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Na quinta-feira (30), foram apresentados à Câmara Municipal de Salvador dois projetos de lei com o intuito de conceder o título de cidadão soteropolitano aos artistas Del Feliz e Flávio Venturini, segundo informações do portal Política em Ponto.
Del Feliz é cantor, compositor e apresentador natural de Riachão do Jacuípe, cidade do interior da Bahia situada na área de expansão de Feira de Santana. O artista é conhecido popularmente como "embaixador do forró" e possui mais de 25 anos de carreira e uma forte ligação cultural com Salvador.
Já Flávio Venturini é um cantor, tecladista e compositor natural de Belo Horizonte em Minas Gerais; ele foi revelado na década de 70 pelo movimento Clube da Esquina. O artista tem forte conexão com o estado e já compôs muitas músicas em homenagem como "Céu de Santo Amaro".
As propostas foram protocoladas pelo presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), e ainda precisam passar pelas comissões temáticas antes de serem submetidas ao plenário.
O forró pode atingir um novo patamar de reconhecimento internacional. O estilo, nascido no Brasil e característico da região Nordeste/Norte, busca o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade junto à Unesco, cinco anos após o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarar as matrizes tradicionais do forró como Patrimônio Cultural do Brasil.
A luta pode parecer recente para quem não acompanha os bastidores, mas, de acordo com o cantor e compositor baiano Del Feliz, que se tornou um embaixador da cultura nordestina e do forró no mundo, a busca pelo reconhecimento internacional é antiga e árdua.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o forrozeiro, que se tornou padrinho da campanha, relembrou o caminho feito pela Associação Cultural Balaio Nordeste (ACBN), organização voltada para a valorização, preservação e difusão do forró tradicional (pé de serra) e da cultura nordestina, que existe desde 2008 e é presidida pela produtora cultural Joana Alves.
“Esse processo começou em 2011, através do Balaio Nordeste e de Dona Joana na luta para que o forró se tornasse o patrimônio cultural do Brasil. Eu fui convidado para representar, a princípio, a Bahia, e culminou que, nessa andança por 14 estados, Dona Joana acabou me convidando para ser o padrinho nacional da campanha durante o percurso, pelo meu empenho, pela minha presença; e em 2021 nós recebemos o título de Patrimônio Cultural do Brasil. E a partir dali eu comecei essa caminhada já no processo para o forró se transformar em patrimônio da humanidade, uma outra contribuição. Já estive na Unesco, fomos recebidos pela Fumiko Ohinata [secretária da Convenção de 2003 para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial na UNESCO], estivemos agora em Lille [França] recentemente no Le Grand Sud [Festival Internacional do Forró de Raiz], fazendo um super show junto com Elba, Santana, Mestrinho, em que nós formalizamos ali um início dessa caminhada. Então, tem toda uma história.”
Na última semana, Del representou a Bahia na entrega do dossiê de candidatura do Forró de Raiz a Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade à Unesco, em evento realizado em João Pessoa, na Paraíba.

O encontro reuniu representantes dos nove estados do Nordeste, além de integrantes do movimento cultural, e marcou uma etapa do processo que agora segue para análise internacional. A mobilização envolve os nove estados nordestinos, além de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal, governos, fóruns culturais e artistas.
“Na última semana, aconteceu a entrega formal ao Iphan dos últimos documentos, seguindo todas as recomendações da Unesco, para que o forró se torne patrimônio da humanidade, o que provavelmente acontecerá em 2030.”
A demora para o reconhecimento do título pode causar estranheza, mas, de acordo com Del, é uma regra da Unesco.
“Já divulgaram que acontece em dois anos e tal. Normalmente acontece a votação de dois em dois anos, mas eles não repetem quando se tem algo avaliado daquele país. E agora em 2026 o Brasil já está tendo um outro bem imaterial sendo avaliado e isso faz com que o Brasil não participe em 2028. O forró entra na fila para ser avaliado em 2030, provavelmente com a consagração.”
