Artigos
Os “meninus” do trio
Multimídia
Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador
Entrevistas
Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”
crime ambiental em itabuna
Por conta da proliferação das chamadas baronesas, plantas aquáticas, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Itabuna, no Sul, condenou, por crime ambiental, a prefeitura da cidade, além do Governo do Estado através da Companhia de Engenharia Rural Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb). Cabe recurso da decisão.
Cada réu foi condenado a pagar R$ 100 mil, cada, quantia que deve ser revertida para recuperação da Bacia do Rio Cachoeira, conforme plano a ser elaborado por órgãos ambientais, informou o Pimenta Blog. A sentença – do juiz Júlio Gonçalves da Silva Júnior e divulgada na última segunda-feira (12) – acolheu uma ação movida pelo Instituto Nossa Ilhéus e pelo Grupo Amigos da Praia.
Ainda segundo a sentença, a prefeitura de Itabuna deve se abster de usar máquinas retroescavadeiras ou equipamentos similares para “empurrar” as macrófitas (baronesas) acumuladas nos pilares das pontes do São Caetano e Marabá, sem o devido licenciamento ambiental. A gestão também terá de implementar em até 90 dias um plano municipal de manejo das baroneseas, prevendo métodos de retirada, transporte e destinação ambientalmente adequada das plantas.
As plantas deverão ser separadas dos resíduos sólidos inorgânicos, e estes, levados para reciclagem. Enquanto o plano definitivo não for implementado, a prefeitura deve fazer manejo emergencial das baronesas acumuladas nos pilares das pontes sobre o Cachoeira nos limites do município, com retirada mecânica ou manual do material vegetal e destinação ambientalmente adequada.
Para o estado, o juiz fixou prazo de 180 dias para que sejam feitas ações previstas no Plano Estratégico de Revitalização da Bacia do Rio Cachoeira, com ênfase nas medidas relativas ao controle da poluição hídrica. Conforme o magistrado, o Plano existe desde 2017, mas sem efetividade.
A decisão também obriga o governo baiano a exercer, de modo efetivo, o poder de polícia ambiental, fiscalizando o lançamento de efluentes nos corpos hídricos que formam a Bacia do Rio Cachoeira.
Já o Plano Integrado de Gestão de Macrófitas Aquáticas da Bacia do Rio Cachoeira deverá ser elaborado pelos três réus, no prazo de 120 dias, contemplando ações coordenadas de prevenção, controle e manejo das baronesas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.