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Artigos

Nelson Cadena
O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos
Foto: Acervo pessoal

O Ruidoso Silêncio no Centenário de Ariovaldo Matos

Transcorre, segunda feira (24/08) em silêncio — um ruidoso silêncio, um barulhento silêncio, um estrepitoso silêncio — o centenário de nascimento do jornalista, escritor, dramaturgo, publicitário__ foi redator da Publivendas__ e militante político Ariovaldo Matos.

Multimídia

Delliana Ricelli chama aprovação automática nas escolas da Bahia de “uma das coisas mais odiosas”

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Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

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Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

charutos

Projeto para charutos do Recôncavo entra em fase final para conseguir certificação
Foto: Divulgação

O processo de reconhecimento do Tabaco Mata Fina e dos Charutos Artesanais do Recôncavo Baiano como Denominações de Origem (DO) avançou para a fase final antes do protocolo do pedido ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

 

Nesta semana, produtores, empresários e representantes da cadeia produtiva conheceram os signos, identidade institucional que identificará os produtos certificados após a concessão do registro. A apresentação ocorreu no Palacete Tira-Chapéu, em Salvador.

 

Foto: Divulgação

 

O fato marca o início da etapa final do projeto desenvolvido pela Associação dos Produtores de Charutos Artesanais do Brasil (Apcab), em parceria com a consultoria Inovates. Nos próximos meses, será concluída a documentação técnica que embasará o pedido de reconhecimento ao INPI.

 

Segundo os organizadores, os signos representam mais do que uma identidade visual. Eles simbolizam o reconhecimento da relação entre o território do Recôncavo Baiano, as características naturais, o conhecimento acumulado por gerações de produtores e a qualidade do Tabaco Mata Fina e dos charutos artesanais produzidos na região.

 

"Estamos construindo um reconhecimento que pertence ao território e às pessoas que preservaram essa tradição ao longo de gerações. A Denominação de Origem representa proteção, valorização e novas oportunidades para toda a cadeia produtiva dos charutos e do tabaco do Recôncavo Baiano", declarou o presidente da Apcab, Lorenzo Orsi. 

 

Criada em 2023, a associação reúne os quatro principais fabricantes brasileiros de charutos premium produzidos manualmente, responsáveis por cerca de 85% da produção nacional do segmento. Além de Lorenzo Orsi, integram a diretoria o vice-presidente José Henrique Barreto, presidente da Menendez Amerino, e José Antônio Martins Monteiro, fundador da JAMM Cigar.

 

De acordo com a entidade, a Denominação de Origem é um dos mais importantes instrumentos de certificação da procedência e da qualidade de um produto. O reconhecimento protege juridicamente o nome da região produtora, agrega valor à produção, fortalece a identidade territorial e amplia a competitividade nos mercados nacional e internacional.

 

Para o diretor da Apcab, José Antônio Martins Monteiro, a certificação também contribui para a preservação da tradição regional.

 

"O reconhecimento preserva um patrimônio construído por muitas gerações. Estamos falando de uma atividade que faz parte da identidade do Recôncavo Baiano e que agora ganha instrumentos para ser protegida e valorizada dentro e fora do Brasil", afirmou o diretor.

 

Segundo a equipe técnica da Inovates, o projeto concentra agora esforços na conclusão dos estudos exigidos pelo Inpi. Entre os documentos estão a delimitação oficial da área geográfica, a caracterização dos fatores naturais e humanos que diferenciam a produção regional, além da definição dos mecanismos de rastreabilidade, controle e qualidade que regulamentarão o uso das futuras Denominações de Origem.

 

PATRIMÔNIO

O cultivo do Tabaco Mata Fina e a fabricação artesanal de charutos fazem parte da história do Recôncavo baiano há mais de 200 anos. Municípios como Cruz das Almas, Cachoeira, São Félix, Muritiba, Governador Mangabeira e Conceição da Feira concentram uma tradição reconhecida pela qualidade das folhas de tabaco e pela formação de mestres charuteiros, responsáveis por manter vivo um conhecimento transmitido entre gerações.