O QUE MUDA PARA O FORRÓ COM O RECONHECIMENTO?
Mas, afinal, o que muda para o gênero o reconhecimento com o título de Patrimônio Imaterial? Declarado patrimônio cultural e imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o alcance internacional tem como propósito, além do reconhecimento mundial da arte feita no país e propagada em todo o globo terrestre, o reforço das políticas públicas para a salvaguarda do forró.
“Existe toda uma salvaguarda prevista a partir do momento que você se torna patrimônio. Então, passa a ser uma responsabilidade política. E eu acho que é fundamental, porque a gente está falando de um bem que nos identifica, de um bem que nos traz, inclusive, benefícios econômicos. Então, a cultura devolve. Não precisa nem falar da festa junina, que é a maior festa da Bahia e do Nordeste, e isso com dados comprovados. Tem a sua expressão emotiva, cultural, sentimental, mas também do ponto de vista econômico e turístico, porque é uma festa da nossa alma que atrai gente do mundo inteiro para conhecer.”
Para Del, é fundamental para a preservação do forró e de tudo que envolve o gênero, que ele esteja no patamar de patrimônio. O artista ainda citou um ponto delicado: a descaracterização de um dos maiores movimentos de propagação do forró, o São João.
“A gente precisa ter uma perspectiva de proteção desse bem, que inclusive se encontra ameaçado do ponto de vista dos grandes espetáculos que se transformaram as festas juninas e com a sua descaracterização; e o patrimônio registrado, reconhecido, se torna uma responsabilidade maior também do ponto de vista institucional e administrativo político.“

Defensor da Lei da Zabumba, aprovada em 2015 pela Assembleia Legislativa da Bahia, que prevê que a contratação de artistas e conjuntos musicais, para eventos culturais, shows e festejos realizados pelos entes públicos, com verbas oriundas do Estado da Bahia, Del reforçou ao Bahia Notícias a importância do cumprimento da lei, que determina um percentual mínimo de 60% para a contrataççao de profissionais que expressam e valorizam a cultura baiana.
No entanto, artistas reclamam de sucessivos descumprimentos da legisção.
“Nós todos estamos trabalhando por isso. Eu sou um defensor de que as festas culturais se mantenham na sua essência para que elas continuem sendo viáveis economicamente e continuem belas, porque não faz sentido as festas se transformarem em uma festa de qualquer coisa pelo mero apelo. Não pode substituir a nossa cultura, sob pena de a gente perder, das nossas gerações não terem acesso a algo que é tão valioso para nós e também já existe um reconhecimento.”
Foto: Prefeitura de Cruz das Almas
A versão municipal também existe e foi inspirada no projeto apresentado em 2015 por músicos e defensores da arte do forró na AL-BA. Aprovada pela Câmara de Vereadores de Salvador em 2017, e lei sofreu uma alteração em 2020, último ano de governo de ACM Neto (DEM). A lei municipal prevê a obrigatoriedade de se ter 10% da verba destinada para a festa voltada para a contratação de artistas que expressam a cultura baiana e regional nos eventos culturais, shows e festejos realizados pelos entes públicos, com verbas oriundas do governo.
Em 2026, um teto de gastos estipulado pela União dos Municípios da Bahia (UPB), em parceria com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da campanha 'São João sem Milhão', estabelece que as contratações para a festa não ultrapassem o valor de R$ 700 mil.
“Eu já venho lutando há muitos anos, pedindo exatamente que as festas culturais tivessem uma reserva do recurso público destinado à manutenção dessas características, que trazem tanto essa beleza sentimental, essa coisa cultural, como também a viabilidade econômica, porque a cultura de fato dá lucro, e existem pesquisas para isso. E aí as descaracterizações vieram com os artistas que estão na grande mídia, milhões investidos numa situação que tem empobrecido essas festas e tornado elas uma festa qualquer.”

