Artigos
El Niño de 2026: o país não pode enfrentar uma seca histórica de olhos vendados
Multimídia
Rosemberg prevê vitória de Jerônimo contra ACM Neto no 1º turno
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
cultura nordestina
Em entrevista ao Bahia Notícias durante os festejos de São João no Pelourinho, o cantor Léo Estakazero falou sobre a valorização do forró nas festas juninas e defendeu maior atenção à preservação da essência cultural do período.
?? Léo Estakazero defende valorização do forró no São João: “Temos que ter muito cuidado”
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) June 20, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/R78x0odolN
O artista, que vive seu 30º São João na carreira, afirmou que o crescimento dos festejos trouxe impactos positivos para o turismo e para a economia, mas também exige cuidado para que a festa não perca sua identidade.
"Sem dúvida alguma, o forró tem que prevalecer. Deveria prevalecer mais, né? Nós temos hoje um São João gigantesco, hiper dimensionado. Os palcos, as estruturas, elas são preparadas para artistas do sertanejo, do samba, do pagode... enfim. Esse é o meu 30º São João, e a festa cresceu muito... Eu pude acompanhar ao longo desses 30 anos esse crescimento, a explosão verdadeira dos festejos juninos e tudo que cresce demais, perde um pouco da essência, então é notório que a gente tem cidades com grades que parece mais um festival de música do que um São João. Então, temos que ter muito cuidado, porque isso prejudica o futuro, as novas gerações, que talvez não entendam o que significa o forró e o São João, que é uma festa da cultura nordestina", afirmou.
Léo também comentou a ausência de Flávio José nas festas juninas da Bahia neste ano. O cantor classificou a situação como triste e afirmou que a decisão do artista funciona como um protesto diante de um debate antigo sobre espaço para o forró nas grades de programação.
"Esse ano tivemos essa coisa muito triste, onde Flávio José não faz parte. É um protesto, um grito, há muitos anos ele já vinha insatisfeito com essa questão e esse ano ele resolveu tomar essa atitude drástica e abrir mão da Bahia. Tem que haver, para os próximos anos, um debate entre prefeitos e secretários de cultura para que a gente possa encontrar um lugar comum para que exista uma festa grande, que atraia o turismo, movimente a economia, sem prejudicar a cultura e a essência do São João, valorizando mais o forró", finalizou.
As cores do São João, os clássicos do forró e as memórias afetivas do interior baiano são os elementos centrais de “Aboio de Amor”, primeira exposição individual da artista baiana Thais Ribeiro, criadora da marca autoral Um Tanto. A mostra será aberta nesta sexta-feira (5), no Estúdio Agá, no Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, com visitação gratuita até o fim do mês.
Conhecida nas redes sociais pelo trabalho que transforma peças de cerâmica, barro e gesso em obras marcadas por referências à cultura nordestina, Thais apresenta ao público uma seleção de trabalhos inspirados nos festejos juninos e na musicalidade que atravessa gerações no Nordeste.
..jpg)
Foto: Divulgação
As obras trazem versos e referências de artistas como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Marinês, Flávio José e Santana, o Cantador, além de homenagens a bandas que marcaram o forró dos anos 1990, como Calcinha Preta, Magníficos e Mastruz com Leite.
“O São João sempre ocupou um lugar muito especial na minha vida. Essa exposição reúne um pouco das memórias, dos sons, das cores e dos sentimentos que carrego desse período”, afirmou a artista.
O título da mostra faz referência ao aboio, canto tradicional dos vaqueiros nordestinos utilizado para conduzir o gado. Na proposta da exposição, o termo ganha um significado mais amplo e afetivo, funcionando como um chamado à memória, ao pertencimento e às raízes culturais da região.
.jpg)
Foto: Divulgação
Designer de formação, Thais iniciou sua trajetória artística durante a pandemia, quando passou a experimentar a pintura de forma intuitiva. A partir dessa experiência nasceu a Um Tanto, projeto que conquistou espaço nas redes sociais com peças pintadas à mão que unem arte popular, música e identidade nordestina.
