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A Comissão de Financiamentos Externos do Governo Federal (Cofiex), ligada à Secretaria de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do Ministério do Planejamento e Orçamento, em reunião nesta quinta-feira (27), aprovou três projetos de financiamento solicitados pelo Governo da Bahia junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e à Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que totalizam recursos da ordem de U$ 413 milhões de dólares.
Pensando em ampliar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde na rede de atenção, através do fortalecimento da atenção básica e da descentralização e regionalização das ações de média e alta complexidade, a Bahia solicitou ao BID financiamento no valor de U$ 150 milhões. O recurso será para o Programa de Fortalecimento do SUS na Bahia – PROSUS II, dando continuidade ao PROSUS I, concluído em 2022.
O segundo projeto aprovado visa o desenvolvimento sustentável da Mata Atlântica da Bahia, por meio da proteção da base de recursos naturais, do crescimento ambientalmente sustentável e diversificado da produção do meio rural, da elevação da renda e da ampliação do acesso a serviços essenciais como a infraestrutura de recursos hídricos e o saneamento rural. Denominado Parceiros da Mata, o projeto, cuja execução ficará a cargo da CAR – Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional, atenderá 61 municípios de três Territórios de Identidade: Baixo Sul, Litoral Sul e Vale do Jiquiriça, beneficiando aproximadamente 100 mil famílias. O financiamento será de U$ 118 milhões, sendo U$ 100 milhões do BID e U$ 18 milhões do FIDA.
A terceira proposta de financiamento no valor de U$ 145 milhões, aprovada pela Comissão de Financiamentos Externos do Governo Federal, corresponde ao Programa Integrado de Saneamento e Recursos Hídricos e seus Impactos na Saúde da população do Estado da Bahia, que será coordenado pela Seplan com a execução compartilhada pelo Inema – Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e a Cerb – Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia. O objetivo do programa é promover o desenvolvimento social, ampliando o acesso à água em quantidade e qualidade e as ações para melhoria da saúde pública.
Para a superintendente de Cooperação Técnica e Financeira para o Desenvolvimento da Secretaria do Planejamento, Luiza Amélia Mello, essa é uma etapa muito importante do processo de contratação dos financiamentos para os três projetos.
“A Cofiex analisa tecnicamente a proposta de financiamento, atribuindo notas aos projetos, a partir das áreas estratégicas, seus impactos e a documentação apresentada, que é similar a um anteprojeto, onde a gestão estadual indica os objetivos, componentes, indicadores, abrangência, executores, orçamento, entre outras informações. Os próximos passos para a contratação dos financiamentos envolvem a participação da Secretaria do Tesouro Nacional, da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e a aprovação pelo Senado Federal”, explicou a superintendente.
O secretário de Planejamento da Bahia, Cláudio Peixoto, destacou a parceria estabelecida com a Secretaria da Fazenda para a ampliação dos investimentos. “O ambiente de diálogo e cooperação estabelecido pelo governador Jerônimo Rodrigues com o Governo Federal, a partir da posse do presidente Lula, somado à gestão fiscal de excelência, que combina equilíbrio nas contas com capacidade de pagamento, nos coloca como parceiros prioritários dos organismos e fundos internacionais. Ficamos ainda mais felizes, porque o Programa Integrado de Saneamento e Saúde, coordenado pela Seplan, foi o que recebeu a maior nota de avaliação entre todos os apresentados pelos estados”, afirmou Peixoto.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Rui Costa
"Há uma regra definida, inclusive por decisão do plenário do STF, que estabelece o volume de emendas e como esse montante pode crescer. Tudo o que estiver fora do pactuado não será executado. A forma de não execução está em discussão: se será veto, bloqueio de recursos ou remanejamento, mas não será executado além do combinado, que é o que está previsto legalmente. Algo em torno de R$ 11 bilhões está acima do limite legal e do pactuado".
Disse o ministro da Casa Civil, Rui Costa ao afirmar que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda formas de barrar cerca de R$ 11 bilhões reservados pelo Congresso para o pagamento de emendas parlamentares no Orçamento de 2026.