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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar um esquema suspeito de desvio de recursos públicos federais envolvendo a Cooperativa de Trabalho dos Agentes de Prevenção e Perdas da Bahia (COOPERBA). A portaria, assinada pela procuradora da República Flávia Galvão Arruti, do 8º Ofício do Núcleo de Combate à Corrupção (NCC) da Procuradoria da República no estado da Bahia, determinou a abertura do procedimento para apurar possíveis irregularidades administrativas relacionadas a contratos firmados entre a cooperativa e municípios baianos entre 2018 e 2021.
A decisão ocorre após autorização judicial concedida em 18 de dezembro de 2024 pelo Juízo Federal da 17ª Vara da Seção Judiciária da Bahia, que permitiu o compartilhamento de provas coletadas em uma investigação criminal já em curso. Esse inquérito apura indícios de lavagem de dinheiro e organização criminosa, crimes que, segundo o MPF, estariam ligados a desvios de verbas públicas em contratos da COOPERBA com prefeituras.
O caso será acompanhado pelo Núcleo Cível Extrajudicial (NUCIVE) da Procuradoria da República na Bahia, que terá o prazo de um ano, conforme determinações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), para concluir as investigações. Entre as primeiras diligências, está a juntada de todos os documentos e provas já coletadas no Procedimento Investigatório Criminal.
A instauração do inquérito civil também foi comunicada à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, responsável por supervisionar casos de corrupção e improbidade.
A COOPERBA, em resposta ao Bahia Notícias, informou que desconhece qualquer investigação.
Leia a nota na íntegra:
Informamos que tomamos como surpresa tal informação e desconhecemos qualquer procedimento do Ministério Público Federal, sobre inquérito civil para apurar supostos desvios de verbas públicas em contratos firmados com municípios baianos no período de 2018 a 2021.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.