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cidadania digital
O professor Reginaldo Silva Araújo, do Colégio Estadual do Campo Filinto Justiniano Bastos, em Seabra, foi o vencedor da segunda edição do Prêmio Cidadania digital em Ação. A premiação ocorreu durante o evento principal da 17ª edição do Dia da Internet Segura. Reginaldo foi o 1º classificado, destacando a educação pública baiana.
O professor Reginaldo, mesmo com acesso limitado à internet na escola, desenvolveu diversas atividades com cerca de 100 alunos do 2º e 3º ano do ensino médio, abordando temas como bem-estar online, combate ao racismo, inclusão de pessoas com deficiência, uso seguro da inteligência artificial e educação midiática.
Imagem do professor apresentando o projeto | Foto: Reprodução / Tita Moura
Uma das iniciativas de destaque foi o "Café das Origens", que visava resgatar e valorizar as ancestralidades negras e indígenas dos estudantes. Uma aluna chegou a participar de um concurso estadual de redação e ficou em segundo lugar.
A iniciativa faz parte do projeto gratuito da Disciplina de Cidadania Digital, uma parceria da ONG Safernet Brasil e do Governo do Reino Unido, que visa apoiar escolas públicas na criação de um currículo sobre uso seguro e consciente das tecnologias. Os professores inscritos no projeto têm acesso a planos de aula, curso de formação, atividades de mentoria e podem participar da premiação.
Segundo o professor Reginaldo, o projeto "Games Transformadores" foi outra iniciativa importante, que envolveu grupos étnicos e raciais, visando "fazer com que os nossos estudantes do campo e quilombola pudessem expressar suas potencialidades e combater todos os preconceitos, ter práticas antirracistas e serem valorizados no mundo digital também".
"É uma grande euforia para receber esse prêmio. Eu não estava muito ansiosa, mas depois que percebi estar chegando perto, eu comecei a ficar muito gelada. E é enorme o prazer de estar aqui, de conhecer, de ter essas novas experiências e poder levar esse troféu para a escola e uma medalha para casa", destaca a representante de turma, Poliana Fraga.
O professor Reginaldo Silva Araújo, do Colégio Estadual do Campo Filinto Justiniano Bastos, em Seabra, está entre os finalistas do Prêmio Cidadania Digital em Ação. A premiação, que valoriza iniciativas inovadoras de educação para o uso seguro e consciente da internet, terá seu resultado divulgado no Dia da Internet Segura, em São Paulo.
Reginaldo, que leciona para alunos do 2º e 3º ano do ensino médio, desenvolveu diversas atividades com foco em bem-estar online, combate ao racismo, inclusão de pessoas com deficiência, uso seguro da inteligência artificial e educação midiática.
“Eu cheguei ao caderno de aulas a partir da indicação de minha coordenadora pedagógica, por meio do material da Secretaria de Educação estadual. Nele há a indicação dessa disciplina eletiva. Assim que encontrei, vi que a metodologia, as dinâmicas e as ferramentas poderiam trazer ótimos resultados na sala de aula”, explica Reginaldo Araújo.
Mesmo com acesso limitado à internet na escola, o professor criou o projeto "Café das Origens", que promove o resgate e a valorização das ancestralidades negras e indígenas dos estudantes. Uma aluna chegou a ser premiada em um concurso de redação a partir das atividades desenvolvidas em sala de aula.
A iniciativa do professor Reginaldo o destaca como um educador engajado com a promoção da cidadania digital e capaz de transformar a vida de seus alunos.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) formalizou nesta quinta-feira (12) a implantação da disciplina ‘Cidadania Digital’ em 12 municípios, durante evento realizado no Colégio Estadual José Dantas de Souza, em Heliópolis, como parte do plano de ação ‘Proteção da Criança e Adolescente no Ambiente Digital’, desenvolvido pelo Centro de Apoio Operacional a Criança e Adolescente (Caoca) do MP baiano e gerenciado pelo promotor de Justiça Alison da Silva Andrade.
O ‘Cidadania Digital’ foi implantado nos municípios de Antas, Araci, Banzaê, Cícero Dantas, Euclides da Cunha, Fátima, Governador Mangabeira, Heliópolis, Novo Triunfo, Quinjigue, Ribeira do Pombal e Tucano. Agora, são 13 municípios que contam com a iniciativa em suas escolas, desde que o piloto do ‘Cidadania Digital’ foi realizado em Sobradinho em 2023, impactando 12 unidades escolares, 12 educadores e 744 estudantes.
A formalização da implantação do projeto em Heliópolis ganha mais relevância, em razão do recente episódio de violência em ambiente estudantil ocorrido em outubro deste ano. A disciplina é iniciativa do MP-BA em parceria com a Safernet Brasil e o governo do Reino Unido no âmbito do Programa de Acesso Digital (DAP, na sigla em inglês), como estratégia para apoiar escolas, educadores e estudantes na busca por um currículo que prepare para o uso seguro, responsável, ético e positivo das tecnologias.
O evento contou com a participação, de forma remota, do procurador-geral de Justiça Pedro Maia e dos promotores de Justiça Ana Emanuela Rossi, coordenadora do Caoca e Adriano Marques, que coordena o Centro de Apoio à Educação (Ceduc). O chefe do MP-BA reforçou a importância da iniciativa.
“A proteção das crianças e adolescentes é prioridade máxima na nossa instituição. Temos o dever constitucional de garantir as condições de segurança social para o seu pleno desenvolvimento”, ressaltou. Já o promotor Adriano Marques salientou a transversalidade da atuação. “É fundamental trazer essa abordagem para o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que todas as crianças e adolescentes devem estar na escola”, frisou.
Em Heliópolis, o promotor de Justiça Alison Andrade falou sobre as novas tecnologias e os desafios na defesa da criança e do adolescente no ambiente digital, destacando a importância do projeto para a população baiana.
“Atualmente, percebemos que há muitas pessoas em vivência tecnológica, mas sem saber como se portar em ambiente virtual, e na educação isso impacta tanto professores quanto alunos. Quando se trata em violência sendo praticada de forma online é preciso entender que o combate não pode ser feito apenas por repressão, mas pelo letramento do uso adequado da tecnologia”, ressaltou.
O gerente explicou ainda sobre o desenvolvimento do projeto. “Ele foi pensado inicialmente para três municípios. Temos hoje 13, pois ao longo do tempo percebemos a necessidade de ampliar esse número para que os professores tivessem uma rede maior de apoio e troca de experiências”, afirmou o promotor.
Já a promotora de Justiça Ana Emanuela Rossi pontuou como a iniciativa garante a proteção de direitos de crianças e adolescentes em ambiente virtual. “A proposta é garantir o conhecimento necessário para proteger crianças e adolescentes, fomentando o uso seguro e responsável das tecnologias. Buscamos reforçar o desenvolvimento da cidadania também em ambiente digital, justificando que nessa esfera também existem direitos a serem garantidos e deveres a serem cumpridos. Dessa forma, evita-se por exemplo o cyberbullying e que crianças e adolescentes possam ter acesso a conteúdos indevidos e contato com pessoas inapropriadas. Além disso, reforça-se o letramento digital, criando mecanismos de defesa para os demais riscos decorrentes da exposição da imagem do público infantojuvenil”, disse.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.