana, ou nordestina, mas brasileira mesmo. A gente teria talvez no São João uma festa cultural mais completa, que fala de tudo e muito me honra, ter no meu trabalho essa relação com essa festa”, finalizou o cantor. 

Del Feliz viaja nesta quarta ao Japão com turnê de sete shows
Foto: Divulgação

O forrozeiro baiano Del Feliz está de viagem marcada para o Japão, nesta quarta-feira (24). Na ocasião, o artista fará sete apresentações em quatro cidades: Tóquio, Yokohama, Guma e Hamamats, entre os dias 28 de abril e 5 de maio. 


O show, batizado de “Cordel Feliz”, tem duração de 1h45 e é composto por uma série de clássicos do forró, além de canções mais atuais.

Del Feliz e Cegueira de Nó fazem show em homenagem a Jackson do Pandeiro
Del Feliz | Foto: Divulgação

O cantor Del Feliz realiza ao lado de Cegueira de Nó e dos convidados Carlos Pitta, Lazzo, Roberto Mendes e Antônio José a primeira edição do Tributo a Jackson do Pandeiro. O evento acontece neste sábado (13), no Coliseu do Forró, no Rio Vermelho, às 15h. 

 

A homenagem acontece antes de Del Feliz dar continuidade à sua temporada de shows em uma turnê internacional. O artista realizará sete shows nas cidades de Tóquio, Guma e Hamamatsu, entre os dias 28 de abril e 5 de maio. 

 

Del Feliz, que é natural de Barreiras, na Bahia, ao longo da sua carreira já fez parcerias musicais com nomes como Dominguinhos, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Carlinhos Brown, entre outros artistas. 

 

O tributo a Jackson do Pandeiro será realizado até agosto no Coliseu do Forró e contará com novos artistas e convidados. 

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Jack é isso 
QUANDO: Sábado, 15 de abril, às 15h
ONDE: Coliseu do Forró, Rio Vermelho 
VALOR: R$ 25

Jairo Barboza faz encontro de forrozeiros com Adelmário, Zelito, Del Feliz e Leo Macêdo 
Fotos: Divulgação

Jairo Barboza reúne Adelmário Coelho, Del Feliz, Zelito Miranda e Leo Macêdo em um encontro de forrozeiros na Cantina da Lua da Villa Caramuru, no Rio Vermelho, no dia 17 de maio, a partir das 19h. A abertura do evento ficará por conta de Paulo Raio, que estará acompanhado da banda base comandada pelo sanfoneiro Luciano Campos. O ingresso individual de pista custa R$ 40, a casadinha R$ 70 e a mesa, com reserva antecipada e quatro cadeiras, é vendida por R$ 200. As reservas podem ser feitas através dos telefones 71 981261546, 992168483 e 99660-1001.

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Encontro de forrozeiros
QUANDO: Quinta-feira, 17 de maio, às 19h
ONDE: Cantina da Lua - Villa Caramuru – Rio Vermelho – Salvador (BA)
VALOR: Pista individual - R$ 40 | Casadinha - R$ 70 | Mesa, com reserva antecipada e quatro cadeiras - R$ 200

Forró beneficente arrecada fundos para ida de lutador baiano a mundial em Abu Dhabi
Foto: Divulgação

Celebrando 10 anos de carreira, a banda Xote de Anjo recebe convidados como Del Feliz, Carlos Pitta, Zelito Miranda e Val Macambira em um show realizado nesta quinta-feira (12), no Pelourinho, com renda revertida para a ida do lutador de jiu jitsu baiano Igor Nogueira ao campeonato mundial em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. O Forró beneficente acontece no Largo Quincas Berro D’água, a partir das 20h. Autista, o lutador baiano se prepara para a maior disputa de sua vida. Com passagens fornecidas pela Sudesb, sua família buscava meios para bancar a permanência do atleta no exterior durante o campeonato, daí a ideia do show. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

 


SERVIÇO
O QUÊ:
Forró Beneficente 
QUANDO: Quinta-feira, 12 de abril de 2018, às 20h
ONDE: Largo Quincas Berro D’água – Pelourinho – Salvador (BA)
VALOR: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Del Feliz é convidado de Jó Miranda no Forró do Talco no domingo
Foto: Divulgação

Del Feliz, que se prepara para gravar o DVD “Cordel Feliz”, é o convidado especial do cantor e sanfoneiro Jó Mirada, para a próxima edição do Forró do Talco. O evento acontece neste domingo (3), a partir das 19h30, na Cubanakan, casa de espetáculos situada no Jardim de Alah, em Salvador. “Essa participação de Del será uma breve amostra da grande festa que ele está preparando para o dia 13, não por acaso o aniversário do nosso rei Luiz Gonzaga e o dia nacional do forró. Então, como há muito o que comemorar, vamos fazer uma espécie de ‘abre alas’ no Talco”, comenta o anfitrião.

