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Artigos

Bernardo Araújo
Os “meninus” do trio
Foto: Acervo pessoal

Os “meninus” do trio

A poucas semanas do início do Carnaval, sempre me pego pensando: qual será a polêmica de 2026? Porque, convenhamos, em Salvador, polêmica carnavalesca não é acidente — é tradição. Todos os anos, essa cidade vocacionada para os serviços e, sobretudo, para a economia criativa, se prepara para a maior festa do planeta. Pelo menos é assim que nós, baianos, gostamos de dizer, misturando exagero e orgulho na mesma dose.

Multimídia

Apesar de críticas, novo Sedur defende agilidade para avanços em Salvador

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O secretário municipal de Desenvolvimento e Urbanismo, Sosthenes Macedo, afirmou, nesta segunda-feira (26) durante o Projeto prisma, Podcast do Bahia Notícias, que a Sedur vai priorizar eficiência, atração de investimentos e desenvolvimento urbano com impacto social, mesmo diante das críticas da oposição sobre espigões e áreas verdes em Salvador.

Entrevistas

Afonso Florence garante candidatura de Lula em 2026 e crava retorno ao Congresso: “Sou parlamentar”

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Foto: Fernando Vivas/GOVBA
Florence foi eleito a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2010, tendo assumido quatro legislaturas em Brasília, desde então.

crianca superdotada

Além do QI: Neurocientista explica mundo emocional das crianças superdotadas
Foto: Reprodução/Freepik

Quando se fala em crianças superdotadas, é comum que a primeira imagem que venha à mente seja a de pequenos gênios resolvendo equações complexas ou memorizando enciclopédias. Mas a realidade é bem mais ampla, profunda e delicada. Em entrevista ao Bahia Notícias, a psicoterapeuta e neurocientista Ana Chaves explicou que, por trás da inteligência acima da média, existe um universo complexo de emoções, desafios e necessidades específicas.

 

Após a estreia da edição de 2025 do quadro Pequenos Gênios, exibido no Domingão com Huck, na TV Globo, o tema voltou a repercutir nas redes sociais. Além da presença de uma participante baiana, a Lara, de 8 anos, também chamou a atenção a reação de Isabella, de 10 anos, de São Paulo, que foi tomada pela emoção durante a disputa. Nas redes, internautas comentaram o aparente sentimento de autocobrança enfrentado pela garota, já que seu irmão, Tato, havia sido um dos campeões na edição anterior. Durante a gravação, ela precisou do apoio emocional da mãe e de uma pausa para beber água na tentativa de se acalmar. 

 

 

De acordo com a neurocientista, crianças com alto QI costumam passar por desafios significativos. “Elas enfrentam questões como ansiedade, frustração e isolamento com bastante frequência. Por serem muito conscientes, sensíveis e se exigirem demais, podem se sentir diferentes ou deslocadas e vir a se frustrar com facilidade por não conseguirem realizar algo perfeitamente como criaram em sua mente, e vêm aí a desenvolver ansiedade ou depressão, especialmente se forem pessoas não compreendidas ou estimuladas adequadamente”, relatou na conversa com o BN. 

 

Além disso, a especialista conta que os pequenos lidam com demandas emocionais intensas, como crises de frustração e episódios de hiperfoco. Diante desse cenário, Ana destaca a importância de evitar cobranças exageradas por desempenho e recomenda, quando necessário, o acompanhamento psicológico com profissionais capacitados para lidar com altas habilidades — sejam psicólogos, psicanalistas ou neurocientistas, desde que tenham formação e sensibilidade para compreender esse perfil.

 

Atualmente, o conceito de superdotação adotado no Brasil segue a Política Nacional de Educação Especial. A definição considera crianças com alta potencialidade em áreas acadêmicas, criativas, psicomotoras ou de liderança intelectual, com necessidade de atendimento educacional especializado. 

 

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
Os primeiros sinais de superdotação podem aparecer ainda na primeira infância, entre os 2 e 5 anos de idade. No entanto, o diagnóstico formal costuma ocorrer entre os 6 e 10 anos, fase em que a criança já está inserida no ambiente escolar e pode ser melhor observada. Essas crianças costumam apresentar vocabulário avançado, aprendizado acelerado, criatividade incomum, memória excepcional, curiosidade intensa e, em muitos casos, sensibilidade emocional aguçada e forte senso de justiça.

