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A mortalidade materna é aquela que ocorre durante a gravidez, o parto ou até 42 dias após o parto. No Brasil, segundo o Observatório Obstétrico Brasileiro, foram 8.587 óbitos maternos registrados oficialmente entre os anos de 2016 e 2020. O atraso no reconhecimento de condições modificáveis, na chegada ao serviço de saúde e no tratamento adequado estão entre as principais causas, de acordo com o Ministério da Saúde.
Para sensibilizar profissionais e usuárias da Maternidade Climério de Oliveira (MCO-UFBA), da Rede Ebserh em Salvador, sobre o tema, a instituição realizará uma Exposição Dialogada sobre Mortalidade Materna nesta terça-feira (30). O evento é online e alusivo ao Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna (28 de maio).
A programação tem o objetivo de alertar sobre a importância de debater o tema e promover políticas públicas de assistência e acolhimento que garantam o bem-estar materno e fetal. Segundo a obstetra e presidente da Comissão Hospitalar de Mortalidade Materna (CHMM) da MCO-UFBA/Ebserh, Márcia Maria Pedreira da Silveira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que de 88% a 98% das mortes maternas poderiam ser evitadas com o acesso oportuno às intervenções de emergência obstétrica vigentes.
Ela explica que isso envolve vários determinantes, desde aqueles considerados primários, como assistência básica e respeito à constituição, até os terciários, onde existe assistência especializada e tecnologia avançada. “Uma rede de assistência bem estruturada, que contemple um planejamento reprodutivo, acompanhamento de qualidade durante o pré-natal e assistência ao parto com identificação dos fatores de risco e intervenção em tempo hábil, promoverá uma diminuição das complicações durante o ciclo gravídico puerperal e, consequentemente, da mortalidade materna”, afirmou.
Ainda segundo a médica, é necessária a adoção de medidas mais amplas para melhoria da situação socioeconômica das mulheres e medidas internas do setor saúde, como organização do sistema de referência para atendimento às emergências obstétricas, assim como qualificação dos profissionais que prestam essa assistência e garantia de um parto seguro.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), juntamente com outras agências e parceiros das Nações Unidas, lançou, em março deste ano, a campanha “Zero Mortes Maternas. Prevenir o Evitável” para incentivar os países da América Latina e do Caribe a reduzir a mortalidade materna, que aumentou em 15% entre 2016 e 2020.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).