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Salvador registrou 59% de atendimento entre crianças de 0 a 3 anos em creches e 99% de cobertura para a faixa etária de 4 e 5 anos, segundo levantamento do Todos pela Educação com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No atendimento de crianças de 0 a 3 anos, a capital baiana aparece na quinta posição entre as capitais brasileiras, atrás de Florianópolis (72%), São Paulo (65%), Vitória (64%) e Belo Horizonte (60%). O percentual também coloca Salvador na liderança entre as capitais nordestinas. Recife registra 48% e Fortaleza, 38%.
O índice de 59% supera a meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação para o atendimento de crianças em creches.
Já entre as crianças de 4 e 5 anos, Salvador alcançou 99% de atendimento na pré-escola e aparece na quarta posição entre as capitais. Teresina, Curitiba e Cuiabá registraram 100%, enquanto Belo Horizonte também apresentou índice de 99%.
Segundo a Prefeitura, os resultados estão relacionados à ampliação da rede municipal de ensino. Desde 2021, foram entregues 45 novas escolas municipais e outras 28 unidades estão em obras, de acordo com dados da gestão. As novas estruturas incluem espaços pedagógicos, ambientes climatizados e recursos tecnológicos.
A administração municipal também informou que ampliou os investimentos em infraestrutura, equipamentos, materiais pedagógicos e formação de profissionais da educação. Entre as iniciativas citadas estão o Centro de Formação Emília Ferreiro, criado em 2023, e o Centro de Acolhimento ao Educador Teresa Cristina Santos, inaugurado em 2024.
Os dados sobre Educação Infantil foram divulgados após outros indicadores educacionais apresentados pela gestão. No Ideb 2025, Salvador passou de 5,3 para 5,6 nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e de 4,2 para 4,5 nos Anos Finais.
A rede municipal também informou ter ampliado o apoio às creches e escolas parceiras que participam da oferta de vagas na Educação Infantil, além de manter programas como o Programa Dinheiro Direto na Escola Soteropolitana (PDDES), que repassa recursos diretamente às unidades de ensino.
O prefeito Bruno Reis (União) se pronunciou nesta quinta-feira (14) sobre os protestos realizados pelos dirigentes das creches parceiras da Prefeitura de Salvador nos últimos dias e sugeriu que as cobranças deverenciam ser feitas ao Governo Federal. O setor denuncia problemas no fornecimento da merenda escolar e um valor baixo de pagamento às escolas.
Nesta terça-feira (12), as unidades da rede de escolas comunitárias conveniadas com a Secretaria Municipal de Educação (SMED) e vinculadas à Associação de Escolas de Educação Comunitária da Bahia (AEEC) paralisaram suas atividades. Profissionais também realizaram um ato em frente à Prefeitura Municipal de Salvador.
“A AEEC exige isonomia de investimentos, defendendo que o direito da criança é total e indivisível e que não pode haver distinção de repasses entre a rede direta e a rede conveniada”, afirmou a entidade em nota.
Em resposta às manifestações, o gestor afirmou que a questão é de competência do Governo Federal, responsável pelos repasses de recursos para a educação. Ele chegou a citar o presidente em sua declaração.
“Essa semana as creches parceiras vieram pedir aumento pro valor da merenda, devia ir pedir era pro presidente da república. Se o dinheiro é pouco é porque quem manda é o Governo federal. Eu vi pessoas falando absurdos, é um recurso federal, não municipal, não foi o prefeito que estabeleceu o valor. E está baixo mesmo, precisa aumentar”, disparou Bruno Reis.
Ele se refere ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), o principal mecanismo de financiamento da educação básica pública no Brasil.
No entanto, as instituições de educação alegam diferenças no tratamento e disparidade na distribuição dos repasses em comparação ao programa Pé na Escola, que encaminha alunos para a rede privada de ensino na capital baiana. A iniciativa chegou a ser suspensa em abril após denúncias de fraudes e movimentações atípicas apontadas pelo Ministério Público.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Agora, imagina se fosse alguém da direita. Uma cantora fazendo lá o 22 no palco. Seriam pelo menos 24 horas para se explicar, depois multa, prisão, condenação e Deus sabe o que mais de perseguição".
Disse o senador e candidato à reeleição por Minas Gerais, Carlos Viana (PSD) ao afirmar que vai denunciar a cantora baiana Ivete Sangalo por suposta promoção de “showmício” ao declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de um gesto com as mãos. O parlamentar confirmou a denúncia em vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (29).