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O Governo Federal voltou a pedir à Justiça uma decisão urgente para obrigar o Discord a adotar medidas de proteção para crianças, adolescentes e mulheres. A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou a solicitação nesta segunda-feira (21), na 14ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.
A AGU considerou insuficiente a proposta de acordo apresentada pela plataforma após uma audiência de conciliação realizada em 2 de setembro. Segundo o órgão, as medidas sugeridas são genéricas e possuem exceções e condicionantes que não atenderiam à extensão dos problemas apontados na ação.
Entre as providências cobradas estão mecanismos mais rígidos de verificação de idade, controle parental e configurações de segurança, além de sistemas capazes de detectar e prevenir situações de risco. A AGU também citou operações policiais recentes para sustentar a necessidade de uma decisão judicial. Em 6 de setembro, a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) localizou o cativeiro de uma menina de 13 anos que teria sido aliciada por um homem por meio do Discord.
Já em 12 de setembro, uma operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) identificou novos suspeitos ligados a comunidades virtuais investigadas por crimes de ódio, misoginia, crueldade contra animais, coerção psicológica e indução à automutilação e ao suicídio. Crianças e adolescentes estariam entre os principais alvos. A ação civil pública foi apresentada pela AGU em 25 de agosto, após análises do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Digitais.
O processo também atende a uma demanda da Polícia Federal relacionada ao combate a crimes cibernéticos. Além da proteção de menores, o governo pede medidas para ampliar a cooperação do Discord com autoridades brasileiras e reforçar a moderação de conteúdos envolvendo maus-tratos, violência, mutilação e crueldade contra animais.
Uma mulher de 28 anos foi alvo de dois mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Cizânia, deflagrada pela Polícia Civil (PC-BA) nesta quinta-feira (3). Segundo a investigação, a suspeita usou perfis falsos e diferentes números para ameaçar, difamar e divulgar conteúdo íntimo nas redes sociais e aplicativos de mensagens após o fim de um relacionamento.
Os mandados foram cumpridos em um imóvel ligado à investigada, no bairro de Plataforma, em Salvador. Segundo as apurações, a perseguição começou ainda em 2025 tendo como vítimas o ex-companheiro de outra mulher e a atual companheira dele.
Há indícios de que dados pessoais das vítimas foram utilizados indevidamente para habilitar linhas telefônicas e criar contas digitais. A prática teria como objetivo manter a perseguição e dificultar a identificação da responsável pelas ações.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos e outros materiais que serão submetidos à análise pericial para identificar conversas, documentos, imagens e demais elementos relacionados aos fatos.
Na mesma ação, as equipes conduziram um homem para prestar esclarecimentos após ele ser localizado com um aparelho telefônico com restrição de roubo. Ele é suspeito de receptação.
As apurações prosseguem para a identificação e possível responsabilização de outros envolvidos no caso. A Operação Cizânia foi realizada pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), unidade vinculada ao Departamento de Investigação Criminal (DEIC).
A divisão de inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) está em alerta após a descoberta de um esquema de furto de senhas e logins que possibilitam o acesso a sistemas judiciais. Segundo informações do tribunal, credenciais de servidores e magistrados foram utilizadas para manipular dados, permitindo ações como inserção, alteração e exclusão de informações.
A investigação do programa Fantástico acompanhou, por um mês, grupos de conversa e fóruns clandestinos na internet, onde logins e senhas são comercializados. A polícia prendeu um casal suspeito de envolvimento nas invasões, mas ambos respondem ao processo em liberdade.
Um porta-voz do tribunal revelou que as credenciais subtraídas foram empregadas em fraudes, incluindo a modificação de ordens de prisão em bancos de dados nacionais. Durante a operação, foram identificadas cerca de 140 alterações no Banco Nacional de Mandados de Prisão, com dados incorretos que poderiam resultar na prisão de pessoas inocentes. No total, o tribunal contabilizou 350 acessos fraudulentos.
