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O pré-candidato e senador da República, Flávio Bolsonaro (PL), criticou a modelagem da reforma tributária e os rumos da atual política macroeconômica do governo federal. O parlamentar justificou seu voto contrário à proposta no Congresso Nacional, argumentando que a medida resultará na maior alíquota de Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
Flávio esclareceu que seu posicionamento não se deve a uma oposição a reformas no sistema de tributação nacional, mas sim ao impacto final sobre a população. Segundo ele, a alta carga tributária é fruto de sucessivas concessões decorrentes de pressões de grupos de interesse específicos que desfiguraram o projeto original.
"Eu, como político, sei que é preciso haver concessões, mas não ao sabor de pressões. O lobby mais forte vence de um lado, o outro perde do outro, e com isso o governo vai cedendo em sucessivas concessões. O resultado é que hoje caminhamos para pagar quase R$ 1 trilhão, fora da carga tributária regular", alega o senador.
Para o parlamentar, o descompasso gerado pelo atual governo reflete-se diretamente no descontrole da taxa básica de juros (Selic), atualmente fixada em 14,5% ao ano, mas que já registrou picos de 15% ao ano. Ele classificou o atual patamar como "padrão de pandemia" e atribuiu o cenário ao impacto negativo das políticas econômicas da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.
Como contraponto, o senador oposicionista relembrou o cenário projetado ao final do mandato de seu pai, Jair Bolsonaro. "Se pegarmos a previsão do Boletim Focus de outubro de 2022, antes do processo eleitoral, a projeção da taxa de juros para 2025 era de 7,75% ao ano. Hoje, o índice está em quase o dobro disso. Estamos pagando cerca de R$ 1 trilhão em juros ao ano", aponta.
Flávio concluiu, afirmando que o país deixa de poupar centenas de bilhões de reais devido à condução da atual política fiscal. "Se estivéssemos operando com a taxa prevista lá atrás (estimativa baseada no trabalho que vinha sendo feito pelo governo do presidente Bolsonaro), estaríamos economizando mais de R$ 500 bilhões ao ano. Esse montante poderia ser revertido para amortizar a dívida pública", alega.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).