Artigos
O El Niño não vota
Multimídia
Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
crimes de discriminacao
Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgados na última quinta-feira (23), voltam a atestar uma triste realidade sobre a insegurança pública para grupos da Bahia. Entre 2024 e 2025, o estado da Bahia apresentou crescimento em índices de violência motivada por preconceito e discriminação, registrando alta em crimes como racismo, injúria racial e lesão dolosa contra membros da comunidade LGBTQIAP+.
No âmbito dos crimes raciais, as notificações de racismo subiram 10,7%, saltando de 1.651 para 1.830 ocorrências, enquanto os registros de injúria racial cresceram 9,1%, passando de 778 para 850 casos no período. Acompanhando o avanço dos números absolutos, as taxas estaduais por habitante também subiram em ambas as tipificações raciais. No caso da injúria racial, a taxa elevou-se de 5,2 para 5,7. Já a taxa correspondente ao crime de racismo subiu de 11,1 para 12,3.
Além disso, os dados mostram que a proporção de registros de injúria racial em relação aos casos de racismo no estado teve uma leve retração no comparativo anual, variando de 47,1% em 2024 para 46,4% em 2025.
Quando observadas as queixas e denúncias sobre LGBTfobia, os dados indicam subnotificação por parte das forças de segurança da Bahia. Na tipificação de racismo por homofobia ou transfobia, o estado não pontuou registros, diferentemente do cenário verificado em outras unidades da federação.
Em relação à violência contra a comunidade LGBTQIAP+, as vítimas de lesão corporal apresentaram alta no estado, subindo de 508 para 590 casos. Em contrapartida, o número de homicídios dolosos registrou queda, caindo de 24 para 18 ocorrências.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).