 

SERVIÇO
O QUÊ:
Forró do Talco
QUANDO: Domingo, 3 de dezembro, às 19h30
ONDE: Cubanakan – Jardim de Alah – Salvador (BA)
VALOR: R$ 25no dia do evento e R$ 15, para nomes  enviados para a lista através do e-mail [email protected] 

Del Feliz fará forró em prol de sobrinho acidentado; Zelito e Magary estão confirmados
Foto: Divulgação

O cantor Del Feliz irá promover o "Arrastapé Solidário", no Barra 33 Eventos, neste sábado (22). OO evento terá um fundo solidário, pois Basten, sobrinho do cantor, sofreu um grave acidente em fevereiro de 2017 e continua com o quadro de saúde delicado. Por isso, parte do valor arrecadado na bilheteria do show será revestido para o tratamento do jovem. Já estão confirmadas as participações de Zelito Miranda, Magary Lord Berg – Seu Maxixe e banda Adão Negro e. A abertura da festa ficará por conta da cantora Luana Ingry. “Embora tenha sido para nós um ano desafiador, devemos ter razões para agradecer sempre. E a gratidão é a maior motivadora para a realização do Arrastapé Solidário. Eu e minha equipe estamos à frente dessa ação em prol de Basten, que desde o acidente sofrido em 06/02 segue com o quadro de saúde extremamente delicado”. Os ingressos variam de R$ 20 a R$ 40.

Com ‘forró das antigas’, Música no Parque traz programação infantil na próxima edição
Foto: Divulgação

A próxima edição do Música no Parque trará uma programação especial para as crianças. Neste sábado (8), a partir das 17 horas, no Parque Costa Azul, o projeto terá a apresentação do grupo Cia Pé na Terra. A companhia que pesquisa a arte do palhaço e os efeitos da dramaturgia em práticas de educação social promete agitar a criançada. Nesta edição do evento, Genard recebe Zelito Miranda e Del Feliz (lembre aqui). O projeto Música no Parque é apresentado pela OI e Governo do Estado, com patrocínio do G Barbosa, por meio do Fazcultura.

SERVIÇO
O QUÊ:
Música no Parque, com Genard, Zelito Miranda, Del Feliz e Cia Pé na Terra 
QUANDO: 8 de julho, as 17 horas 
ONDE: Parque Costa Azul 
VALOR: Aberto ao público

'Santo Forró’ reúne Del Feliz e Zelito Miranda em noite de prévia junina
Foto: Reprodução / Eder Mota
Del Feliz convida Zelito Miranda para uma noite intitulada “Santo Forró” nesta sexta-feira (31), no Santa Música, em Vilas do Atlântico, a partir das 21 horas. O artista, que é natural de Riachão do Jacuípe, acumula sucessos como “Estrela Dalva” e “Ainda Não Acabou” e participou do The Voice Brasil em 2015. Durante a apresentação, Zelito Miranda fará uma apresentação de parte do show da segunda edição da temporada 2017 do Forró no Parque. O evento, que terá em seu repertório músicas que abordam temas sociais e novos sucessos do artista, será realizado em 31 de abril no Parque da Cidade com entrada gratuita.
 
SERVIÇO
O QUÊ: Santo Forró – Del Feliz convida Zelito Miranda
QUANDO: 31 de março, às 21 horas
ONDE: Santa Música – Vilas do Atlântico
VALOR: R$ 40 (masculino)/ R$ 30 (feminino)
Flávio José e Targino Gondim são destaques do São João da Bahia nesta sexta no Pelourinho
Fotos: Divulgação
Nesta sexta-feira (24), segunda noite do São João da Bahia, terá forró para todos os gostos no Pelourinho, com entrada gratuita. Sobem ao palco Terreiro de Jesus, a partir das 17h, Flávio José, Targino Gondim, Del Feliz, Nonô Curvêllo e Tênison Del Rey. 
 
Programação
17h - Del Feliz
19h - Nonô Curvelo
21h - Flávio José
23h - Targino Godim
01h - Tenilson Del Rey
Projeto Forró na Praça leva shows gratuitos para o Pelourinho nesta quinta
Foto: Divulgação
O projeto “Forró na Praça! E é de Graça” chega à sua segunda edição nesta quinta-feira (12), a partir das 20h, no Largo Pedro Archanjo, no Pelourinho. O evento, que marca o início da temporada junina no Centro Histórico, receberá os shows da banda anfitriã, Ú Tal do Xote, que convida o grupo Flor de Maracujá e os cantores Del Feliz e João Oxente. A entrada é gratuita.
 
Serviço
O QUÊ: Forró na Praça! E é de Graça
QUANDO: Quinta-feira, 12 de maio, às 20h
ONDE: Largo Pedro Archanjo - Pelourinho
QUANTO: Grátis

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Na era da IA, será Gargamel o último que mostra a verdade nas redes? Tudo bem que não é lá uma verdade muito bonita, mas... Enquanto isso, o Soberano devia parar de focar no cozido de Card e ficar de olho nas chapas que estão montando pra ele por aí. E teve prefeito brilhando também essa semana. É anúncio emocionado de São João, é #tápago com post sobre buraco na rua... Mas o amor mesmo está no Detalhes! Saiba mais!

Pérolas do Dia

João Roma

João Roma

"A lei não pode ter lado político".

 

Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

Podcast

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda

Deputado Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (15). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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