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companhia do pagode
O cantor Zacarias Higino De Jesus Filho, conhecido popularmente como Diumbanda, abriu o jogo sobre sua primeira saida da banda Companhia do Pagode. Em entrevista ao Salada Cast, o ex-soldado Zacarias relembrou a primeira passagem pelo grupo na época do sucesso 'Boquinha da Garrafa', e uma crise vivida com o empresário Cal Adan.
Segundo Diumbanda, sua saída teve como motivação a falta de reconhecimento financeiro. O artista contou através da música que era apresentado por Cal como "sócio", mas não ganhava nada além de um cachê pequeno.
"Eu estava saíndo porque não estava bem contemplado financeiramente. Eu só tinha fama, mas o dinheiro que é bom, o aqué, o coci, o que era bom só ficava na mão dos sabidos."
Ao apresentar a música, Diumbanda afirmou que dedicou ela para o ex "sócio", que chegou a dizer que ele teria um câncer na garganta e jamais voltaria a cantar.
"Fiz essa música para Cal Adan, porque ele disse que eu ia ter câncer na garganta que eu não ia cantar nunca mais. Porque quando eu saí a banda tava mais estourada. Só que eu estava estourado também, mas não tinha o que eu merecia ter, um cachê digno. E ele dizia que eu era sócio e eu nunca vi esse dinheiro."
Em 2025, Diumbanda anunciou uma nova saída do grupo para seguir a carreira solo.
O ano era 1963 quando os Vingadores apareceram pela primeira vez em um quadrinho da Marvel. Naquela época, o pagode ainda não existia, mas o samba já fazia barulho, o que já era suficiente para plantar na cabeça de alguém a ideia de misturar células do samba duro com a percussão para criar o pagode baiano.
Mas o que os Vingadores tem a ver com isso? Sessenta e um anos depois, o cantor Márcio Victor se transformou no Nick Furry do pagode, reunindo os maiores nomes da era de ouro do gênero musical para a gravação de Molen-Molen, que recebeu o apelido de “Vingadores do Pagode” pelo público. O hit mostrou um fato importante para a música baiana: o resgate do pagodão das antigas, com a participação de Falcão da Guig Ghetto, Flavinho do Pagod'art, Rubynho, ex-Oz Bambas e Compadre Washington.
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Para muitos, esse momento é a volta dos que não foram, já que o pagode continuou em alta, mesmo com as transformações na música. Mas, apesar de críticas em relação aos novos estilos produzidos pela nova geração, a atual fase é celebrada por todos.
O cantor e compositor Diumbanda, da Companhia do Pagode, comentou com o Bahia Notícias, sobre o retorno do pagodão raiz às ruas e gostos do público. “O movimento [de retorno do pagode] está sendo muito bem aceito pelo público, em todos os lugares, rádio, televisão, tudo que a gente está fazendo. E os shows que a gente está conseguindo fazer, a aceitação é ímpar”, afirmou.

Foto: Bianca Andrade / Bahia Notícias
Parte da primeira geração do pagode, nascida junto ao Gera Samba, Diumbanda defendeu que a swingueira ‘deveria ganhar mais espaço’, porém com uma mudança na letra. “Não tenho nada contra os outros artistas. É um swing gostoso, só tem que mudar as letras. O problema todo só está nas letras, mas é uma swingueira que deveria ganhar mais espaço”.
No ano em que o Axé Music completa quatro décadas, a Companhia do Pagode se sente contemplada no movimento. “A gente é um dos pioneiros, né? A gente fazia ensaio num clube chamado Cruz Vermelha, na década de 1980. E de lá pra cá, quando a gente despontou, a gente fez um disco, um vinil, que a coisa se consolidou e a gente se contemplou também”, completou.
Falcão, vocalista do Guig Guettho, concorda com o pagode estar inserido no movimento do Axé Music. Completando 20 anos com o grupo em ativa, Falcão contou ao Bahia Notícias sobre a importância desse marco. “A gente está na metade do Axé, participando e colaborando com o povo dessa musicalidade do lado do Carnaval da Bahia e esse ano vai ser muito especial porque realmente é uma data que tem que ser comemorada”, defendeu.
“Todo ano a gente tá nessa batalha, nessa correria, rodando todo o Brasil, levando a música da Bahia para que as pessoas curtam, dancem”, completou. Parte dos Vingadores formado por Márcio Victor, a Guig Ghetto surgiu em um verão dos anos 2000 e embalou diversos outros verões ao longo de sua história.
Apesar de representar a antiga geração, o cantor deixou claro não ter preconceitos com os novos estilos surgidos no gênero musical. “Eu creio que tudo é fruto do meio. O Naipe surgiu de uma necessidade de um povo, de um lugar, o nosso pagode também”, esclareceu.

Foto: Bianca Andrade / Bahia Notícias
“Eu toco um pouco antes, a Guig tem um pouco mais de 20 anos, mas eu toco desde antes da Guig e a gente percebe que a mudança é social. Então assim, as letras, a linguagem da Guig é uma só, a gente tem uma forma de fazer, mas sem nenhum preconceito com quem faz outro tipo de pagode. Tudo isso é cultural”, concluiu.
CARNAVAL DO GUIG GHETO
Presente no Carnaval de Salvador, Guig Ghetto levará para a festa o tema "Guig 20 Axé 40", revisitando a energia que marcou a origem do movimento. No final do ano passado, o grupo gravou o audiovisual comemorativo com participações especiais de Márcio Victor e Flavinho, do Pagod’art.
- 23/02 - Salvador - BA (Furdunço)
- 27/02 - Salvador - BA (Trio Campo Grande)
- 28/02 - Salvador - BA (Paripe)
- 01/03 - Salvador - BA (Trio Campo Grande)
- 01/03 - Salvador - BA (Palco Liberdade)
- 03/03 - Salvador - BA (Palco Itapoan)
- 03/03 - Salvador - BA (Palco Boca do Rio)
- 03/03 - Salvador - BA (Trio Barra-Ondina)
- 04/03 - Salvador - BA (Trio Campo Grande)
- 04/03 - Salvador - BA (Trio Barra-Ondina)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Kiki Bispo
"A gente pede que a oposição tenha responsabilidade com os fatos, até porque me causa estranheza a questão da competência. A Câmara não tem competência para acompanhar um fato desse episódio".
Disse o vereador e líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União), disse não ter “clima” para a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal de Salvador (CMS) após ações do Ministério Público contra o vereador George Gordinho da Favela (PP).