Para se ter uma ideia, em 2025, de acordo com dados do Painel da Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público do Estado (MP-BA), entre os 10 artistas mais contratados para tocar no São João, 7 eram cantores de arrocha, ritmo que não está dentro do guarda-chuva das matrizes do forró, que inclui o xote, xaxado, baião, chamego, a quadrilha, o arrasta-pé e o pé de serra.
“Nossa expectativa é que a gente tenha uma sensibilidade do poder público no sentido de que haja uma reserva daquele recurso que é investido numa festa cultural seja destinado para a valorização daqueles fazedores dessa cultura. Aqueles artistas que estão aqui, que são da cultura e que pretendem adentrar esse grande palco em que se transformaram as festas juninas. É muito justo, porque a festa nasceu, cresceu e se tornou o que é por conta dessa beleza autêntica. Não faz o menor sentido você agora transformar numa outra coisa, sob pena de a gente ter um prejuízo muito grande.”
NOVA GERAÇÃO
Mas, e para além das políticas públicas, como salvaguardar o forró? A missão está nas mãos da população. Preservar a história, fazer com que ela circule e lutar pelo cumprimento desses direitos. O cantor fez um alerta sobre a descaracterização do ritmo e a forma como tudo pode ser forró em época de São João, tudo pelo interesse financeiro.
“Nós temos uma chuva de artistas nordestinos e brasileiros chegando com uma nova proposta, com aquilo que se chama de piseiro, mas a gente já tem uma história que vem de Mastruz com Leite, de Aviões do Forró, de Magníficos… Então, é muito sedutor para muita gente colocar o nome de forró nos seus trabalhos. Existe muita coisa que é chamada de forró que na verdade é uma descaracterização, né? Tem algumas batidas que não têm nada a ver com forró.”

Para Del, é importante que a tradição seja preservada e é possível ver uma vontade da nova geração em entender onde tudo começou. O artista ainda exaltou o projeto feito por Mestrinho, João Gomes e Jota.pê, o 'Dominguinho', que está em turnê internacional e conseguiu voltar com as raízes do forró.
“A reflexão que a gente tem que ter, e eu acho que ela é fundamental, é que quem construiu isso tudo foi, de fato, a música tradicional. Isso virou uma marca identitária muito potente para todos nós. Se você encontrar uma sanfona, uma zabumba e um triângulo em qualquer lugar do mundo, você vai identificar que a gente está falando do forró, e a gente tem a responsabilidade de preservar isso. [...] Nós temos algo que posso dizer talvez antagônico: uma predileção do pessoal do forró de fora do Brasil por fazerem todos os seus trabalhos em cima de uma música tradicional, daquela música dos anos 70, 80, 60, da música de raiz. Nós temos muitos jovens antenados, preocupados com a música de qualidade e a prova de que há um público muito grande atraído por isso é o grande sucesso do projeto Dominguinho, do meu amigo Mestrinho, que é hoje um dos maiores acordeonistas do mundo, junto com Jota.pê e João Gomes, um projeto simples com a música tradicional que ganhou o Brasil inteiro e ganhou o mundo.”
FORRÓ FOR ALL - FORRÓ PARA TODOS
A história de que o termo forró surgiu do inglês 'for all' é uma lenda linguística, mas o ritmo é realmente para todos e de todo o mundo. Ao site, Del Feliz, que já se apresentou em todos os continentes, afirma que o reconhecimento internacional do gênero já acontece por parte do público.
“A gente tem um monte de pessoas de outros países já envolvidos pelo forró, apaixonados pela nossa cultura, aprendendo a nossa língua, tudo sobre a nossa cultura e a nossa arte por causa do forró. O forró é um elo fenomenal, ele é um símbolo para nós. É muito mais que um aglomerado de ritmos, ele é um elo de fortalecimento do nosso estado, do nosso Nordeste e do nosso país, sem dúvida nenhuma.”
