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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

condicoes climaticas

Estudo aponta que calor, altitude e viagens da Copa de 2026 aumentam desgaste físico de atletas
Foto: Reprodução/Instagram (@portugal)

A combinação de calor intenso, altitude elevada, poluição do ar e longos deslocamentos entre cidades-sede da Copa do Mundo de 2026 impõe um nível de exigência física sem precedentes aos jogadores. A avaliação consta em um estudo publicado na revista científica Sports Medicine, que analisa os impactos das condições ambientais sobre a saúde e o desempenho dos atletas durante o torneio.

 

De acordo com a pesquisa, a ampla distribuição geográfica das sedes nos Estados Unidos, México e Canadá submete as equipes a mudanças frequentes de clima, altitude e fuso horário, fatores capazes de provocar elevado estresse fisiológico.

 

O médico e gestor hospitalar Tiago Simões Leite afirma que os efeitos observados entre os atletas também podem atingir pessoas que realizam viagens longas, seja a lazer ou a trabalho. "O corpo humano exige tempo de adaptação. Submeter o organismo a mudanças bruscas de fuso horário, clima e qualidade do ar sem o preparo adequado é um risco real de adoecimento", afirmou. 

 

"O viajante precisa adotar a mesma mentalidade preventiva de um atleta. Hidratação rigorosa, ajuste gradual do sono e atenção à qualidade do ar no destino são medidas inegociáveis para evitar crises respiratórias e exaustão”, completou.

 

Segundo o especialista, deslocamentos prolongados podem comprometer o funcionamento do organismo em razão da alteração do ciclo circadiano, da menor disponibilidade de oxigênio em regiões de maior altitude, da desidratação e da exposição a alérgenos sazonais, aumentando a suscetibilidade a infecções e à fadiga.

 

Ele ressalta ainda que o planejamento de viagens deve considerar as características do destino para reduzir os impactos dessas mudanças. “Ignorar as exigências do ambiente resulta em fadiga crônica e vulnerabilidade a infecções. Avaliar as condições climáticas e geográficas do destino é uma etapa obrigatória de qualquer viagem segura”, alertou.

BN na Copa: Entenda por que condições climáticas e logística vão influenciar o desempenho das seleções nesta Copa do Mundo
Fotos: Reprodução/Redes sociais

A definição das cidades-sede e dos horários da Copa do Mundo de 2026 colocou em evidência um fator que pode ser decisivo para o desempenho das seleções: a combinação entre logística e condições climáticas ao longo do torneio disputado em Estados Unidos, México e Canadá.

 

Além da qualidade técnica das equipes, a edição de 2026 tende a ser marcada por desafios extracampo. A distância continental entre as sedes, somada às diferenças bruscas de temperatura, umidade, altitude e fuso horário, pode interferir diretamente em recuperação muscular, desgaste físico, intensidade das partidas e preparação das delegações.

 

A Seleção Brasileira aparece entre as equipes que terão uma logística considerada relativamente confortável na fase de grupos. Na primeira fase, o Brasil jogará em Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami, permanecendo integralmente na costa leste norte-americana.

 

A estreia será no MetLife Stadium, em Nova Jersey, diante do Marrocos, num sábado, 13 de junho, às 19h (horário de Brasília). Depois, a seleção enfrenta o Haiti, na Filadélfia, no dia 19, uma sexta-feira, às 21h30. A Seleção encerra a primeira fase em Miami, contra a Escócia, dia 24, uma quarta-feira, às 19h.

 

A proximidade geográfica entre Nova Jersey e Filadélfia reduz o impacto de deslocamentos longos e minimiza desgaste de viagem. Além disso, o Brasil evita jogos em altitude mexicana, considerada uma das condições mais exigentes fisicamente do torneio.

 

Por outro lado, Miami surge como ponto de atenção. O verão no sul dos Estados Unidos costuma registrar calor intenso, elevada umidade e tempestades frequentes, fatores que podem alterar preparação e até o andamento das partidas.

 

As questões climáticas nos Estados Unidos passaram a gerar preocupação ainda maior após episódios registrados durante a disputa da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025. Em diferentes cidades-sede, partidas sofreram atrasos, interrupções temporárias, antecipações e ajustes operacionais por causa de tempestades elétricas, alertas meteorológicos e condições severas de clima.

