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cerrado baiano
A 12ª edição da Operação Safra encerrou as atividades no Cerrado baiano com ações em 11 municípios da região Oeste da Bahia.
A iniciativa é promovida há 12 anos pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com apoio do Governo do Estado e coordenação da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
Nesta quarta-feira (6), em reunião na sede da Aiba, foi divulgado que a operação contabilizou mais de 15 mil abordagens ao longo da edição 2025/26. De acordo com o relatório, foram abordados quase 3,6 veículos de quatro rodas, com um automóvel apreendido, além de 2,3 mil veículos de duas rodas, dos quais quatro foram apreendidos.

Foto: Divulgação / Aiba
Também foram realizadas 8,7 mil visitas a propriedades rurais. Ainda conforme os números divulgados, a operação resultou na prisão de uma pessoa, no encaminhamento de outras duas à delegacia, além da apreensão de oito armas de fogo. Também houve registros de prisões em flagrante, apreensão de drogas e armamentos.
A Operação Safra foi realizada durante seis meses, entre 1º de outubro de 2025 e 31 de março deste ano, período em que o efetivo policial foi reforçado para atuação em áreas urbanas e rurais da região. A Aiba também disponibilizou viaturas para apoiar o trabalho operacional das equipes policiais.
O comandante do Comando de Policiamento Regional do Oeste (CPRO), coronel Soares, avaliou a operação como consolidada na região e destacou a parceria entre a Polícia Militar e os produtores rurais. Segundo o oficial, a iniciativa contribui para ampliar a segurança no campo e fortalecer a atuação policial nos municípios atendidos.
Ainda segundo informações, nesta edição, a operação incorporou novos recursos tecnológicos, passando a ser identificada como “Operação Safra Tech”. Entre as novidades implementadas estão sistemas de comunicação via satélite, com a instalação de equipamentos Starlink em viaturas utilizadas nas ações em áreas remotas.
O monitoramento por câmeras em pontos estratégicos também passou a integrar as atividades operacionais.
Segundo a coordenação da operação, as ferramentas tecnológicas contribuíram para ampliar o controle territorial e oferecer mais agilidade e capacidade de resposta às equipes em campo.
A diretora executiva da Aiba, Lizane Ferreira, disse que a parceria entre produtores rurais e forças de segurança fortaleceu as ações na região e afirmou que há estudos para ampliar o período da operação em futuras edições.
Ainda conforme a dirigente, a proposta de extensão por mais dois meses será analisada a partir dos relatórios apresentados pelas equipes responsáveis.
MUNICÍPIOS ATENDIDOS
A Operação Safra 2025/26 também apoiou ações da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), sobretudo no controle fitossanitário e na fiscalização do transporte de fertilizantes e defensivos agrícolas.
As ações contemplaram os municípios de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Baianópolis, Cocos, Correntina, Formosa do Rio Preto, Jaborandi, Riachão das Neves, Santa Maria da Vitória e Santa Rita de Cássia, regiões com destaque para a produção de soja, algodão e milho.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), iniciou uma série de ações de fiscalização na região Oeste para combater a perda do desmatamento ilegal no cerrado baiano.
A primeira etapa, que começou no último domingo (16), as atividades contam com seis equipes divididas em 10 municípios distintos e terão a participação do efetivo de técnicos e especialistas ambientais da Superintendência de Políticas e Planejamento Ambiental (SPA) da Sema e da Coordenação de Fiscalização (Cofis) da Diretoria de Fiscalização (Difis) do Inema.
Avaliando essa operação como de extrema importância para dirimir o desmatamento no Cerrado, o titular da Sema, Eduardo Mendonça Sodré Martins, afirma que a Bahia contribui na elaboração do PPCerrado, capitaneado pelo Governo Federal, e concorda com a relevância das ações elencadas ali para combater o desmatamento. “Devido à necessidade de assumir o protagonismo nas ações de combate ao desmatamento no Estado, a Sema e o Inema estão elaborando, de forma conjunta, o Plano Estadual de Combate ao Desmatamento no Cerrado, batizado de Pacto pelo Cerrado. Podemos dizer, inclusive, que essa iniciativa é uma das prioridades do Bahia Mais Verde, programa que norteia a gestão ambiental do Governo do Estado, buscando sempre alinhar o desenvolvimento da Bahia com foco na preservação ambiental”, esclareceu o gestor.
Durante o planejamento da operação, técnicos do Inema realizaram todo o mapeamento prévio das áreas que serão fiscalizadas por meio do DETER, sistema que realiza um rápido levantamento de alertas de evidências de alteração da cobertura florestal, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em posse das informações, a equipe realiza um cruzamento das áreas mais afetadas com base nos dados fornecidos pelo Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir) e avaliação de imagem de satélite.
Segundo o diretor de Fiscalização da autarquia, Eduardo Topázio, o objetivo inicial é atuar com base nos maiores alertas e, para isso, a equipe utiliza as informações do MapBiomas Alerta, sistema que cruza informações com outros sistemas de detecção em tempo real por satélite. “Nesse primeiro momento, após alinhamento entre Sema e Inema, nossos técnicos, com base nos dados do MapBiomas, atuaram fazendo um pente fino de todas as áreas da região alvo. Claro que todos os passos são balizados por monitoramentos internos, mas também vamos priorizar as áreas que forem consideradas mais criticas em termos de desmatamento ilegal”, disse o diretor.
Pacto pelo Cerrado
O objetivo do Pacto pelo Cerrado é elencar e implementar ações prioritárias, de governabilidade da Sema e Inema, para reduzir, de forma inicial, o desmatamento ilegal no Cerrado baiano, e criar as condições para a transição visando um modelo de desenvolvimento sustentável na região, envolvendo todos da sociedade. As ações do Pacto serão monitoradas durante toda a vigência do plano (de 2023 a 2027, mesmo período do PPCerrado Nacional).
Seguindo também a mesma metodologia do PPCerrado, utilizando dados do Prodes, constatou-se que a média de desmatamento no Cerrado da Bahia, entre 2001 e 2008, era de 1.488Km2. Considerando a meta de redução de 40% do desmatamento até 2020, deveríamos perseguir um valor máximo de desmatamento anual de 893 Km2por ano. Esta meta foi alcançada a partir de 2016 na Bahia, chegando ao mínimo de 598,17 Km2em 2018. No entanto, em 2021 (924 Km2) e em 2022 (1.427 Km2), houve um aumento significativo de desmatamentos no Oeste da Bahia, o que precisa ser combatido.
O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km², cerca de 22% do território nacional. A sua área tem incidência nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.