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A Federação Norueguesa de Futebol anunciou que apresentará uma denúncia ao Comitê de Ética da Fifa contra a decisão que anulou a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23) pela presidente da entidade, Lisa Klaveness.
Em entrevista ao jornal britânico The Times, Klaveness criticou a mudança na punição aplicada ao jogador e afirmou que o episódio representa um risco à credibilidade do futebol.
"Quando uma regra como essa é contornada, entra-se em uma espiral perigosa que coloca todo o futebol em risco. Questionar suas regras fundamentais constitui uma ameaça a este esporte", declarou.
A dirigente também questionou a condução do processo e apontou possível influência externa na decisão. "Em primeiro lugar, isso nunca deveria ter acontecido. Agora é essencial ter uma comunicação honesta a respeito. Todos sabemos que este veredito foi influenciado por forças externas e que não seguiu o procedimento adequado”, pontuou.
Klaveness ainda defendeu que a Fifa reconheça o erro. "Precisamos que o dirigente da Fifa reconheça que se trata de um erro”, acrescentou.
Segundo a presidente da federação norueguesa, houve falta de transparência por parte da entidade máxima do futebol, especialmente pela ausência da divulgação integral da decisão que justificou a revisão da punição. Ela afirmou estar "decepcionada, mas não necessariamente surpresa" com a postura adotada pela Fifa.
Balogun havia sido expulso no duelo contra a Bósnia e Herzegovina, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Inicialmente suspenso, o atacante teve a punição convertida pelo Comitê Disciplinar da Fifa para "uma suspensão de um jogo com um período probatório de um ano", o que permitiu sua participação na partida seguinte.
A revisão ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitar ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma reavaliação do cartão vermelho aplicado ao jogador. Na ocasião, Infantino declarou que os órgãos responsáveis pelas decisões disciplinares da entidade atuavam de forma independente.
Mesmo com Balogun em campo, os Estados Unidos foram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e acabaram eliminados da competição.
A organização de direitos humanos Fair Square apresentará uma denúncia à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino. A entidade alega que o dirigente cometeu "violações recorrentes da neutralidade política", citando sua proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com a Fair Square, Infantino, que também integra o COI, assumiu o compromisso de atuar de forma independente de interesses comerciais e políticos, conforme determina a Carta Olímpica. A ONG sustenta que esse compromisso foi comprometido pela relação do dirigente com Trump.
Entre os episódios mencionados está a participação de Infantino, em fevereiro, no chamado "Conselho da Paz" promovido por Trump. Na ocasião, o presidente da FIFA apareceu usando um boné com as inscrições "USA" e "45-47", em referência aos dois mandatos presidenciais do líder norte-americano.
Questionada sobre o tema na terça-feira (7), a presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que ainda não houve registro formal da reclamação na Comissão de Ética. A dirigente respondeu ao ser perguntada sobre o assunto durante entrevista em que também comentou o "caso Balogun", envolvendo a revogação da suspensão do jogador dos Estados Unidos antes da partida contra a Bélgica, pelas oitavas de final.
"Que eu saiba, o Comitê de Ética não recebeu nenhuma reclamação sobre esse assunto. Obviamente, se recebesse uma, analisaria o caso", disse.
O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) acusou o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de estar por trás da sua cassação pelo Conselho de Ética. O mandato do deputado foi cassado por 13 votos a 5 na começo da noite desta quarta-feira (9).
Segundo o deputado, todo o processo de cassação trata-se de uma vingança de Arthur Lira, por ele ter denunciado no Supremo Tribunal Federal as chamadas "emendas de líder" de mais de R$ 4 bilhões, que seria um novo formato de orçamento secreto. A denúncia feita por Glauber levou o ministro Flávio Dino a suspender o pagamento das emendas no final do ano passado.
"Denunciamos de maneira insistente o orçamento secreto. Foram 21 ou 22 vezes que eu subi à tribuna para falar sobre isso”, destacou Glauber Braga.
Glauber disse que o atual presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB) cedeu à pressão de Lira, e retardou o início da ordem do dia no plenário para que não fosse interrompida a sessão do Conselho de Ética até que se desse a votação do parecer do deputado Paulo Magalhães (PSD-BA).
Na entrevista, o deputado disse também não se arrepender de ter colocado para fora da Câmara, a pontapés, um membro do Movimento Brasil Livre (MBL). Foi essa atitude que o levou ao Conselho de Ética.
"Não me arrependo porque como que eu me sentiria se não tivesse defendido a honra da minha mãe em vida. Ela faleceu alguns dias depois. Agora, ao mesmo tempo, essa foi a desculpa que eles utilizaram para dar prosseguimento a esse processo. Mas se não fosse isso, utilizariam outra e dariam manutenção a essa máquina de provocação", disse Braga.
Por fim, o deputado do Psol afirmou que não sairá mais do prédio da Câmara dos Deputados até o fim do processo. Glauber também anunciou que fará greve de fome e irá "até as últimas consequências".
"Hoje já iniciei, estou o dia inteiro em jejum. Tomei sim a decisão de usar a tática mais radical que o militante político pode fazê-lo”, afirmou.
Ainda cabe recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, se a cassação avançar no colegiado, caberá ao plenário da Câmara dos Deputados decidir pela perda de mandato.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Angelo Coronel
"Não tenho presidente de estimação".
Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.