 

“O diagnóstico é multidisciplinar e inclui o psicólogo, que faz a avaliação de cognição, criatividade e perfil emocional; pedagoga ou professor especializado, que analisa o desempenho escolar e interesse; o neurocientista entra também nesse caso, a neurociência, possivelmente fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. Usa-se uma combinação de testes e observações comportamentais”, explicou Ana Chaves. 

 

PROCESSO DE ADAPTAÇÃO
Entre os principais desafios, Ana destaca a dificuldade de encontrar escolas que reconheçam e acompanhem o ritmo dessas crianças. O descompasso entre as habilidades cognitivas e a estrutura pedagógica tradicional pode gerar desinteresse, baixo rendimento e até comportamentos rotulados como indisciplina.

 

Segundo a especialista, entre as adaptações possíveis estão o enriquecimento curricular (como participação em projetos e Olimpíadas do Conhecimento), aprofundamento em áreas de interesse e, em alguns casos, a aceleração escolar. No entanto, essa última opção deve ser avaliada com cuidado. “Pular séries pode ser uma opção, mas não é a única e nem sempre a melhor. É preciso avaliar o amadurecimento emocional dessa criança e também o acompanhamento socioemocional”, salientou.

 

Apesar de existirem programas públicos voltados para altas habilidades, a neurocientista ressalta que eles são “limitados e mal distribuídos” no Brasil. Como exemplo, há núcleos de atendimento a pessoas com necessidades específicas em alguns institutos federais, programas estaduais de altas habilidades em certos estados, o Conselho Brasileiro para Superdotação (ConBraSD) — que oferece informações e apoio —, além de ONGs e grupos de pais em redes sociais, que facilitam o acolhimento e a troca de experiências.

 

Chagas ainda explicou o papel da neurociência e da psicanálise nesses casos: “A gente pode sugerir atividades que equilibrem os hemisférios cerebrais, como, por exemplo, arte, música, lógica. Um outro ponto que a gente pode trabalhar é educar família e escola com base em ciência. Trazer para essa seara explicações neurocientíficas sobre o comportamento, emocionalidade, ritmo diferenciado da criança, construindo estratégias cognitivas para lidar com frustração, com ansiedade e muitos outros pontos”.

Pequenos Gênios 2025: Conheça Lara, a baiana de 8 anos que avançou em competição da Globo
Fotos: Globo/Léo Rosario

Não é novidade que a Bahia pulsa em cada esquina do Brasil e, como ficou eternizado nos versos de Caymmi, “tem um jeito que nenhuma terra tem!”. Além de ser berço da música e celeiro de artistas, o estado ganhou destaque no último domingo (13) com a estreia do Pequenos Gênios 2025, quadro do Domingão com Huck, na TV Globo, que reúne crianças com altas habilidades de diferentes locais do país. O motivo? A pequena Lara, de apenas 8 anos, participante mais nova da edição, é natural de Salvador e mora em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana.

 

Integrante do time Iluminados, ao lado de Dante (13 anos, do Tocantins) e João Gabriel (11 anos, do Recife), a baianinha mostrou que tamanho não é documento. A pequena gênia canta, dança balé, pratica capoeira, judô e, como se não bastasse, ainda desenha bem. Fã declarada da cantora Ana Castela, ela levou para o palco do programa a sua pelúcia Fofinha, o amuleto da sorte que a acompanhou em cada desafio. E funcionou! Com muita inteligência e jogo em equipe, a garotinha ajudou o trio a garantir uma vaga na Semifinal.

 


Foto: Globo/Léo Rosario

 

Em entrevista exclusiva ao BN Hall, Luciana Tabatinga, mamãe da Lara, contou que, apesar da curiosidade aguçada da filha ter iniciado bem cedo, a família atribuía o desenvolvimento acelerado à convivência com adultos. Mas foi quando a agitação e a velocidade de aprendizado chamaram atenção que veio a busca por respostas.

 

Através de uma consulta com o neurologista, foi constatado que a menina, que na época tinha apenas 3 anos, já apresentava vocabulário completo e até conjugava corretamente os tempos verbais. Aos 6, para confirmar a suspeita de superdotação, foi realizado um teste de Quociente de Inteligência (QI), que revelou uma idade cognitiva de 11 anos — quase o dobro da idade real.