Os criminosos oferecem uma gama de serviços, desde consultas de dados até alterações em sistemas judiciais. Em uma negociação, um dos envolvidos chegou a afirmar que poderia cancelar um mandado de prisão por um valor específico.
Além disso, são vendidos “painéis”, sistemas que agregam informações obtidas de forma ilegal, abrangendo dados de imposto de renda, compras online, saúde e vacinas. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) recebeu informações sobre esses acessos e, após testes autorizados, confirmou que algumas credenciais ainda eram funcionais. As investigações em Goiás também revelaram conexões entre os grupos que comercializam esses acessos e organizações criminosas.
Um investigador destacou que esses grupos começaram a lucrar com serviços voltados ao crime organizado, alterando ou excluindo informações nos bancos de dados da Justiça. Quando questionado sobre a relação com facções criminosas, ele confirmou a ligação com organizações como o Comando Vermelho.
O mercado de credenciais não se limita à venda de informações; os dados também podem ser utilizados para atacar indivíduos, como em casos de chantagem e sextorsão. Uma jovem relatou que, em conflitos pessoais, buscava conhecidos com acesso a painéis para obter informações sobre a outra parte.
Esse caso evidencia como o roubo de credenciais de acesso a sistemas protegidos pode ter repercussões significativas na vida das pessoas, resultando em bloqueios financeiros e ordens judiciais fraudulentas.
Cleitin Mil Graus
Recentemente, um mandado de prisão preventiva foi emitido contra um comediante e candidato a deputado estadual de Goiás, baseado em uma decisão inexistente, utilizando a conta de um juiz de Alagoas. O mandado, que alegava um crime contra crianças e adolescentes, foi considerado falso.

Candidato Cleitin Mil Graus | Foto: Reprodução / Redes Sociais
A juíza responsável, ao perceber a inexistência do processo, emitiu um contramandado de prisão e notificou as autoridades competentes. O mandado ilegal foi gerado com o nome e login de um juiz, que afirmou nunca ter solicitado tal prisão.
A juíza também requisitou suporte técnico ao Conselho Nacional de Justiça para investigar o caso, que ainda não esclareceu se houve invasão da conta do magistrado ou falhas de segurança.
Além de comediante e candidato, o acusado é suplente de vereador em Goiânia e relatou estar sendo perseguido. Ele tomou conhecimento do mandado ao tentar embarcar de Fortaleza para Goiânia, mas não foi preso.
A Bahia aparece na 8ª colocação entre as unidades da federação com maior número de inquéritos policiais instaurados pela Polícia Federal (PF) para apurar crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. Os dados foram elaborados pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER) da corporação, com levantamento anual entre 2023 e 2025.
De acordo com a planilha oficial da PF, foram instaurados 56 inquéritos no estado em 2023, número que subiu para 78 em 2024 e chegou a 88 investigações em 2025. O crescimento registrado no último ano colocou a Bahia entre os oito estados brasileiros que apresentaram aumento nas apurações desse tipo de crime na comparação entre 2024 e 2025.
Além da Bahia, também houve alta no número de investigações no Amazonas, no Espírito Santo, no Maranhão, em Minas Gerais, em Rondônia, em Roraima e no Tocantins. Os números foram divulgados pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública.
No ranking nacional referente a 2025, os maiores volumes de inquéritos foram registrados em São Paulo (400), Minas Gerais (201), Paraná (179), Rio Grande do Sul (138), Rio de Janeiro (115), Santa Catarina (86) e Paraíba (82), seguidos pela Bahia, com 88 procedimentos instaurados.
Os dados mostram ainda que, em âmbito nacional, a Polícia Federal instaurou 1.999 inquéritos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil praticado pela internet em 2025. O número representa uma redução de 8% em relação a 2024, quando foram abertas 2.173 investigações. Apesar da queda anual, o volume permanece superior ao registrado em 2023, que contabilizou 1.431 casos.
Segundo a Polícia Federal, cada inquérito policial pode apurar uma ou mais condutas criminosas e envolver múltiplas vítimas e suspeitos. Dessa forma, o total de crimes efetivamente investigados pode ser maior do que o número de procedimentos instaurados.
