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Uma seleção formada por campeões mundiais do futebol brasileiro conquistou um título inédito neste fim de semana no Caribe. O Brasil venceu Curaçao Legends Team nos pênaltis por 4 a 2, após empate em 4 a 4 no tempo normal, e garantiu o troféu do torneio internacional de lendas disputado em Willemstad.
O elenco brasileiro reuniu nomes marcantes da história recente da Seleção, como Rivaldo, Lúcio, Márcio Santos e Ricardo Rocha. Também integraram o grupo jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Paulo Sérgio, Viola, Gonçalves, Diego Palhinha e Robertinho.
Antes da decisão, a equipe brasileira havia goleado a Argentina Legends Team por 7 a 3 na semifinal, resultado que credenciou o time à disputa do título contra os anfitriões.
A final teve clima competitivo apesar do caráter festivo da competição. Brasil e Curaçao protagonizaram momentos de tensão ainda no primeiro tempo, mas a situação foi controlada rapidamente. No placar, o equilíbrio permaneceu até o fim, com empate em 4 a 4, levando a decisão para as penalidades.
Um dos nomes mais celebrados do evento, Ronaldinho Gaúcho não participou da partida decisiva, embora tenha sido destaque entre os torcedores durante os dias de programação.
Disputado tradicionalmente na capital de Curaçao, o torneio reúne ex-jogadores de diferentes gerações e contou nesta edição com representantes de países como Argentina, Colômbia, Espanha, Holanda, Itália e Portugal.
A conquista marcou o primeiro título do Brasil na história da competição, que chegou à quarta edição. Nas duas anteriores, o troféu havia ficado com a Argentina.
O torneio é disputado com equipes formadas por seis jogadores em campo e partidas divididas em dois tempos de 14 minutos. Após a fase inicial com três jogos para cada equipe, as quatro melhores avançaram para as semifinais até a definição do campeão.
BN na Copa: Entre estreantes e donos da casa, conheça as seleções da Concacaf confirmadas no torneio
Por muitas vezes esquecida ou subestimada no mapa da bola mundial, a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) reivindica para si, em 2026, os olhares de todo o planeta. Com a Copa do Mundo sendo realizada em seu território, teremos um marco inédito, o torneio dividido entre três nações irmãs, contando com seis seleções da região.
Após uma repescagem dramática que viu o Suriname cair na semifinal e a Jamaica ser derrotada na final, a lista de representantes está fechada: os anfitriões Estados Unidos, Canadá e México, acompanhados por Panamá, Haiti e Curaçao esta última atingindo o feito histórico de se classificar pela primeira vez para o campeonato mundial.
Os três países-sede chegam com investimentos massivos e objetivos distintos. Os Estados Unidos chegam como a maior potência comercial da copa, com uma estrutura de estádios de NFL convertidos para o "soccer". Conhecido pela força em esportes distintos, a seleção estadunidense chega para colocar a prova a nova geração de jogadores, colocados como "geração de ouro", focada em superar as oitavas de final. Liderados por Christian Pulisic (Milan/IT), os EUA buscam usar o fator casa e a experiência adquirida no Catar 2022 para avançar da primeira fase.

Christian Pulisic, meio-camposta dos Estados Unidos – Foto: Reprodução/@cmpulisic
Entre os anfitriões, o México é o que carrega a maior pressão pressão social. Lá, o futebol não é apenas esporte, é identidade nacional. Após anos de críticas à federação, os mexicanos esperam que o fator casa finalmente quebre a barreira e finalmente volte a disputar o quinto jogo. Os mexicanos apostam na experiência de nomes como do goleiro Guillermo Ochoa (AEL Limassol/CY) e do atacante Jiménez (Fulham/ENG), além da experiência recente de títulos da Copa Ouro (2025) e Liga das Nações da Concacaf (2025).
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Guillermo Ochoa, goleiro do México – Foto: Divulgação/Selección MX
Já o Canadá representa um sucesso estrutural. Nos últimos anos, o país investiu em uma liga própria (CPL) e viu nomes como Alphonso Davies (Bayern de Munique/GER) e Jonathan David (Juventus/IT) colocarem o país no mapa da elite europeia. Liderada pelos nomes citados, a seleção canadense espera superar o histórico de derrotas e passar da fase de grupos, impulsionada pelo fator casa em Toronto e Vancouver.
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Alphonso Davies, lateral-esquerdo do Canadá – Foto: Darryl Dyck/The Canadian Press
Considerada a quarta força da Confederação, ocupando o 4° lugar no ranking Fifa, a seleção do Panamá chega ao seu segundo Mundial com o status de pedra no sapato para os gigantes. Chega na competição após liderar seu grupo nas eliminatórias da Concacaf e garantir a vaga direta. Estruturalmente, a seleção tem seus principais jogadores disputando a MLS e ligas competitivas na América do Sul.
Entre os principais nomes estão o volante Adalberto Carrasquilla (Houston Dynamo/EUA), o lateral Michael Murillo (Marseille/FRA), o defensor José Córdoba (Norwich City/ENG) e o atacante Ismael Díaz (Universidad Católica/CHL).
