Artigos
E se o maior erro das previsões eleitorais não estiver nas pesquisas, mas na forma como interpretamos o eleitor indeciso?
Multimídia
ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Não é dono do voto de ninguém”
Entrevistas
Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
dalmobile
Em meio ao ritmo acelerado da produção em massa e das tendências efêmeras, um refúgio em Salvador propõe uma relação diferente com o mobiliário. Idealizada pela empresária e designer de interiores Lucy Bomfim, a Casa Viva reúne a curadoria da MS Home e a marcenaria da Dalmóbile em ambientes que combinam peças raras do design nacional, móveis antigos restaurados e elementos do mobiliário contemporâneo.
Localizado no Caminho das Árvores, o espaço funciona como showroom e traduz o conceito de “Novo Morar”, desenvolvido por Lucy. A proposta parte da ideia de que uma casa deve ser mais do que um cenário estético, mas um ambiente construído a partir de diferentes referências, memórias e formas de viver.

Foto: Divulgação
“O luxo contemporâneo está cada vez menos relacionado ao excesso e cada vez mais àquilo que possui significado, memória e capacidade de permanecer”, declarou em conversa com o BN Hall. “A proposta da MS Home é criar ambientes com identidade, onde o novo, a arte, a decoração, o design de acervo e aquilo que tem valor afetivo possam coexistir. Para mim, é justamente essa mistura que faz uma casa parecer verdadeiramente vivida e não simplesmente montada”, destacou.
Segundo Lucy, um dos diferenciais do projeto está na combinação entre a marcenaria contemporânea e peças históricas do design brasileiro. O acervo reúne móveis de nomes como Sergio Rodrigues, Oscar Niemeyer e Jorge Zalszupin, que aparecem nos ambientes ao lado de criações contemporâneas.
“Nosso acervo reúne nomes fundamentais do design brasileiro, que revelam maneiras diferentes de interpretar o Brasil. Temos Sergio Rodrigues, com peças como a Mole, a Tete, o sofá Parati e o banco Mocho; Oscar Niemeyer, com a Marquesa e a Chaise Rio; e temos também Jorge Zalszupin, representado pela Mesa Pétala, uma peça que mostra como o design pode ultrapassar a função e se aproximar da escultura”, explica.
A curadoria, no entanto, não se limita à raridade ou à assinatura dos móveis. A Casa Viva reúne peças de diferentes épocas e linguagens para criar ambientes que priorizam o conforto e a identidade. Nesse processo, o restauro também ganha espaço como forma de preservar as características e a história de cada objeto.

Foto: Divulgação
Realizado em parceria com um artesão de confiança da família Bomfim, o processo começa com uma análise das estruturas, materiais, desenhos, características construtivas e marcas da trajetória de cada peça. A partir desse diagnóstico, são definidos os procedimentos necessários para recuperar os móveis, mantendo seus elementos originais e permitindo que sejam incorporados a ambientes contemporâneos.
A convivência entre mobiliário histórico, peças contemporâneas, arquitetura e marcenaria é parte da proposta da Casa Viva. Para Lucy, a combinação de diferentes elementos permite criar espaços que ultrapassam a função decorativa e incorporam referências pessoais e afetivas.
“Quando esses elementos são reunidos, uma casa deixa de ser um endereço e passa a contar uma história. Ela se torna viva”, declara.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ana Paula Matos
"Você tem um governo do estado que está dizendo que todas as cidades, todos os prefeitos não estão cuidando da saúde? De quem é o problema? Ou tem algo errado aí?"
Disse a vice-prefeita de Salvador e ex-secretária de Saúde, Ana Paula Matos ao rebater as críticas feitas pela oposição sobre a falta de leitos nos hospitais públicos da capital baiana e a falta de hospitais com “demanda aberta”, aqueles que atendem casos de urgência e emergência mediante necessidade.