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Após pedido do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista de uma hora para a votação do projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1. Após esse prazo a votação da PEC 221/19 será retomada.
Marinho e outros senadores de oposição fizeram discursos contrários ao projeto. Os oposicionistas argumentaram, entre outros pontos, que a discussão ocorre às vésperas das eleições e não permitiu uma discussão aprofundada, principalmente em relação a efeitos sobre o emprego e a renda do trabalhador.
Durante as argumentações da oposição, os senadores Omar Aziz e Rogério Marinho protagonizaram uma discussão sobre o projeto. A troca de acusações começou depois que o líder da oposição e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro afirmou que a redução da jornada sem diminuição dos salários elevaria os custos das empresas e, consequentemente, os preços de produtos e serviços.
Marinho criticou a falta de medidas de compensação aos empregadores e afirmou que não seria possível reduzir a jornada mantendo salários sem consequências econômicas. "É óbvio, é ululante, é claro, é transparente, é cristalino. E quem diz o contrário ou tem má-fé ou é burro", afirmou o senador do PL.
Em seguida, Omar Aziz reagiu e afirmou que a declaração atingia parlamentares favoráveis à proposta, inclusive integrantes do próprio PL."Eu acho que o senador Rogério Marinho se exaltou, chamou a gente de burro, leviano e incompetente. Palavras duras para colegas", disse.
Aziz citou o apoio de deputados do PL à proposta na Câmara e questionou se Marinho estendia as críticas aos correligionários. "Vossa Excelência está dizendo que no seu partido tem gente leviana, incompetente e burra?", perguntou. O senador amazonense também acusou Rogério Marinho de defender uma proposta voltada aos interesses dos empregadores.
Composto por 19 espetáculos, sendo 10 locais, cinco nacionais e quatro internacionais, o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia (Fiac) dá início à sua décima edição nesta terça-feira (24). A programação ocupa mais de 10 espaços culturais com peças de teatro, dança, intervenções artísticas, debates, oficinas e seminário até domingo (29). Assim, esta edição pretende instigar no público a pergunta: “Quem vai contar sua história?”. “A ideia [a escolha do tema] foi a partir dos 10 anos, que é uma data muito significativa, muito emblemática e que faz a gente pensar no tempo, em como lidar com a história, com a ideia de arquivo, de rastro... Nos fez pensar como é que a gente vai contar a história do nosso futuro, dos próximos 10 anos, dos próximos 15 anos, entendendo que as narrativas, esse lugar de legado, de apontar pra o futuro uma construção histórica são também uma escolha”, explica Felipe de Assis, coordenador geral do Fiac.
Na organização do evento desde a primeira edição, em 2008, Assis trabalha junto com uma equipe de artistas, produtores e gestores culturais em processo contínuo para definir o mote de cada edição. Ele conta que só depois de muita pesquisa, conversa e defesa de pontos de vista é que chegaram ao quadro de apresentações deste ano. A multiplicidade de performances vai desde o espetáculo de dança "Para que o céu não caia", que reflete sobre as formas de agir diante do mito do fim do mundo, à produção espanhola "Extraños mares arden", que aborda o nascimento de uma nova maneira de fazer as coisas e ver o mundo. “A gente, desde o ano passado, vem trabalhando com o grupo gestor curador, ou seja, um grupo de pessoas que está envolvido durante o ano todo pra pensar questões, o desenho conceitual do festival, mas também questões práticas porque elas estão conectadas”, pontua o coordenador.

Espetáculo "Extraños mares arden" | Foto: Reprodução / Fiac Bahia
Com expectativa de levar cerca de 10 mil pessoas ao Fiac nestes seis dias de evento, Assis destaca a criação de “espaços de diálogo”, promovida por esses e outros festivais artísticos. Além disso, o evento acontece em um momento social onde se discute a censura na arte, inflamada após o caso em que uma criança tocou nos pés de um homem nu durante uma performance em um museu de São Paulo (saiba mais aqui). “Festivais, de um modo geral, e a arte, sobretudo, são um espaço de discussão, de disputa, de diversidade, da diferença. A ideia é de viver com o outro, convivências e não uma substituição do outro, o que só se faz com essa pluralidade”, defende.
Como as atividades são variadas, as inscrições também devem ser feitas separadamente para cada ato. Algumas entradas são gratuitas, mediante lotação do espaço. Já outras custam entre R$ 10 e R$ 30. Confira a programação completa, com links para inscrição e compra de ingressos no site do Fiac (clique aqui).

Vinicius Lima é o novo coordenador do Cine-Teatro Sola Boa Vista | Foto: Reprocução / Blog do Solar
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Daniel Vorcaro
“Acha que segunda já tenho que estar fora?”
DIsse o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro ao trocar mensagens com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.