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Em uma das maiores operações de combate à lavagem de dinheiro da história do país, a Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26/11), a Operação Tai-Pan. A ação mira uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 6 bilhões nos últimos cinco anos, sendo R$ 800 milhões apenas em 2024.
Cerca de 200 policiais federais cumpriram 16 mandados de prisão preventiva e 41 de busca e apreensão em diversos estados, um dos presos foi pego em Feira de Santana.
As investigações apontam que o grupo criminoso, formado por brasileiros e estrangeiros, incluindo policiais, gerentes de bancos e contadores, montou um complexo sistema financeiro paralelo para ocultar capitais provenientes de crimes como tráfico de drogas, armas e contrabando.
O esquema funcionava como uma espécie de banco paralelo, movimentando bilhões de reais dentro e fora do Brasil, com destaque para a China, onde a maioria do dinheiro era enviada. A Justiça Federal bloqueou mais de R$ 10 bilhões em bens e valores de pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema.
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André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.