No papo com o BN, o forrozeiro relembrou um momento emocionante da carreira quando se apresentou no Brazilian Day no Japão e conheceu um grupo de forró que nasceu no país asiático.
“É uma coisa tão incrível como é muito natural. Por exemplo, eu me emocionei muito a primeira vez que eu fui ao Japão e subiu para cantar comigo no palco uma cantora chamada Lico, de um grupo chamado Flor de Juazeiro, um grupo só de japoneses. Lico cantou comigo ‘Espumas ao Vento’, tão emocionada, e eu me emocionei também. Quando descemos do palco, eu tentei conversar com ela achando que ela falava português; ela não sabia dizer uma palavra, mas cantou divinamente a música e depois ela falou: ‘Olha, eu pretendo aprender português por causa do forró, mas eu não sei falar nada’. Essa aproximação é incrível. Na França nós temos Marion Lima, que eu conheci em 2009 como um exemplo, mas são dezenas, eu diria centenas de representantes do forró no mundo. ”
A busca pelo reconhecimento internacional do forró segue, ainda que o título só venha a ser dado em 2030. O novo material será encaminhado pelo governo brasileiro e poderá levar até dois anos em análise, mas, para Del, a essência do forró vai prevalecer em qualquer circunstância.
“O forró é um símbolo da alma de um povo, então carrega tudo dentro ali da nossa arte, da nossa cultura e por isso merece um respeito muito grande.”
“As festas estão cada vez maiores”. Esta é a avaliação de Del Feliz sobre a grandiosidade que as festas de São João estão tendo com o passar dos anos. Uma das atrações do Parque de Exposições neste sábado (22), o forrozeira acha que este é um tema interessante para ser debatido.
“Eu percebo, dentro de quem tem um olhar de artista particularmente, que cada ano que passa minha agenda fica mais extensa, eu visito mais cidades e percebo também que essa festa que já foi espetacularizada, e todo mundo sabe isso, se transformou. A gente entende que os grandes palcos estão cada vez maiores. Isso gera uma outra discussão”, refletiu o forrozeiro.

Apesar do tamanho das festas ele acredita que a tradição tem espaço garantido. “Eu acho que nos últimos anos o fato da gente estar discutindo sobre essa necessidade de respeito à autenticidade da festa é que a cada ano que passa a gente percebe que tem um pouquinho mais de efetividade de resultados. Algumas cidades que não tinham preocupação alguma em ter qualquer atração de forró já começam a se preocupar. Acho que isso foi muito da discussão. Naturalmente o fato da gente estar discutindo e estar tocando nesse ponto vai trazendo esse resultado”, opinou.
Além dele, se apresentam nesta noite Priscila Senna, Gustavo Mioto, Banda Maderada (Pranchão), Marquinhos Navais (Pranchão), Papazoni, Pra Casar (Pranchão), Bell Marques, Will Coelho (Pranchão) e Tierry.
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Uma das atrações da noite deste sábado (1º) no São João da Bahia no Parque de Exposições, o cantor Del Feliz defendeu a necessidade de manter a tradição e essência dos festejos juninos, com a presença de artistas que levantam a bandeira do forró do ano inteiro.
Em entrevista antes do show, Del Feliz destacou que este debate sobre a valorização do ritmo musical e dos artistas do gênero vem de longas datas. O cantor pontuou ser natural o aumento do número de apresentações neste período, traduzindo a sazonalidade que ainda é imposta ao forró. Acompanhada da agenda extensa, Del Feliz também indicou a repetição de algumas situações embaraçosas.
“Eu acho que o forró resiste e persiste na identificação da festa junina por muitos anos, mas essa discussão já vem de algum tempo. As polêmicas também que surgiram esse ano, elas retratam uma realidade que se refaz”, disse ao comentar o episódio ocorrido com o cantor Flávio José, quando foi obrigado a diminuir o tempo show no São João de Campina Grande, na Paraíba, por conta da apresentação de Gusttavo Lima.

