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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

criptomoeda

Empresário baiano vive aventura na Ucrânia em meio à guerra após perder passaporte durante pesquisa sobre dinheiro digital
Fotos: Acervo pessoal

O que começou como uma viagem de pesquisa sobre o uso de moedas digitais em um país em guerra acabou se transformando em uma verdadeira aventura para o empresário baiano Gustavo Kelsch Ramos, fundador da fintech Klipbit. Morando em Paris há mais de dez anos, ele desembarcou na Ucrânia em junho de 2026 para entender de perto como a população e o mercado financeiro têm utilizado criptomoedas durante o conflito. Mas, após perder o passaporte, precisou enfrentar uma longa e tensa jornada por três países até conseguir voltar ao Brasil.

 

A experiência acabou sendo muito mais do que uma viagem de negócios. Além de conhecer uma realidade marcada pela guerra, Gustavo precisou lidar com fronteiras, imigração, novos documentos e uma corrida contra o tempo para evitar problemas legais durante o retorno.

 

UMA VIAGEM DE PESQUISA
A motivação da viagem estava ligada ao trabalho desenvolvido pela Klipbit, plataforma criada por Gustavo que permite conectar a moeda digital USDC ao sistema de pagamentos PIX. O objetivo era observar como um país em guerra conseguiu adaptar seu sistema financeiro utilizando ativos digitais.

 

Segundo o empresário, a Ucrânia precisou flexibilizar as regras para o uso de criptomoedas diante das dificuldades enfrentadas pelos bancos durante o conflito. "Eu sabia, porque eu vim acompanhando as notícias, que o governo ucraniano, por conta do sistema bancário estar pressionado pela situação de guerra que eles estão vivendo, resolveu facilitar um pouco a adoção e tornou criptomoedas um método oficial, legal de realizar pagamentos e transferências", explicou.

 

A intenção era comparar essa realidade com outros mercados. "Eu queria ter essa experiência em campo, ver como é que está se estruturando lá para poder comparar com o Brasil, com a Europa, e ver se eu conseguiria tirar daí informações importantes para poder estruturar o meu negócio."

 

AS RUAS DE LVIV
Durante a viagem, Gustavo esteve em Lviv, cidade localizada no oeste da Ucrânia, próxima da fronteira com a Polônia. Lá, decidiu testar pessoalmente como funcionava a troca de criptomoedas por dinheiro local. Em vez de procurar empresas especializadas em tecnologia, entrou em uma casa de câmbio comum, como qualquer turista faria.

 

O processo chamou sua atenção pela simplicidade. "Eu simplesmente entrei na agência, perguntei qual é a taxa, se eles estavam aceitando USDT e tal, e consegui trocar 100 dólares pela moeda local, que é a Rivnia, com a taxa de 1,20%, que eu achei bem justa."

 

A experiência também revelou diferenças importantes entre os mercados. Gustavo percebeu que, embora sua empresa utilize principalmente a rede Solana para realizar transações, na Ucrânia a maior parte das operações acontece por meio da rede Tron. Isso o obrigou a converter seus recursos para conseguir sacar dinheiro, mostrando na prática a importância de integrar diferentes tecnologias em soluções financeiras.

 

O SUMIÇO DO PASSAPORTE
A viagem, porém, tomou um rumo inesperado quando Gustavo perdeu seu passaporte no banheiro de um restaurante em Lviv.  O problema era ainda maior porque seu visto no Espaço Schengen já havia expirado. Isso significava que ele não poderia simplesmente retornar pela Polônia ou por outro país da Europa Ocidental, sob risco de enfrentar punições migratórias.

 

Foi nesse momento que ele precisou redesenhar completamente sua volta ao Brasil. "Eu entrei na Ucrânia sabendo que eu não poderia voltar pela Polônia. Eu falei: 'bom, agora eu tenho que voltar pela Moldávia e da Moldávia ou pela Inglaterra ou pela Turquia. Só que eu estou sem passaporte'."

 

Sem muitas alternativas, embarcou em uma viagem de aproximadamente dez horas de trem até Kyiv, capital da Ucrânia, utilizando antigos vagões de estilo soviético. Na capital, conseguiu atendimento rápido na Embaixada do Brasil e teve um novo passaporte emitido em tempo recorde. Mas os desafios estavam longe de terminar.

 

MADRUGADA NA FRONTEIRA
Com o novo documento em mãos, Gustavo seguiu viagem até a fronteira com a Moldávia. A travessia aconteceu durante a madrugada, por volta das três horas da manhã, em um ônibus lotado.