A violência sexual contra crianças e adolescentes é classificada como crime hediondo no Brasil desde 2014.
Uma operação da Polícia Civil da Bahia, batizada de "Tio Patinhas", desarticulou na manhã desta segunda-feira (21) uma organização criminosa especializada em golpes pela internet. Cinco pessoas foram presas em Feira de Santana, incluindo um casal apontado como líder do esquema, que operava um "call center" em um apartamento de luxo no bairro Kalilândia.
As investigações revelaram que o grupo utilizava redes sociais para anunciar produtos falsificados de marcas famosas, como relógios, joias, roupas e perfumes, com foco principal em vendas no atacado para lojistas e microempreendedores. Veja vídeo da operação:
??Polícia prende cinco suspeitos de golpes milionários em apartamento de luxo em Feira de Santana
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 21, 2025
?? Confira: pic.twitter.com/M2baCFCeuR
Após o pagamento, as vítimas eram bloqueadas e nunca recebiam as mercadorias. No apartamento utilizado como escritório, a polícia encontrou dezenas de caixas lacradas com etiquetas de envio, todas vazias, que serviam para dar a aparência de um negócio legítimo.
Desde 2021, a quadrilha fez centenas de vítimas em diversos estados brasileiros, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, Pernambuco e vários municípios da Bahia. Curiosamente, não havia registros de boletins de ocorrência em Feira de Santana, pois os criminosos evitavam fazer vítimas na própria cidade.
A desarticulação do grupo é resultado de um trabalho de inteligência da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, que monitorava as movimentações suspeitas na região. Além do apartamento no Kalilândia, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em um condomínio no bairro SIM e em um imóvel no bairro Rocinha, ambos ligados aos criminosos.
Na ação, foram apreendidos um veículo Land Rover Evoque, um HB20, além de joias, perfumes e relógios falsificados. Os veículos passarão por perícia para verificar possível adulteração. Os suspeitos permanecem sob custódia e à disposição da Justiça. A Polícia Civil da Bahia reforça seu compromisso no combate a crimes cibernéticos e na proteção dos cidadãos.
Em 2024, foram registradas 100.077 novas ocorrências não repetidas de crimes cibernéticos caíram no Brasil. Os dados foram contabilizados pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos da organização não governamental, SaferNet. O valor, segundo a instituição, representa uma redução de 33% com relação ao ano anterior, onde foram registrados 150.847 casos não repetidos.
Entre os números de 2024, 52.999 ocorrências se referiam a crimes relacionados a imagens de abuso e exploração sexual infantil, o que representou queda de 26% em relação a 2023, quando houve recorde absoluto da série histórica iniciada em 2006.
Segundo dados divulgados pela Agência Brasil, entre os crimes de ódio, o ano de 2024 também acusou queda de 49% nas denúncias. Esse tipo de crime está relacionado a casos de racismo, intolerância religiosa, xenofobia, neonazismo, LGBTfobia, misoginia ou crimes contra a vida. Em todo o ano passado foram feitos 14.108 relatos desse tipo de crime à SaferNet.
Este foi o primeiro ano eleitoral - desde 2018 - em que a ONG recebeu menos denúncias de crimes de ódio em relação ao ano anterior.
DENÚNCIAS
Denúncias sobre crimes cibernéticos envolvendo, por exemplo, casos de abuso, exploração sexual infantil e crimes de ódio na internet podem ser feitas por meio da Central Nacional de Denúncias da Safernet Brasil.
Para denunciar, basta copiar e colar no formulário o link da página, grupo, comunidade, canal ou qualquer outro conteúdo que se suspeita que seja criminoso. A SaferNet informa que a central permite o total anonimato dos denunciantes. As informações são da Agência Brasil.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) cumpriu na manhã desta quarta-feira (09), mandado de busca e apreensão na cidade de Feira de Santana em meio a mais uma fase da ‘Operação Canduras’ que tem o objetivo nacional de combate a pornografia infantil.