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias
“O Flávio José ser solicitado reduzir o tempo do show para que uma outra atração sertaneja ou de qualquer outro estilo entre no palco, isso é recorrente, não foi a primeira vez”, falou.
Del Feliz se disse a favor da diversidade musical, no entanto defendeu que a realização do São João só continuará viável se mantiver a sua “essência”.
“O problema é que a festa junina tem uma cara e ela só é viável economicamente, não é só uma questão cultural, enquanto guardar alguma originalidade. No dia em que a festa deixar de ser original, vai ser qualquer coisa, não vai ser mais a nossa festa, da alma, do povo nordestino, a festa cultural mais representativa do nosso jeito de ser. E assim sendo, acho que precisa sim a gente ter esse cuidado com essas atrações que inserem essa grade da festa para que ela tenha alguma essência ainda que justifique as pessoas saírem de outro estado, de outro país para conhecer a festa”, avaliou.
Apesar da defesa, Del acredita que a presença de grandes atrações é válida, principalmente se cantassem e tocassem forró: “seria mais interessante para gente, guardaria algum respeito”. “E ao mesmo tempo a discussão é tão complexa, que se você trouxer também vários artistas famosos para tocarem forró só no período junino, a gente também não vai ter originalidade, nem respeito com as pessoas que passam o ano inteiro construindo essa tradição”, contrapôs.
Para o cantor, o debate passa também por identificar o que é e caracteriza o forró. “É difícil, é complexo porque essa polêmica passa também por novidades que aparecem se intitulando como forró, algumas que não têm nada a ver com forró”, frisou. “Quem sou eu pra dizer o que é forró? Eu só posso dizer categoricamente o que é o forró tradicional, é por ele que eu estou lutando”, complementou.

Foto: André Carvalho / Bahia Notícias
Com mais de 15 álbuns gravados e décadas na estrada, Del Feliz atua pela defesa do gênero musical também fora dos palcos, em uma discussão para tornar o forró patrimônio cultural do Brasil e do mundo. Em 2023, a sua música, ‘Meu Dengo’, venceu o Troféu São João da Bahia 2023, da TV Bahia – tendo sido a mais votada pelo público.
Del Feliz e o jornalista Gabriel Carvalho compuseram uma música com o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da vacina contra Covid-19. O clipe estreou no último sábado (13), no YouTube.
A canção que é chamada de "Uma dose de esperança" visa informar as pessoas em relação a imunizantes por causa do novo movimento antivacina.
De acordo com Del Feliz, a importância da vacina mudou na pandemia. “Nunca vimos uma mobilização científica tão grande como nessa pandemia. Se a gente não tivesse essas opções de vacina, como ficaria a humanidade?”, questiona Del.
Para o cantor e compositor baiano, negar a ciência é negar a vida. “Felizmente, a grande maioria da população mundial conhece a importância desse imunizante. A desinformação é talvez uma pandemia tão mortal quando a do coronavírus”, compara.
Sobre a melodia, o artista ressalta que as músicas que faz precisam de uma sintonia entre as letras e a sonoridade. “Nesta canção, a gente busca passar a ternura de um xote, a modernidade do reggae e elementos que dialoguem com pessoas de todas as idades”, conta.
Del Feliz disse ainda que todo o setor da música e do entretenimento esperam pela vacinação em massa para que as atividades sejam retomadas de forma plena. “Eu tenho medo de agulha, mas vou com alegria em busca dessa dose de esperança”, brincou.
O Mercado Iaô Junino sob o comando de Del Feliz irá receber, em seu segundo evento da temporada de 2019, como convidados o forrozeiro Ton Oliveira e o Trio Nordestino. A festa acontece neste domingo (2), e começa às 13h, no fim de linha da Ribeira. Ela contará com uma programação que envolve atividades culturais, artísticas e gastronômicas.
