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O governo da Venezuela enviou um comunicado oficial a comunidade internacional, neste sábado (03), e denunciou a ação do governo de Donald Trump como uma “gravíssima agressão militar perpetrada pelos Estados Unidos” contra o território e a população venezuelanos.
Em nota, as autoridades do país afirmam que esta seria uma tentativa norte-americana de impor uma guerra colonial com objetivo de se apoderar do petróleo e minerais venezuelanos. As informações são da Agência Brasil.
“Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas”, diz o comunicado.
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O país alega que foram atingidas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. No comunicado, a diplomacia venezuelana garante que apresentará as denúncias ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao secretário-geral da ONU, António Guterres, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e ao Movimento dos Países não Alinhados (MNOAL), exigindo a condenação e a prestação de contas do governo dos Estados Unidos.
A Venezuela informou ainda que, em conformidade com o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, se reserva o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. O texto cita ainda uma convocação para a população. “O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista.”
Sobre o ataque a soberania e controle do petróleo, o governo diz que “não conseguirão”. “Após mais de duzentos anos de independência, o povo e o seu governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o seu destino”, acrescentou.
“A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma ‘mudança de regime’, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores”, diz o governo.
O documento termina com uma citação do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez: “Diante de qualquer circunstância de novas dificuldades, sejam elas quais forem, a resposta de todos e todas as patriotas... é unidade, luta, batalha e vitória”.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, serão julgados em tribunais de justiça dos Estados Unidos. É o que dizem as informações divulgadas pela procuradora-geral estadunidense, Pamela Bondi, neste sábado (3). O casal foi capturado por militares norte-americanos durante uma operação comandada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Em seu pronunciamento, Bondi afirma que ambos foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Maduro foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos.
“Eles em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, escreveu Bondi no X. “Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas bravas Forças Armadas que conduziram a incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”, finalizou Bondi.
Segundo informações da Agência Brasil, o mesmo posicionamento foi reiterado pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, neste sábado (3). Sem mencionar provas da acusação, Rubio diz que “Maduro não é o presidente da Venezuela e seu regime não é o governo legítimo”.
“Maduro não é o presidente da Venezuela e seu regime não é o governo legítimo. Maduro é o chefe do Cartel de los Soles, uma organização narcoterrorista que tomou posse do país. E ele é indiretamente acusado de traficar drogas para os Estados Unidos”, disse Rubio, em seu perfil no antigo Twitter. As acusações contra Cilia Flores não foram detalhadas.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque de "vil e covarde". Padrino pediu ajuda internacional. Bombardeios dos Estados Unidos a barcos nas águas do Caribe ocorreram nos últimos meses.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Maia
"Sim [estive em contato com aliados de ACM Neto]. Conversamos com todo mundo. Colegas deputados federais, temos a disputa dos dias de campanhas, mas depois abrimos o diálogo com todos os partidos. Mas nada foi formalmente dito, pois acredito que minha postura política é de estar ao lado de Jerônimo".
Disse o deputado federal Ricardo Maia (MDB) ao descartar qualquer movimento de migração do seu apoio para a base de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), em 2026.