Em Feira, foi apreendido um aparelho celular e um cartão de conta bancária. Os agentes acreditam em uma relação visando a desarticulação de uma rede criminosa que comercializava fotos e vídeos de pornografia infantil a partir de aplicativos de mensagens no endereço.
Ao todo pelo país foram 11 alvos investigados, segundo apontaram as investigações, teriam adquirido as imagens e vídeos pornográficos. As prisões em flagrante foram efetuadas pelo crime de posse e armazenamento de vídeos e fotos contendo pornografia infantil.
Em uma operação coordenada com o Gaeco, Caoca e Nercca, e com a participação de pelo menos 8 estados, a Polícia Civil, por meio do Nercca, realizou uma série de buscas e apreensões em Feira. A ação, que faz parte de uma grande operação interestadual, visa desarticular uma rede criminosa especializada na produção e distribuição de material pornográfico infantil.
O Procon (Superintendência de Proteção e Defesa ao Consumidor), órgão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), realiza, nesta sexta-feira (15), um evento alusivo ao Dia Mundial do Consumidor. A programação inclui a palestra “Crimes virtuais nas relações de consumo. Como evitá-los.”, ministrada pelo delegado da Polícia Civil, Delmar Araújo Bittencourt, que é especialista em Direito Digital e Proteção de Dados, em Crimes Cibernéticos e Segurança Cibernética.
“Esse tema tem despertado cada vez mais a atenção do público em geral, em função do crescimento exponencial de modalidades virtuais de compra e venda no país e no mundo. Nada mais oportuno do que trazermos informações sobre a proteção do consumidor nesse universo”, afirmou o superintendente do Procon, Tiago Venâncio.
No mesmo ato, será divulgado o Cadastro de Reclamações Fundamentadas (CRF), que traz os registros das reclamações, finalizadas e homologadas pelo Procon em 2023, contra fornecedores de produtos e serviços. Aberto ao público, o evento acontecerá às 14h, no auditório do Ministério Público do Trabalho, no Corredor da Vitória, em Salvador.
O CRF é um importante instrumento para que a sociedade, especialmente órgãos de defesa do consumidor, imprensa, consumidoras/es e fornecedores, possam avaliar o comportamento de empresas que atuam no mercado de consumo. As reclamações registradas correspondem somente àquelas tratadas através de carta ou audiência, sendo fundamentadas a partir de decisão emitida por um técnico do Procon.
A divulgação da lista acontece anualmente. A ação é prevista no art. 44 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), e no art. 57 do Decreto 2.181/97, que dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor - SNDC. Dados referentes ao Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), instrumento da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), bem como do Sistema ProConsumidor, também fazem parte do CRF.
“Este é um dos momentos mais importantes da agenda de Defesa dos Direitos do Consumidor. A partir do CRF, podemos avaliar o cenário consumerista, no que se refere à observação dos direitos de consumidoras e consumidores e as boas práticas de comércio preconizadas pela legislação vigente. Desse modo, podemos traçar estratégias mais efetivas no âmbito do Procon”, concluiu Tiago Venâncio.
Alunos e professores da rede estadual e municipal de ensino da cidade de Ituberá estão preocupados após um perfil em uma rede social ameaçar um massacre nas escolas da região. Sem muitas informações, a conta foi criada e seguiu 5 pessoas. Em sua descrição, dizia que o ato ainda estava em 'planejamento'.
O Bahia Notícias entrou em contato com a Delegacia de Polícia Geral de Ituberá e falou com a delegada Patrícia Pinheiro, que afirmou que as medidas já estão sendo tomadas para manter a segurança da população.
"A ocorrência foi decretada e as investigações deflagradas no intuito de identificar o autor do perfil. Solicitamos também o apoio da Delegacia Especializada em investigações de crimes cibernéticos da Polícia Civil da Bahia. Já identificamos alguns seguidores, que já foram intimados a prestar depoimentos, e no decorrer das apurações mais informações vão aparecendo. Acreditamos que iremos resolver esse caso com êxito, no intuito de coibir a prática criminosa, que será responsabilizada conforme a lei", afirmou.

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).