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crime da motosserra
O Ministério Público do Acre (MP-AC) ajuizou uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência contra o governo estadual, buscando responsabilizá-lo pelas mortes de Agilson Firmino dos Santos, o "Baiano", e de seu filho, Wilder Firmino dos Santos, em 1996. O caso é conhecido como "Crime da Motosserra".
Na ação, protocolada na Vara da Fazenda Pública de Rio Branco, o MP sustenta que os homicídios foram cometidos por um grupo de extermínio "liderado pelo então deputado federal Hildebrando Pascoal Nogueira Neto, formado por policiais civis e militares no exercício da função". A peça processual argumenta que os crimes utilizaram a estrutura estatal, apontando que, à época, o primo de Hildebrando, Aureliano Pascoal Duarte Pinheiro Neto, era o comandante-geral da Polícia Militar do Acre.
De acordo com o g1, o órgão ministerial afirma que essa circunstância impõe ao Estado o dever de reparação e caracteriza omissão diante de graves violações de direitos humanos praticadas por seus agentes. Segundo o MP, a condenação penal dos envolvidos não é suficiente para reparar os danos morais, psicológicos e materiais da família, que "carrega sequelas emocionais até hoje".
O Ministério Público requer que a Justiça condene o Estado ao pagamento de R$ 1 milhão por dano moral familiar, devido ao sofrimento psíquico pela perda violenta de pai e filho, e mais R$ 1 milhão por dano moral coletivo. Este último valor, de acordo com a ação, deve ser destinado a projetos educativos e de preservação da memória sobre violações de direitos humanos.
A ação também pede a concessão de uma pensão mensal vitalícia de um salário mínimo para os familiares, com efeitos retroativos a 1996, e a realização de um ato público oficial de pedido de desculpas, a ser divulgado nos canais institucionais do governo. O documento menciona que, em 2015, o MP tentou uma solução administrativa, encaminhando um projeto de lei para concessão de pensão à viúva e aos filhos, sem sucesso.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Cuba não está passando fome porque não sabe produzir, porque não sabe construir sua energia. Cuba está passando fome porque não querem que Cuba tenha o que todo mundo deveria ter direito".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que a crise alimentar em Cuba não é resultado de incapacidade produtiva, mas consequência de decisões políticas que, segundo ele, impedem a ilha de ter acesso ao que deveria ser um direito básico.