Del Feliz apresentará seu novo repertório com canções do seu último disco “Pra Compartilhar” e também músicas que são sucessos do forró. A primeira festa aconteceu no dia 26 de maio. “Foi muito bom ver que havia gente de toda a cidade e, em especial, os moradores da Península de Itapagipe, que sempre abraçaram o Mercado Iaô e agora prestigiam as edições juninas”, afirma o cantor.
Os ingressos custam R$ 30 inteira e R$ 15 meia e estarão à venda no dia do evento.
SERVIÇO
O QUÊ: Mercado Iaô Junino
QUANDO: Domingo, 2 de junho, às 18h
ONDE: Mercado Iaô, final de linha da Ribeira
VALOR: R$ 30 inteira e R$ 15 meia
O cantor Del Feliz, natural de Riachão de Jacuípe, há 20 anos tem se dedicado ao forró. Em sua trajetória, o artista além de espalhar o forró pelo Brasil já viajou por cerca de 50 países divulgando o gênero musical nordestino. "É uma experiência da qual eu me orgulho muito. Encontrar com culturas, pessoas e comidas diferentes é enriquecedor. Mas fazer isso e ao mesmo tempo levar um pouco da nossa cultura é ainda mais gratificante", declarou Del ao Bahia Notícias.
A última viagem internacional do cantor foi para o Japão. O forrozeiro realizou sete apresentações em quatro cidades: Tóquio, Yokohama, Guma e Hamamatsu, entre os dias 28 de abril e 5 de maio. "Participei do evento 'Brasil A2 Forró Festival', e lá tinha mais de uma dúzia de países. Tinha japoneses dando aula de forró. É um projeto incrível e eu já saí de lá convidado para voltar em março e em maio do ano que vem. Mas eu conclui que sair de Salvador em maio é muito complexo, porque voltei agora com a agenda bem puxada. Acho que vou manter essa história de voltar para lá, porque a resposta foi muito boa, tinha gente de muitos países e foi legal ver a forma que os japoneses estão se empenhando para aprender português e querendo conhecer o Nordeste por causa do forró", contou Del.
Outra ação realizada pelo artista relacionada ao forró é o apoio que ele tem fornecido ao movimento que luta para que o ritmo seja registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Nesta terça-feira (14), o cantor participou de um fórum na Assembleia Legislativa que abordou a questão do registro. "Tantos outros patrimônios culturais vem se respaldando com esse registro e o forró ainda não. Nos últimos anos eu tenho participado como palestrante atuante dessa história. Viajei por vários estados dando palestra, discutindo e trabalhando com o objetivo de que a gente consiga êxito nessa empreitada toda. Mas hoje nós já temos praticamente certeza que no ano que vem o forró será registrado como Patrimônio Imaterial do Brasil", indicou.
"Existe todo uma formalidade a ser seguida, uma logística até através do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas o processo já está em andamento e graças a deus a gente tem uma tranquilidade", completou.
Del foi responsável por criar a música que se tornou símbolo da campanha do movimento. O cantor convidou Elba Ramalho, Flávio José, Alcymar Monteiro, Santanna, Ton Oliveira, Tato (Falamansa) e Nando Cordel para participar da gravação da música que tem sido exibida nos fóruns em que se discute a questão do forró.
"A participação na Assembleia foi uma iniciativa da deputada Fabíola Mansur, que também responde por ciência e tecnologia, educação e cultura. Para nós é muito bacana porque alguns outros deputados também estão envolvidos. E é impossível essa questão do registro caminhar sem os representantes legais desse lado político né? Estamos nos sentindo que a Bahia tem abraçado essa luta. Tivemos um plenário lotado de forrozeiros, e isso é um sinal de que abraçamos direito essa causa que é fundamental".
