Artigos
Um novo ciclo para o cacau da Bahia
Multimídia
Após deixar Podemos, Raimundo da Pesca comenta convites e explica escolha pelo PSD
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
conflito de terra itamaraju
Dois produtores rurais foram mortos e outras duas pessoas ficaram feridas durante um conflito de terra ocorrido na manhã desta terça-feira (28) na zona rural do município de Itamaraju, no extremo sul da Bahia. Nomes da oposição presente na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) criticaram a situação da segurança pública na região, classificando o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) como "omisso" e "mentiroso".
Segundo informações fornecidas pela polícia, o ataque foi perpetrado por um grupo de indígenas. Testemunhas relataram que os produtores foram surpreendidos e atacados com armas de fogo e armas brancas.
Imagem da frente do Hospital onde as pessoas foram socorridas | Foto: Reprodução / Radar News
Os feridos foram socorridos em estado grave para o Hospital Municipal de Itamaraju, onde recebem atendimento, famílias se aglomeraram no local e expressaram em entrevista ao Radar News, parceiro do Bahia Notícias (BN), sua indignação e dor com as mortes.
"Sem motivo algum executaram pai e filho e atiraram no cunhado, que ficou em estado grave. A maioria das pessoas que está aqui não tem onde ficar. Decidimos permanecer, mesmo com o prazo de 24 horas dado por eles", conta um agricultor familiar que preferiu não se identificar.
Imediatamente após o incidente, equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da Força Nacional foram mobilizadas e realizam buscas intensivas na região. As causas e motivações exatas do conflito continuam sendo apuradas pelas autoridades.
Imagem do estado do veículo | Foto: Divulgação
Para o cacique Aruã Pataxó, coordenador regional da Funai, o caso ocorreu dentro dos limites da Terra Indígena Barra Velha, delimitada pela fundação desde 2008 por seu 'território ancestral'. Agricultores locais contestam, sua versão é que vivem na área há mais de 20 anos, em um assentamento de 375 hectares.
Diante da gravidade da situação e do aumento de conflitos relacionados à terra e da violência no campo, membros da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, como o deputado Leandro de Jesus (PL), cobram mudanças e criticam o governo de Jerônimo Rodrigues (PT).
"Esse governo não faz nada, além de mentir. Não se importam com o povo. Eles se omitem enquanto pessoas estão morrendo. É um absurdo", critica o representante do legislativo. Ainda classificando o cenário no extremo sul como "gravíssimo", reforçando que "produtores [estariam] sendo ameaçados, invadidos e agora mortos".
Em outra ocasião em entrevista ao projeto prisma do BN, nomes da oposição, como o deputado estadual Manuel Rocha (União), fizeram críticas ao governo do estado na crescente situação de conflitos de terra no Extremo Sul da Bahia. E classificando como grave com um governo sendo omisso.
"Um absurdo o que tem ocorrido na Bahia desde 2022, propriedades privadas foram invadidas por bandos armados, criminosos, travestidos de 'índios' [povos indígenas]. Eles adentram com armas pesadas nas propriedades rurais, sitiando as propriedades. O estado baiano é omisso a esses conflitos agrários”, critica o deputado.
As vítimas foram identificadas como Amauri Sena dos Santos, de 37 anos, e Alberto Carlos dos Santos, de 60, sendo pai e filho. O ataque aconteceu na Associação Pedra Mole, localizada na área da Associação Cédula da Terra.
Vale lembrar que o conflito no local já atinge anos, só quando observado a presença da força nacional, e produtores locais e povos indígenas se enfrentam por disputas de terras, a ponto de a Força Nacional já ter sido acionada para auxiliar no local há 6 meses. É necessário cautela nos adjetivos, afinal, a situação segue sendo investigada.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.