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A Justiça determinou a suspensão imediata da eleição antecipada para a Mesa Diretora da Câmara Municipal da cidade de Catu, no nordeste baiano, marcada para esta quarta-feira (11), a magistrada considerou que a tentativa de realizar o pleito com quase 10 meses de antecedência viola a Lei Orgânica do Município, bem como o chamado princípio da contemporaneidade estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Determinada pela magistrada Débora Magda Peres Moreira, a decisão estabelece pena de R$ 50 mil para o presidente da Casa e demais vereadores em caso de descumprimento. A juíza foi clara, fundamentando a decisão no descumprimento da Lei Orgânica do Município.
O texto legal estabelece que a escolha da Mesa para o segundo biênio deve ocorrer em 15 de dezembro do ano anterior ao início do mandato. A antecipação da data foi considerada irregular por não respeitar o intervalo temporal adequado entre a eleição e a posse.
O parecer do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que embasou a decisão, reforçou que as normas do Regimento Interno da Câmara não podem contrariar a Lei Orgânica, que possui hierarquia superior na legislação municipal.
Com a decisão, todos os efeitos do edital de convocação estão anulados. Estão proibidos:
-
A realização da votação;
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Qualquer ato administrativo relacionado a este processo eleitoral.
Tendo como base o entendimento do STF sobre a necessidade de proximidade entre a data da eleição e o início do mandato, garantindo que o processo político ocorra dentro dos prazos legais estabelecidos, assim tempo para mobilização política interna do legislativo.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.