A partir do dia 26 de maio Del Feliz começa um evento no Mercado Iaô promovendo para o público uma festa com clima junino. A primeira edição da festa contará com shows do grupo pernambucano Fulô de Mandacaru e de Margareth menezes. "Esse projeto Iaô vai marcar um ponto diferenciado do cenário pré junino de Salvador. Vai ser uma festa completa, vamos transformar o espaço em um arraiá, com quadrilha junina, um correto, forró pé de serra, cordel, poesia, comida típica, e brincadeiras. Queremos fazer uma festa completa e por isso estamos convidando muita gente", contou o artista.
Del Feliz está com uma agenda cheia para o São João, o cantor passará por Feira de Santana, Amargosa, Coração de Maria, Caruaru em Pernambuco e outros diversos locais. "Nos últimos anos minha agenda tem sido cada vez mais extensa. Estou sempre ressaltando que o São João da Bahia é uma referência grande para o Brasil. Salvador tinha um histórico de não ter São João nos dias principais. O pessoal resolver fazer e a princípio tinha sempre atrações de vários estilos com o argumento de que o forró não traria um sucesso para o evento e isso foi desmistificado com o passar do tempo, hoje o São João é uma festa praticamente só do forró".
“Eu acho que o São João é de fato uma festa representativa da nossa cultura, eu não diria só baiana, ou nordestina, mas brasileira mesmo. A gente teria talvez no São João uma festa cultural mais completa, que fala de tudo e muito me honra, ter no meu trabalho essa relação com essa festa”, finalizou o cantor.
O forrozeiro baiano Del Feliz está de viagem marcada para o Japão, nesta quarta-feira (24). Na ocasião, o artista fará sete apresentações em quatro cidades: Tóquio, Yokohama, Guma e Hamamats, entre os dias 28 de abril e 5 de maio.
O show, batizado de “Cordel Feliz”, tem duração de 1h45 e é composto por uma série de clássicos do forró, além de canções mais atuais.
O cantor Del Feliz realiza ao lado de Cegueira de Nó e dos convidados Carlos Pitta, Lazzo, Roberto Mendes e Antônio José a primeira edição do Tributo a Jackson do Pandeiro. O evento acontece neste sábado (13), no Coliseu do Forró, no Rio Vermelho, às 15h.
A homenagem acontece antes de Del Feliz dar continuidade à sua temporada de shows em uma turnê internacional. O artista realizará sete shows nas cidades de Tóquio, Guma e Hamamatsu, entre os dias 28 de abril e 5 de maio.
Del Feliz, que é natural de Barreiras, na Bahia, ao longo da sua carreira já fez parcerias musicais com nomes como Dominguinhos, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Carlinhos Brown, entre outros artistas.
O tributo a Jackson do Pandeiro será realizado até agosto no Coliseu do Forró e contará com novos artistas e convidados.
SERVIÇO
O QUÊ: Jack é isso
QUANDO: Sábado, 15 de abril, às 15h
ONDE: Coliseu do Forró, Rio Vermelho
VALOR: R$ 25
Jairo Barboza reúne Adelmário Coelho, Del Feliz, Zelito Miranda e Leo Macêdo em um encontro de forrozeiros na Cantina da Lua da Villa Caramuru, no Rio Vermelho, no dia 17 de maio, a partir das 19h. A abertura do evento ficará por conta de Paulo Raio, que estará acompanhado da banda base comandada pelo sanfoneiro Luciano Campos. O ingresso individual de pista custa R$ 40, a casadinha R$ 70 e a mesa, com reserva antecipada e quatro cadeiras, é vendida por R$ 200. As reservas podem ser feitas através dos telefones 71 981261546, 992168483 e 99660-1001.
