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Dois meses e meio depois de ter se reunido para eleger o senador Jayme Campos como seu presidente, o Conselho de Ética do Senado voltou a realizar sessão, nesta quarta-feira (14), e os membros do colegiado decidiram abrir procedimentos disciplinares contra cinco senadores. Serão investigados pelo Conselhos os senadores Chico Rodrigues (PSB-RR), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Jorge Kajuru (PSB-GO), Cid Gomes (PDT-CE) e Randolfe Rodrigues (Sem partido-AP). Na mesma reunião, foram arquivadas representações contra os senadores Davi Alcolumbre, Jayme Campos, Flavio Bolsonaro, Humberto Costa, Damares Alves, além do ex-senador Paulo Rocha.
O processo contra o senador Chico Rodrigues será relatado por Renan Calheiros (MDB-AL). Rodrigues foi flagrado com dinheiro na cueca durante uma operação da Polícia Federal, em 2020, na cidade de Boa Vista (RR). A operação apurou um esquema de desvio de recursos públicos para o combate ao coronavírus no Estado de Roraima. Já o senador Styvenson Valentim será julgado no Conselho por “ironizar” incidente ocorrido em 2021 com a então deputada federal Joice Hasselmann (PSDB-SP). Na época, a deputada publicou vídeo nas redes sociais e alegou ter acordado com marcas de sangue no chão e sofrido agressões. O senador Dr. Hiran (PP-RR) será o relator desse processo.
Contra o senador Jorge Kajuru foram abertos dois procedimentos disciplinares. O primeiro deles foi movido pelo senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ), que acusa o senador por Goiás de divulgar gravação com o então presidente Jair Bolsonaro, em 2021, na qual ele critica a decisão do STF que permitiu a instalação da CPI da Covid e xinga o senador Randolfe Rodrigues. A senadora Zenaide Maia (PSB-RN) foi sorteada para relatar esse processo. O segundo procedimento, que será relatado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), envolve acusações de que Kajuru teria divulgado informações falsas sobre parlamentares do Estado de Goiás.
Já o senador Randolfe Rodrigues será alvo de processo apresentado em 2021 pelo então deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), hoje preso no Rio de Janeiro. Randolfe foi acusado por Silveira de “atentar contra a instituição Presidência da República”, por ter concedido entrevistas nas quais afirmou que o então presidente Jair Bolsonaro seria “ladrão de vacina” e do “dinheiro do povo”. No sorteio, o senador Omar Aziz (PSD-AM) foi escolhido para relatar o caso.
Por último, foi aberto procedimento administrativo contra o senador Cid Gomes, a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). O relator desse caso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), vai avaliar a denúncia de que Cid Gomes teria comparado o deputado Arthur Lira com o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Cid disse publicamente, em 2019, que Lira seria “uma pessoa com prática toda voltada para chantagem”, e agora terá que responder no Conselho sobre essa declaração.
O dado curioso é que entre os cinco senadores que são alvo de processo disciplinar, dois deles são membros eleitos para compor o Conselho de Ética: Jorge Kajuru e Randolfe Rodrigues.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.