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Seleção do Panamá – Foto: Federação Panamenha de Futebol
A classificação direta do Haiti é, talvez, a mais emocionante desta edição. Eles retornam à competição após 52 anos, diante de um contexto político instável e desafios sociais no país. Devido à grave crise de segurança e à violência de gangues no Haiti, a seleção não pôde mandar seus jogos em casa durante as eliminatórias. Agora, liderados pelo francês Sébastien Migné, a seleção nacional atua como um dos símbolos de união e esperança para a população.
Estruturalmente, a Seleção Haitiana usufrui de atletas que atuam na Ligue 1 (França) e na MLS (EUA), trazendo uma bagagem tática que compensa a falta de infraestrutura esportiva dentro da ilha.
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Jogadores do Haiti durante as Eliminatórias da Copa – Foto: Divulgação/Concacaf
A grande surpresa é Curaçao. A pequena ilha caribenha não apenas garantiu sua vaga inédita, como se tornou um fenômeno nas redes sociais antes mesmo da bola rolar. O motivo? A camisa oficial feita pela Adidas. O uniforme para os jogos como visitante, que, segundo a federação, celebra a cultura do país, viralizou globalmente, com torcedores de diversos países destacando-a como a "mais bonita da Copa de 2026".
Tecnicamente, Curaçao reflete a escola holandesa. Com muitos jogadores formados na Eredivisie, a seleção joga um futebol técnico e de posse de bola, longe do estereótipo de "futebol físico" que costuma rotular o Caribe.
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Camisa reserva da Seleção de Curaçao para Copa do Mundo 2026 – Foto: Divulgação/Adidas
OS GRUPOS DA CONCACAF EM 2026
Com o novo formato de 48 seleções, os representantes da região ficaram distribuídos da seguinte forma nos grupos iniciais:
- Grupo A: México (abre a Copa no Estádio Azteca), África do Sul, Coreia do Sul e Tchéquia.
- Grupo B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça.
- Grupo C: Haiti, Escócia, Marrocos e Brasil.
- Grupo D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia.
- Grupo E: Curaçao, Equador, Costa do Marfim e Alemanha.
- Grupo L: Panamá, Gana, Croácia e Inglaterra.
CONCACAF E BRASIL
O Brasil de Carlo Ancelotti terá um "termômetro" direto da Concacaf antes de iniciar sua jornada rumo ao hexa. O penúltimo amistoso da Seleção Brasileira será justamente contra o Panamá, no dia 31 de maio, no Maracanã, em jogo de despedida antes de embarcar para os Estados Unidos. Além disso, como apontado acima, o Haiti integra o grupo onde a canarinho está alocada.
As fórmulas da copa começam a ser testadas agora. Para o torcedor baiano e brasileiro, vale ficar de olho. O quintal vizinho nunca esteve tão preparado para o jogo.
Pela primeira vez na história, o Mundial será sediado em três países simultaneamente, região que já foi considerada "coadjuvante" agora reivindica protagonismo com seis representantes garantidos.
Um capítulo inédito no futebol caribenho ficou marcado na última terça-feira (18). A seleção de Curaçao confirmou sua primeira classificação para uma Copa do Mundo e, de quebra, assumiu o posto de menor país da história a disputar o Mundial, superando Cabo Verde — que havia conquistado esse título há pouco mais de um mês.
A ilha caribenha, com apenas 444 km², deixa para trás o arquipélago africano de Cabo Verde, que possui cerca de 4 mil km² e também estreará no Mundial de 2026.
A vaga veio após um empate sem gols com a Jamaica, fora de casa, resultado suficiente para manter Curaçao na liderança do Grupo B das Eliminatórias da Concacaf, com 12 pontos, um a mais que os jamaicanos.
Além dos caribenhos, Panamá e Haiti completaram o trio de seleções classificadas diretamente pela região. Jamaica e Suriname buscarão a Copa pela repescagem internacional marcada para março.
RETORNO DO PANAMÁ
No Grupo A, o Panamá precisava vencer para não depender de outros resultados e fez o necessário. A vitória por 3 a 0 sobre El Salvador levou o país aos 12 pontos e garantiu o retorno à Copa após sua primeira participação, na Rússia-2018.
O Suriname, que ainda busca estrear no torneio, perdeu por 3 a 1 para a Guatemala, estacionou nos nove pontos e terá de tentar a vaga pela repescagem.
HAITI GARANTE VAGA INÉDITA
O Haiti também mudou a história do Grupo C. A seleção iniciou a rodada atrás de Honduras no saldo de gols, mas venceu a Nicarágua por 2 a 0, ultrapassou o rival e chegou aos 11 pontos.
Honduras, que empatou sem gols com a Costa Rica, terminou em segundo e ficou fora do Mundial.
O Haiti só disputou uma Copa do Mundo uma única vez, em 1974, na Alemanha, e agora volta ao cenário global após mais de cinco décadas.
A presença de seleções com pouca tradição, como Curaçao e Cabo Verde, é resultado direto da expansão do Mundial para 48 seleções e do fato de Canadá, Estados Unidos e México serem anfitriões. Com três vagas já garantidas, a Concacaf teve espaço recorde para novos representantes, e o continente aproveitou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.