SERVIÇO
O QUÊ: Encontro de forrozeiros
QUANDO: Quinta-feira, 17 de maio, às 19h
ONDE: Cantina da Lua - Villa Caramuru – Rio Vermelho – Salvador (BA)
VALOR: Pista individual - R$ 40 | Casadinha - R$ 70 | Mesa, com reserva antecipada e quatro cadeiras - R$ 200
Celebrando 10 anos de carreira, a banda Xote de Anjo recebe convidados como Del Feliz, Carlos Pitta, Zelito Miranda e Val Macambira em um show realizado nesta quinta-feira (12), no Pelourinho, com renda revertida para a ida do lutador de jiu jitsu baiano Igor Nogueira ao campeonato mundial em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. O Forró beneficente acontece no Largo Quincas Berro D’água, a partir das 20h. Autista, o lutador baiano se prepara para a maior disputa de sua vida. Com passagens fornecidas pela Sudesb, sua família buscava meios para bancar a permanência do atleta no exterior durante o campeonato, daí a ideia do show. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
SERVIÇO
O QUÊ: Forró Beneficente
QUANDO: Quinta-feira, 12 de abril de 2018, às 20h
ONDE: Largo Quincas Berro D’água – Pelourinho – Salvador (BA)
VALOR: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Del Feliz, que se prepara para gravar o DVD “Cordel Feliz”, é o convidado especial do cantor e sanfoneiro Jó Mirada, para a próxima edição do Forró do Talco. O evento acontece neste domingo (3), a partir das 19h30, na Cubanakan, casa de espetáculos situada no Jardim de Alah, em Salvador. “Essa participação de Del será uma breve amostra da grande festa que ele está preparando para o dia 13, não por acaso o aniversário do nosso rei Luiz Gonzaga e o dia nacional do forró. Então, como há muito o que comemorar, vamos fazer uma espécie de ‘abre alas’ no Talco”, comenta o anfitrião.
SERVIÇO
O QUÊ: Forró do Talco
QUANDO: Domingo, 3 de dezembro, às 19h30
ONDE: Cubanakan – Jardim de Alah – Salvador (BA)
VALOR: R$ 25no dia do evento e R$ 15, para nomes enviados para a lista através do e-mail [email protected]
O cantor Del Feliz irá promover o "Arrastapé Solidário", no Barra 33 Eventos, neste sábado (22). OO evento terá um fundo solidário, pois Basten, sobrinho do cantor, sofreu um grave acidente em fevereiro de 2017 e continua com o quadro de saúde delicado. Por isso, parte do valor arrecadado na bilheteria do show será revestido para o tratamento do jovem. Já estão confirmadas as participações de Zelito Miranda, Magary Lord Berg – Seu Maxixe e banda Adão Negro e. A abertura da festa ficará por conta da cantora Luana Ingry. “Embora tenha sido para nós um ano desafiador, devemos ter razões para agradecer sempre. E a gratidão é a maior motivadora para a realização do Arrastapé Solidário. Eu e minha equipe estamos à frente dessa ação em prol de Basten, que desde o acidente sofrido em 06/02 segue com o quadro de saúde extremamente delicado”. Os ingressos variam de R$ 20 a R$ 40.
A próxima edição do Música no Parque trará uma programação especial para as crianças. Neste sábado (8), a partir das 17 horas, no Parque Costa Azul, o projeto terá a apresentação do grupo Cia Pé na Terra. A companhia que pesquisa a arte do palhaço e os efeitos da dramaturgia em práticas de educação social promete agitar a criançada. Nesta edição do evento, Genard recebe Zelito Miranda e Del Feliz (lembre aqui). O projeto Música no Parque é apresentado pela OI e Governo do Estado, com patrocínio do G Barbosa, por meio do Fazcultura.
SERVIÇO
O QUÊ: Música no Parque, com Genard, Zelito Miranda, Del Feliz e Cia Pé na Terra
QUANDO: 8 de julho, as 17 horas
ONDE: Parque Costa Azul
VALOR: Aberto ao público
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Randerson Leal
"Trate os 43 vereadores da mesma forma".
Disse o vereador Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador ao criticar a Prefeitura de Salvador pelo não pagamento de emendas impositivas a parlamentares da oposição referentes a 2025.