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commanche
O bloco Commanche do Pelô cancelou a Caminhada da Paz que realizaria na tarde desta terça-feira (17), no circuito Osmar, no Campo Grande. A atividade, que marcaria o último dia oficial do Carnaval, teria como proposta levar ancestralidade ao circuito, incentivar a cultura e celebrar a união entre os povos.
A caminhada seria animada por Jorginho Commancheiro, pelo cantor Edu Casanova e convidados, mas acabou inviabilizada pela dificuldade de contratação de um trio elétrico. De acordo com a agremiação, foram feitas diversas tentativas para viabilizar a estrutura necessária ao desfile.
“Foi uma luta para conseguir um trio. Há dez anos criamos esse projeto com o objetivo de levar nossa mensagem ao circuito oficial. Diante das dificuldades, logo após a folia momesca vamos iniciar as tratativas para 2027”, afirmou Jorginho Commancheiro, presidente do bloco.
Com 52 anos de história e resistência, o Commanche do Pelô é o segundo bloco de índios mais antigo em atividade no Carnaval de Salvador, atrás apenas do Apaxes do Tororó, fundado em 1968. Neste ano, a agremiação desfilou no domingo e na segunda-feira, dias 15 e 16, com o tema “Catarina Paraguaçu: Mulheres Pretas Indígenas Commancheiras”, levando ao circuito alas com fantasias, alegorias, rostos pintados e cocares.
Contemplado pelo Edital Ouro Negro, o bloco desenvolve atividades que vão além do período carnavalesco. “O apoio institucional é fundamental. Nosso bloco infantil, formado por filhos e netos, está completando 12 anos. É essa geração que vai dar continuidade à nossa história e manter viva a nossa cultura”, acrescentou o presidente.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luciano Sandes
"De início, informa que recebeu com surpresa a operação realizada na data de ontem, que o incluiu como um dos alvos. Apesar disso, mantém serenidade e a confiança de que, ao final das apurações, todos os fatos serão esclarecidos e que sua inocência restará demonstrada".
Disse o ex-secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, se pronunciou pela primeira vez após ser alvo da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA).