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deborah colker
A coreógrafa Deborah Colker, de 65 anos, emocionou a web ao comunicar a morte do neto, Theo Fulgêncio, de 16 anos, em decorrência da epidermólise bolhosa, doença rara que causa bolhas e feridas na pele.
Theo era filho de Clara Colker, diretora do Centro de Movimento Deborah Colker, e filho do músico Peu e neto do também músico Toni Platão.
O adolescente, que ganhou a atenção do Brasil após sofrer um episódio de descriminação em um voo de Salvador para Porto Alegre, chegou a ser homenageado pela companhia de dança de Colker com o espetáculo 'Cura', que retratava a trajetória de Theo.
"Ao nosso guerreiro que se tornou luz. Nosso guerreiro, nosso herói! Obrigado, Theo", dizia a legenda do vídeo compartilhado pelo perfil da companhia.
A coreógrafa recebeu o carinho dos seguidores. "Deborah, muito amor pra você, Clara, Miguel, essa família toda tão querida e amada", escreveu o ator Gregório Duvivier. "Todo o AMOR do mundoooooooo", comentou a atriz Carolina Dieckmann. "Sinto muito. Todo amor do mundo", publicou a cantora Roberta Sá.
A história de Theo também foi retradada no documentário "Viver é raro", no Globoplay, em 2023. A família Colker se engajou na conscientização sobre a doença.
SOBRE A EPIDERMÓLISE BOLHOSA
A Epidermólise Bolhosa (EB) é uma doença genética e hereditária rara, caracterizada por uma sensibilidade extrema da pele e das membranas mucosas.
Devido a uma deficiência nas proteínas, qualquer trauma mínimo, pressão ou mesmo o calor pode causar a formação de bolhas e feridas dolorosas.
Não existe cura para a doença, o foco do tratamento é multidisciplinar e visa a proteção da pele, prevenção de infecções e suporte nutricional. A doença não é contagiosa.
A coreógrafa Deborah Colker e Carlinhos Brown participam de bate-papo em uma live, nesta quinta-feira (28), a partir das 19h, canal de Curta! no Youtube. Na ocasião, eles responderão perguntas do público sobre o espetáculo “Cura”, que tem uma música, “Bandagem”, criada especialmente pelo músico baiano como trilha.
A inspiração inicial da montagem foi a luta do neto da coreógrafa, Theo, de 10 anos, contra uma doença incurável de pele, a epidermólise bolhosa. Com o desenvolvimento dos trabalhos, no entanto, veio a pandemia e o isolamento social, que acabaram também influenciando na criação.
As histórias de enfermidades, tanto do ponto de vista pessoal como global, influenciaram no espetáculo, que fala sobre ciência e fé. Para a construção, Deborah Colker entrevistou religiosos e cientistas e também viajou a Moçambique, na África, para ver de perto danças de cura locais.
“Cura” tem previsão de estreia para março de 2021, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.