 

Ainda na conversa, Luciana explicou que a filha tem personalidade marcante: “determinada, decidida e intensa, como boa escorpiana”, brincou. “Não é fácil convencê-la de algo: é preciso argumentar bem! Desde bem pequena, já demonstrava curiosidade acima da média. Com apenas 1 ano, já observávamos essa sede de descobrir o mundo. Aos 3, começou a pedir para ir à escola, e, aos 5, já conhecia todo o alfabeto sem que tivéssemos ensinado formalmente”, relembrou.

 

Atualmente, a garota, que cursa o 4º ano do Ensino Fundamental — um ano adiantada em relação à idade —, integra a Mensa, organização presente em dezenas de países, com mais de 150 mil membros de alto QI. Para ingressar, ela precisou comprovar capacidade intelectual acima de 98% da população, por meio de testes aplicados por profissionais credenciados.

 

No ano passado, Lara participou do programa comandado por Luciano Huck como stand-by do quadro. Desta vez, foi selecionada como jogadora principal entre mais de 7 mil crianças inscritas em todo o Brasil. A preparação seguiu o mesmo ritmo intenso: “muito estudo e dedicação”, contou a mãe, destacando a maturidade que a pequena conquistou com a experiência anterior.

 

E, para quem se pergunta como é a rotina de uma criança superdotada, Luciana fez questão de frisar que é como a de qualquer outra. “Escola, tarefas, prazos. Ela também participa de atividades extracurriculares. Não tem professor particular nem mentoria, embora reconheçamos que isso já seria importante, considerando o perfil dela”, disse.

 

Ainda assim, um dos maiores desafios da pequena gênia tem sido a necessidade de estudar sozinha. “Lara ainda precisa do acompanhamento dos pais, até por ser muito nova. Ela tem ritmo de aprendizado muito rápido, mas ainda está desenvolvendo autonomia”, salientou a mãe.

 

 

Ao Hall, Luciana também revelou que a filha sonha em ser bailarina, mas, como toda criança, tem muitos desejos e vontades. “A cada fase surge uma nova inspiração, e a gente adora acompanhar esse processo de descobertas. O perfil dela é artístico, esportivo e de liderança, então muitos caminhos e vontades podem surgir”, enfatizou.

 

NOVA TEMPORADA DO QUADRO
A estreia do Pequenos Gênios 2025, apresentado por Luciano Huck, teve como primeira prova o “GPS Humano”, em que os participantes foram desafiados a mostrar domínio sobre geografia. Com apenas 90 segundos para localizar países no mapa, os Iluminados saíram na frente, marcando dois pontos a mais que o time adversário, os Soinêgirt (formado por Isabella, Pietro e Davi).

 

 

No segundo desafio, o “Triturador de Números”, as crianças enfrentaram cálculos complexos, exigindo raciocínio rápido e precisão. Já no terceiro, o “Odnartelos” (Soletrando ao contrário), os pequenos precisaram decifrar palavras escritas sem vogais e soletrá-las de trás para frente — exatamente! A última etapa foi o “Córtex”, com diversas perguntas de conhecimento geral.

 

No resultado final, a equipe Iluminados, da qual Lara faz parte, levou a melhor e garantiu vaga na Semifinal. Apesar de demonstrar grande conhecimento, Isabella, de 10 anos e natural de São Paulo, que integrava o time oposto, não avançou para a próxima fase.

 

O Domingão com Huck é exibido aos domingos, a partir das 14h30, na TV Globo.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O ditado já indicava a verdade pro Cavalo do Cão e pra Coronel Card, mas ninguém quis ouvir. Inclusive, será que alguém foi pedir conselho pra Baixixa? A grande pergunta é o que vai restar de natural pra essas eleições. E a nova moda já está colocada. Se continuar desse jeito, daqui a pouco só vai ter campanha virtual mesmo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Janja da Silva

Janja da Silva
Foto: Reprodução Redes Sociais


"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".

 

Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. 
 

Podcast

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende

Projeto Prisma faz especial do Dia de Iemanjá com historiador Marcos Rezende
O Projeto Prisma desta segunda-feira (2) recebe o historiador Marcos Rezende para falar sobre a tradicional Festa de Iemanjá, data que faz parte do calendário soteropolitano e une sagrado e profano nas ruas do bairro do Rio Vermelho.

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