 

Além da relevância econômica, a atividade é considerada um patrimônio cultural da Bahia, reunindo história, técnicas artesanais, identidade regional e um modo de produção diretamente ligado ao território.

 

Quando o registro for concedido pelo Inpi, apenas os produtos fabricados dentro da área delimitada e em conformidade com as normas técnicas poderão utilizar o selo de Denominação de Origem. 

Fabricação e consumo de charutos crescem na Bahia com novo perfil de público; saiba mais
Foto: Reprodução Wikimedia Commons / Carta Capital

Produto clássico, considerado de luxo e de uso de um público de ascensão social e financeira, o charuto passou por transformações nos últimos anos. Isso porque, o rolo de folhas de tabaco seco, enroladas para serem fumadas, passou a ter mais consumidores e até entusiastas da prática, na Bahia e em todo o Brasil. 

 

No estado, o produto é tema de discussões mais amplas, já que faz parte da cadeia econômica e do setor industrial. A região do Recôncavo, por exemplo, é uma marca da fabricação e exportação desses itens para todo o país e até todo o mundo. A empresa Menendez Amerino & Cia Ltda - Charutos Premium, localizada na cidade de São Gonçalo dos Campos, se tornou referência desses itens. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a representante comercial da entidade, Carla Almeida, revelou que o território baiano é considerado um dos principais exportadores de tabaco utilizados em charutos e em outros produtos, por conta de sua abrangência. 

 

“A fabricação do fumo para charuto se divide entre Bahia e um pouco de Alagoas. É onde está concentrado, especialmente na Bahia, principalmente na região do Recôncavo, que é onde tem o famoso Mata Fina, um dos fumos mais apreciados do mundo. A Bahia, se configura como o maior exportador de tabaco a nível mundial pela abrangência de países. Hoje, em torno de 105 países ao redor do mundo usam o tabaco baiano na composição dos seus charutos”, disse. 

 

Segundo Carla, foi constatado um crescimento no número de produção de charutos, em especial no estado e também de fábricas. 

 

“Houve sim um aumento na produção de charuto no Brasil. Esse crescimento foi impulsionado pela pandemia. Atualmente o mercado brasileiro consome em média 15 milhões de unidades por ano. Nesses números estou abrangendo para os charutos mecanizados e artesanais, e também cigarrilhas. Deste número, 3 milhões mais ou menos disso aí, vamos dizer aí uns 20% são charutos premium que são os charutos artesanais enrolados lá pela pessoa humana, é de consumo de charuto nacional. Em torno de 70% desses 14 milhões são consumidos entre 13 e 15 marcas de charuto nacional hoje.

 

MUDANÇA DE PÚBLICO E PERFIL
Outra constatação observada por produtores e marcas de charutos é acerca dos novos consumidores. Sendo utilizado em maior parte por pessoas mais velhas anteriormente, e pelo público considerado “elitizado”, o produto passou a ser requisitado pelos mais jovens, incluindo as mulheres, conforme explicou Carla. 

 

“Públicos novos seriam as mulheres e os jovens. Dentre os jovens têm crescido muito a quantidade que tem hoje uma renda per capita mais alta, impulsionado por muitos fatores, a exemplo das novas profissões que vem surgindo que permitem ganhos muito altos. Então eles acabam buscando produtos de luxo e o charuto está aí entre um dos primeiros”, contou. 

 

A representante disse que a chegada do novo grupo ao mercado está associada com a busca pela experiência proporcionada pelos charutos. 

 

“Tem este mercado crescente que busca o prazer sensorial hoje. O consumidor, de uma maneira geral, busca mais experiência do que produto, quer seja quando ele vai consumir um vinho ou quando ele vai buscar alguma coisa de alimento ligada à gastronomia, quer seja em qualquer outro produto que ele vai buscar e falando em tabaco, a gente só tem um charuto. Porque apesar do cigarro também ser feito de tabaco, é de um tipo de tabaco diferente e todo o processo é diferente”, comentou. 

 

Outro ponto é sobre a popularização dos itens. De acordo com Almeida, somente os charutos mais refinados que ainda são procurados pela classe A. No entanto, os outros tipos de charutos passaram a ser de diferentes classes. 