Entre os trabalhos mais conhecidos da artista estão os “corações nordestinos”, adornados com trechos de canções que marcaram sua história e a de muitos admiradores da cultura regional. As peças já chegaram às mãos de nomes como Chico César e João Gomes.
Siga o @bnhall_ no Instagram e fique de olho nas principais notícias.
O artista visual Antônio Macedo Pithon morreu nesta segunda-feira (3), aos 69 anos, em Feira de Santana. Nascido em Jequié, no Médio Rio de Contas, Sudoeste baiano, Pithon se destacou pela capacidade de transformar sucata em arte.
Pintor e escultor, ele utilizava materiais reaproveitados, como peças metálicas, bocas de fogão, partes de bicicletas e objetos descartados, para criar figuras humanas, guerreiros, bailarinas e músicos.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, o trabalho de Pithon procurava refletir a cultura nordestina, com forte presença de elementos sertanejos, como o carro de boi, o mandacaru, o burrico e o retirante. Em muitas obras, a família era tema central, traduzindo sentimentos de união e memória afetiva.
Ao longo da trajetória, Pithon participou de exposições e salões de arte na Bahia e em outros estados. Entre os destaques estão: Câmara Municipal de Jequié (1971); Feira de Artes de Jequié (1978); Exposição individual no Mercado de Arte Popular, em Feira de Santana (1980); II Prêmio Jovem Pintor Pirelli MASP (1985); Casa de Cultura de Jequié (1986) e Salões Regionais de Artes da Bahia e Museu Regional de Feira de Santana.
Obras de Antônio Pithon também integram acervos públicos e privados, o que inclui o Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira (MAC), além de hotéis, clínicas e coleções particulares.
A Caixa Cultural Salvador recebe mais uma edição do Projeto Cordelizando. Neste ano o evento ocorre durante três dias – 7, 8 e 9 de junho. O Projeto tem o objetivo de promover o encontro de nomes da literatura de Cordel juntamente à bate-papos e música. Na quinta-feira (7), o multi-instrumentista Rodrigo Sestrem irá se apresentar durante a abertura do evento. No dia 8, dois nomes da cena do Cordel irão estar presentes, o cantor Antônio Marinho e o poeta e produtor Clécio Rimas. Já no terceiro e último dia do projeto, o escritor Bráulio Bessa, que frequentemente está no programa Encontro com Fátima Bernardes em que apresenta seu olhar poético sobre diversos temas e representa a cultura nordestina, irá participar do evento. Além dele, a vencedora de dois prêmios Caymmi de música (2007 e 2017), Flávia Wenceslau e Maria Alice Amorim, com seu acervo de cordéis, também irão participar do Cordelizando, com mediação de Maviael Melo e participação especial de Raimundo Sodré. O evento é gratuito e sujeito a lotação do espaço.
SERVIÇO
O QUÊ: Cordelizando
QUANDO: 7, 8 e 9 de junho, no primeiro dia a partir das 19h, no segundo e terceiro a partir das 10h
ONDE: Caixa Cultural Salvador, Centro, Salvador-BA
VALOR: Gratuito (sujeito à lotação)
Projeto Cordelizando terá programação exclusiva aos amantes da técnica literária na Caixa Cultural Salvador nos dias 2 e 3 de junho. O evento tem o objetivo de contribuir com a aproximação da linguagem poética com o público. Nos dois dias de programação, o projeto promete reunir diferentes artistas e atividades relacionadas à cultura popular nordestina, mesclando entretenimento e arte. A fim de fomentar a cultura, o Cordelizando irá realizar oficinas de cordel em escolas públicas de Salvador. Os melhores serão compilados em um livreto de cordel inédito, que será lançado durante o evento.
SERVIÇO
O QUÊ: Cordelizando
QUANDO: 2 e 3 de junho, no primeiro dia a partir das 18h, no segundo a partir das 14h
ONDE: Caixa Cultural Salvador
VALOR: Gratuito (sujeito à lotação)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.