 

O novo passaporte, emitido poucas horas antes e sem qualquer carimbo de entrada ou saída, despertou desconfiança das autoridades migratórias moldavas. "O pessoal do controle de fronteira da Moldávia falou: 'não, você não vai passar, cadê sua passagem? Você vai embora daqui quando? Você não pode ficar aqui não, você vai ter que ir embora hoje, senão você não entra'."

 

Sem outra opção e correndo o risco de ser impedido de entrar no país ou até mesmo devolvido para a Ucrânia, Gustavo precisou comprar, ali mesmo no posto de imigração, uma passagem aérea de emergência. Somente após apresentar o bilhete de saída conseguiu autorização para seguir viagem. Da capital moldava, Chisinau, embarcou para Istambul, na Turquia. Depois seguiu para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, até finalmente desembarcar em Salvador, encerrando uma viagem marcada por imprevistos e tensão.

 

COTIDIANO EM UMA ZONA DE GUERRA
Mesmo diante dos desafios pessoais, Gustavo afirma que o que mais o marcou foi observar como a população tenta manter a rotina apesar do conflito.

 

Durante sua permanência, chegou a ser abordado por militares ucranianos que verificavam a situação de recrutamento obrigatório de homens nas ruas, algo comum no país desde o início da guerra.

 

Ao mesmo tempo, viu cidades tentando preservar a normalidade. Em Lviv, por exemplo, participou de um festival de cerveja que reuniu milhares de pessoas. "A vida está retomando. Eles vivem um lugar afastado da zona de conflito, mas é legal de ver que eles estão sendo muito resilientes."

 

Para Gustavo, a viagem acabou reunindo dois aprendizados importantes. De um lado, mostrou como tecnologias financeiras podem se tornar essenciais quando bancos e fronteiras deixam de funcionar normalmente. Do outro, revelou de perto a capacidade de adaptação de um povo que continua vivendo, trabalhando e reconstruindo a rotina mesmo em meio aos impactos da guerra.

Ex-atacante Magno Alves sofre golpe de empresa de criptomoedas e perde cerca de R$ 25 milhões
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O ex-jogador Magno Alves sofreu golpe de uma empresa de criptomoedas de quase R$ 25 milhões. A informação é do Blog Maurílio Júnior. Segundo uma denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal da Paraíba (MPF-PB), o Magnata, de 47 anos, era o maior investidor da Braiscompany e teria aportado em torno de R$ 30 milhões.

 

Ainda de acordo com a denúncia, Magno Alves teria iniciado o investimento em março de 2021 na Braiscompany e até janeiro de 2023, ele injetou mais de R$ 32 milhões. O ex-jogador teve a promessa de retorno mensal entre 10 e 12%. Com base nos dados da corretora Binance, ele teria recebido apenas R$ 5,1 milhões. A partir de dezembro do ano passado, o repasse foi interrompido. O ex-atacante tentou romper meses depois com a empresa e reaver os valores investidos, mas não teve retorno. Em março de 2023, o principal sócio da empresa, Antônio Inácio da Silva Neto, admitiu através de nota que não terá como arcar com o pagamento dos investidores e sócios. Ele está foragido da Justiça junto com a esposa Fabrícia Campos.

 

Magno Alves abriu processo contra o casal. Em uma das petições, a defesa do atleta alega que é "vítima do esquema de pirâmide praticado pelos Promovidos, em contrariedade às práticas que regem à economia popular e a ordem econômica".

 

O MPF-PB contabilizou que 18.570 clientes teriam investido aproximadamente R$ 1,15 bilhão na Braiscompany.

 

Baiano de Aporá, Magno Alves acumulou passagens por Criciúma, Fluminense, Ceará, Sport, Atlético-MG. Em mais de 20 anos de carreira, ele também atuou no exterior, como Coreia do Sul, Japão, Arábia Saudita e Catar. Ele encerrou a carreira em 2021 e seu último clube foi o Caucaia, do Ceará. Mas antes, em 2020, o Magnata jogou no futebol baiano, primeiro pelo Atlético de Alagoinhas ajudando na campanha do vice-campeonato baiano, e em seguida disputou a Série B do Baiano pelo Barcelona de Ilhéus.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O primeiro turno das eleições apresentaram aos políticos que é tempo de recomeçar. Ou ao menos reatar o que estava adormecido, como no caso do Soberano, que reatou com os Bolsonaro, apoiando o 01 do Capitão. Fez questão de levar os apoiadores para não dizerem que vai só leva um voto. Melhor dividir a responsabilidade mesmo... Além disso, por falar em recomeçar e resgatar o tempo perdido, veja Regis Redondo: passou a agonia de eleição e já voltou a vida fitness. Suspeito que esteja querendo que eu volte a chamá-lo de Sandrinho Light. Siga firme que penso em seu caso.

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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