 

“Os charutos premium sim, os que são só os artesanais, feitos à mão e eles envolvem aí também o mercado importador. Então, sim, o maior público consumidor ainda é o público que tem o maior poder aquisitivo. Mas houve também uma enorme popularização onde muitas fábricas buscaram fazer linhas mais populares. Atualmente tem charuto para todo bolso e todo paladar. É possível investir R$ 40 e comprar um charuto de qualidade, um puro Mata Fina, você encontra. Mas se você quiser investir R$ 4.000 também é possível”, considerou. 

 

CHARUTOS NA SAÚDE
Mesmo tendo um tipo de nicotina diferente da encontrada no cigarro, o charuto pode também ser prejudicial à saúde. Durante entrevista ao BN, o pneumologista e Diretor de Assuntos de Saúde Pública da Associação Bahiana de Medicina (ABM), Guilhardo Fontes, apontou que mesmo a substância não sendo tragada, é absorvida pela mucosa oral e se espalhando pela corrente circulatória. 

 

“O charuto como todo uso de nicotina é prejudicial. Agora o charuto tem uma condição especial que ele traz, que é câncer de boca e de vias aéreas superiores, laringe, traqueia, mas pode dar de pulmão e de outros lugares também, assim como o cigarro”, informou. 

 

O especialista alertou e chamou atenção também acerca das doenças que podem ser causadas em decorrência do uso da mercadoria. 

 

“Aquela fumaça inalada vai para o pulmão e pode trazer problemas, não apenas de língua, ou na boca, mas também na laringe, na traqueia, no pulmão e outros cânceres, inclusive, de bexiga. Então, o charuto, assim como o cigarro tradicional e o cigarro eletrônico, todos eles trazem consequências extremamente graves e estão relacionados a 50 doenças que são intimamente relacionadas”, concluiu. 

Com evento no The Latvian, Mondo Tabaco lança primeira linha de charutos da JAMM Cigar
Fotos: Divulgação

A noite de quinta-feira (11) foi marcada pelo evento de lançamento da primeira linha de charutos da marca baiana JAMM Cigar. O evento aconteceu no bar The Latvian, na Bahia Marina, em Salvador. O empresário José Antônio Martins Monteiro reuniu convidados para prestigiar o momento, entre os vários nomes estavam Licia Fabio, Washington Araujo, Ricardo Chaves e Pedro Dorna. Além deles, o chef Bruthus, também marcou presença.

 

 

A JAMM Cigar recebeu esse nome em homenagem a Joaquim Alfredo Mesquita Moreira, que é amigo do fundador e foi o responsável por apresentar José ao mundo dos charutos. A marca baiana estreia com um portfólio de cinco charutos: Super Premium (Long Filler), Robusto Premium (Long Filler), Petit Lonsdale (Long Filler), Short Filler (Short Filler) e Small Cigar (Short Filler).

 

 

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Salvador é palco da 2° edição do evento 'Cigar Baía de Todos os Santos'
Foto: Divulgação

No dia 08 de dezembro acontece a 2° edição do “Cigar Baía de Todos os Santos”. O evento será no Restaurante Pereira, a partir das 17h, na Barra. Os ingressos já estão disponíveis, com venda limitada no site donemmanuel.com.

 

O objetivo do evento é reunir amantes e admiradores de charutos em torno de experiências e harmonizações com produtos. A edição conta com a presença do Master Cigar Sommelier, Don Emmanuel.

 

Um dos destaques do encontro será o charuto "Guekha Cellar Reserve 15 anos Hedonism", importado pela Reality Cigars, considerado o "Rolls-Royce" dos charutos, em uma versão com folhas que foram envelhecidas por 15 anos.

 

 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Começou a festa da democracia! Mas parece que tem gente que tá economizando até no cento de salgados. Mas entre quem chora pitanga e quem ostenta nas redes, podemos esperar de tudo até outubro. Só confesso que não esperava Cunha procurando sarna pra se coçar. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Angelo Coronel

Angelo Coronel
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

"Não tenho presidente de estimação". 

 

Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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