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crimes de discriminacao
Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, divulgados na última quinta-feira (23), voltam a atestar uma triste realidade sobre a insegurança pública para grupos da Bahia. Entre 2024 e 2025, o estado da Bahia apresentou crescimento em índices de violência motivada por preconceito e discriminação, registrando alta em crimes como racismo, injúria racial e lesão dolosa contra membros da comunidade LGBTQIAP+.
No âmbito dos crimes raciais, as notificações de racismo subiram 10,7%, saltando de 1.651 para 1.830 ocorrências, enquanto os registros de injúria racial cresceram 9,1%, passando de 778 para 850 casos no período. Acompanhando o avanço dos números absolutos, as taxas estaduais por habitante também subiram em ambas as tipificações raciais.
Veja os números:
No caso da injúria racial, a taxa de casos por 100 mil habitantes saiu de 5,2 para 5,7. Já a taxa correspondente ao crime de racismo subiu de 11,1 para 12,3 em um ano. Os dados mostram que a proporção de registros de injúria racial em relação aos casos de racismo no estado teve uma leve retração no comparativo anual, variando de 47,1% em 2024 para 46,4% em 2025.
Confira abaixo os números totais e a proporção da Bahia em comparativo nacional:
Quando observadas as queixas e denúncias sobre LGBTfobia, há uma subnotificação por parte das forças de segurança da Bahia. Na tipificação de "racismo por homofobia ou transfobia", isso quando há preconceitos por identidade de gênero e orientação sexual, o Estado não pontuou registros, diferentemente do cenário verificado em outras unidades da federação.
Confira em números:
Em relação à violência contra a comunidade LGBTQIAP+, as vítimas de lesão corporal apresentaram alta no estado, subindo de 508 para 590 casos. Em contrapartida, o número de homicídios dolosos registrou queda, caindo de 24 para 18 ocorrências.
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Logo abaixo é possível ler o relatório de 2026:
(Nota atualizada às 20h15 para incluir gráficos e hiperlinks).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Somado à escolha seletiva do levantamento somente de parte dos procedimentos e o direcionamento subjetivo de um dos interessados de quais documentos".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao encaminhar um ofício ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, no qual cita uma "escolha seletiva" na retirada do sigilo, por André Mendonça, dos inquéritos e procedimentos ligados ao Banco Master.