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O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (1) uma nova resolução que altera o processo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A principal mudança é o fim da exigência de aulas em autoescolas, que até hoje eram parte obrigatória da formação de motoristas.
As novas regras começarão a valer após publicação no Diário Oficial da União, prevista para os próximos dias. De acordo com o Ministério dos Transportes, o objetivo é reduzir custos e facilitar o acesso à habilitação, num contexto em que milhões de pessoas dirigem sem carteira no país.
O governo acredita que a flexibilização pode diminuir a quantidade de condutores irregulares e incentivar quem ainda não iniciou o processo. Segundo a Senatran, há cerca de 20 milhões de motoristas sem habilitação e outros 30 milhões de brasileiros em idade para tirar a CNH, mas que nunca começaram o procedimento. A expectativa é que o novo modelo ajude especialmente quem vive em regiões com pouca oferta de autoescolas ou com custos muito altos.
O formato atualizado muda tanto o curso teórico quanto as aulas práticas. O conteúdo teórico será disponibilizado gratuitamente em plataforma digital do governo, e o aluno poderá estudar online, presencialmente ou por meio de entidades credenciadas. A exigência de carga horária mínima deixa de existir, antes eram necessárias horas de aula obrigatórias.
As mudanças são ainda maiores na etapa prática. A carga de aulas obrigatórias cai de 20 para apenas 2 horas, e o candidato poderá treinar com um instrutor autônomo credenciado ou em autoescolas. Também será permitido usar o próprio veículo nas aulas e na prova, desde que o carro atenda às normas do Código de Trânsito Brasileiro.
A regulamentação da figura do instrutor autônomo permitirá que profissionais credenciados pelos Detrans ofereçam treinamento sem vínculo com autoescolas. O governo afirma que haverá curso gratuito de formação e controle integrado pela Carteira Digital de Trânsito.
Com as novas flexibilizações, a estimativa é que o custo para obter a CNH caia até 80%. Hoje, dependendo do estado e da autoescola, o processo pode chegar a R$ 4 mil.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).