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comissoes de heteroidentificacao
Com a finalidade de instruir sobre políticas afirmativas, a Secretaria Municipal de Gestão (Semge) realiza a formação de membros para atuar em Comissões de Heteroidentificação de concursos públicos e processos seletivos da Prefeitura.
A Semge busca reforçar o conhecimento e identificação das características fenotípicas relacionadas a candidatos negros nos certames.
A formação está sendo ofertada para 120 colaboradores, entre servidores e empregados públicos que atuam nos núcleos internos do Comitê do Programa de Combate ao Racismo Institucional (PCRI) , além de membros do Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN).
Dentre os temas trabalhados na iniciativa, que tem carga horária prevista de nove horas, estão a fundamentação legal para as cotas raciais e composição das Comissões de Heteroidentificação, aspectos históricos e conceituais relacionados às cotas raciais e as etapas que envolvem as participações nas comissões.
"Com a formação, trabalhamos os parâmetros que devem ser seguidos de forma a dar lisura aos concursos e processos seletivos realizados pela Prefeitura, mas, sobretudo, garantir que a reparação histórica seja efetivada no serviço público municipal", destacou o titular da Semge, Rodrigo Alves.
A formação ocorre em parceria com a Secretaria da Reparação (Semur) e o Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN). A secretária da Semur, Ivete Sacramento, destacou a importância do trabalho da comissão.
“Vocês vão ter uma missão árdua nas próximas comissões e terão que ser ainda mais valentes do que nos outros tempos. Não ter medo de afirmar quando o candidato não for negro e quiser ter acesso as cotas. Precisamos empretecer a Prefeitura porque nós temos 82% da população negra na capital”, finalizou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Tânia Scofield
"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".
Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".