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Nesta quinta-feira (13), a Universidade Senai Cimatec deu início às celebrações do seu primeiro ano de credenciamento, apresentando dois lançamentos acadêmicos de grande relevância para a indústria e a sociedade: o Instituto de Estudos Avançados e a Business School Cimatec, a mais nova instituição de ensino de negócios da Bahia.
O objetivo da Business School é proporcionar uma formação alinhada com as necessidades contemporâneas de transformação digital, inovação e nova economia, capacitando líderes para agir de forma estratégica em contextos cada vez mais intrincados.
O evento foi marcado pela presença de autoridades como Marcius de Almeida Gomes, secretário da Secti; Carlos Henrique Passos, presidente da Fieb; Ezequiel Westphal, superintendente de Educação Profissional e Tecnológica da SEC; Luciano Giudice, superintendente de Atração de Investimentos e Fomento da SDE, e Leone Andrade, reitor da Universidade Senai Cimatec. Pesquisadores, professores, coordenadores e estudantes também marcaram presença, reforçando o caráter integrado do ecossistema acadêmico e tecnológico da instituição.
Para abrir oficialmente as atividades da nova escola, foi realizado o painel "Liderança Estratégica em Tempos de Transformação e o Papel da Business School", com a participação de Guilherme Martins, presidente do Insper; Miguel Settas, CEO da Motiva; Marcos Machado, CEO da Rede Bahia; e mediação de Vijay Gosula, sócio sênior da McKinsey & Company. O debate abordou os desafios atuais da formação executiva e o papel das instituições de ensino na construção de modelos de gestão mais inovadores e sustentáveis.
Com a criação da Business School, a Universidade Senai Cimatec amplia seu portfólio de formação executiva e passa a oferecer os cursos de graduação em Administração e Economia, totalmente integrados ao ecossistema de inovação do Senai Cimatec. As novas graduações seguem o mesmo padrão de excelência que caracteriza os cursos de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo, e Ciências de Dados e Inteligência Artificial, além dos reconhecidos programas de pós-graduação e pesquisa premiados nacionalmente com nota máxima no MEC.
Para o reitor Leone Andrade, a nova escola representa um marco para a educação superior na Bahia. "A Business School é mais do que uma escola. É um ecossistema de aprendizagem onde executivos, empreendedores e pesquisadores se unem para criar soluções capazes de transformar organizações, a indústria e a sociedade".
As comemorações seguem nesta sexta-feira (14), com a participação especial de Serge Haroche, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2012, que ministrará a palestra "Conversa com o Nobel".
O empresário Carlos Henrique Passos tomou posse como presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), nesta sexta-feira (17). Substituto de Ricardo Alban, atual presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos foi vice-presidente da FIEB por 9 anos. Agora, ele foi escolhido pelo conselho de representantes da entidade para o cargo em julho deste ano e atuou como presidente em exercício até o último dia 31 de outubro.
Questionado sobre a economia atual, ele reclamou dos impostos. “Uma reforma tributária é mais que necessária para o setor industrial. Nós temos hoje um modelo tributário que é quase pagar imposto sobre imposto”, começou.
Ele argumentou também contra o ICMS, que teve aumento aprovado esta semana, como “não é benéfico para a economia”. “Toda vez que temos um imposto sobre o consumo elevado, você está na perspectiva de tirar recursos da sociedade em favor do estado”, afirmou.
“Se eu tenho uma empresa e eu quero melhorar meu resultado através da elevação de preço, eu preciso saber se o mercado poderá pagar aquele preço. Senão, eu tenho que melhorar minha eficiência interna para ter esse melhor resultado com a mesma receita”, acrescentou.
Segundo a FIEB, um dos objetivos do novo presidente até 2026 é reforçar o papel da federação como indutora de desenvolvimento no estado, além de apoiar a promoção de ações de fortalecimento das cadeias produtivas, constituindo encadeamentos suplementares ou complementares para atender as grandes indústrias.
“Eu acho que [esse novo cargo] significa renovar. Toda vez que você tem um desafio novo, você se renova, busca mais conhecimento. É uma oportunidade de aprender”, disse.
NOVIDADES
Sobre o panorama atual, a opinião do presidente é que a Bahia ainda pode se desenvolver em muitos aspectos. Aumentar os parques eólicos, por exemplo, é uma alternativa. Ele cita também a produção de biocombustíveis; segundo Carlos Henrique, o CIMATEC Sertão já está desenvolvendo a produção de álcool a partir do agave e a Acelen tem demonstrado interesse em outra pesquisa baiana que gera álcool a partir da macaúba,
“A Bahia também vem se fortalecendo em mineração, hoje é o terceiro maior estado em produção mineral. O que precisamos [no futuro] é agregar valor, não só na industrialização dos minérios, mas também na reaproveitação dos resíduos da mineração”, indicou.
Na sua gestão, a perspectiva é aumentar os CIMATEC Sertão, Mar e Digital e a criação do Centro Aeroespacial, dentro da base aérea de Salvador .
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).