 

Em alguns casos, protocolos de segurança obrigaram a paralisação parcial de jogos devido à incidência de raios nas proximidades dos estádios. O calor extremo também virou preocupação recorrente durante a competição, especialmente em cidades do sul e do leste norte-americano, onde a sensação térmica elevada aumentou o desgaste dos atletas e exigiu monitoramento constante das condições físicas das equipes.

 

Esse cenário amplia o debate sobre a Copa de 2026. Com jogos distribuídos em diferentes zonas climáticas da América do Norte, seleções que conseguirem manter estabilidade geográfica e menor exposição a extremos meteorológicos podem ganhar vantagem importante ao longo da competição.

 

Entre as equipes mais beneficiadas aparece a seleção mexicana. O México disputará seus jogos em Cidade do México, Guadalajara e Monterrey, permanecendo totalmente dentro do território mexicano.

 

Além da familiaridade com clima e altitude, os mexicanos terão deslocamentos reduzidos e ambiente amplamente favorável nas arquibancadas. A adaptação natural às condições de altitude da Cidade do México aparece como uma das principais vantagens competitivas da seleção anfitriã.

 

A Seleção dos Estados Unidos também desponta entre as seleções favorecidas. Os norte-americanos jogarão principalmente em Los Angeles e Seattle, permanecendo concentrados na costa oeste do país.

 

A distribuição regional evita travessias continentais e reduz impactos relacionados a fusos horários e desgaste aéreo. Outro ponto positivo é o clima relativamente mais ameno da costa oeste em comparação com regiões mais quentes e úmidas do sul dos Estados Unidos.

 

A seleção canadense também terá cenário considerado favorável. O Canadá atuará em Toronto e Vancouver durante a fase de grupos. 

 

As cidades canadenses apresentam temperaturas mais moderadas e menor incidência de calor extremo durante o período da competição, condição que pode favorecer recuperação física e intensidade de jogo.

 

Outro caso visto como positivo é o da seleção belga. A Bélgica terá partidas concentradas em regiões de clima mais ameno e menos sujeitas a temperaturas extremas. A avaliação logística indica menor desgaste ambiental em comparação com outras potências europeias.

 

Além disso, os belgas aparecem em um grupo considerado mais equilibrado tecnicamente, sem a mesma exigência física observada em outras chaves mais pesadas do torneio. A combinação entre condições climáticas menos agressivas e adversários teoricamente menos desgastantes pode permitir maior controle físico ao longo da primeira fase.

 

O cenário da seleção francesa é visto de forma diferente. A França terá jogos em regiões mais quentes e enfrentará uma sequência considerada fisicamente exigente diante de seleções como Senegal e Noruega.

 

A combinação entre calor, deslocamentos longos e partidas de alta intensidade pode aumentar significativamente o desgaste francês durante a fase de grupos. Em torneios curtos, o acúmulo de viagens e mudanças climáticas costuma impactar diretamente recuperação muscular, risco de lesão e rendimento competitivo.

 

A seleção argentina também deve enfrentar uma trajetória mais desgastante. A previsão é de deslocamentos mais extensos entre sedes e maior exposição a mudanças climáticas ao longo da competição.

 

Já a seleção inglesa aparece como uma das equipes europeias mais suscetíveis ao impacto térmico do verão norte-americano. Em determinadas regiões dos Estados Unidos, especialmente no sul e na costa leste, a combinação entre calor e umidade eleva consideravelmente a sensação térmica, afetando recuperação física e intensidade de jogo.

 

A Copa do Mundo de 2026 tende a transformar fatores extracampo em elementos ainda mais decisivos do que em edições anteriores. Em um torneio espalhado por três países, 16 cidades e diferentes zonas climáticas, logística, clima e adaptação física podem representar vantagem competitiva tão importante quanto o desempenho técnico dentro de campo.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República

"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta". 

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha de primeiro turno deste ano foi a menos organizada entre todas as que disputou desde 1989. A declaração foi dada a aliados, ao lado de Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de reeleição do petista.

Podcast

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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