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O presidente do Vasco da Gama, Pedrinho, foi condenado pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a 15 dias de suspensão por desrespeito à equipe de arbitragem. A decisão ocorreu nesta terça-feira (15) após recurso da Procuradoria, que contestou a absolvição do dirigente em primeira instância.
O caso está relacionado ao empate em 3 a 3 entre Vasco e Cruzeiro, em partida realizada na 6ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, Pedrinho se dirigiu ao árbitro da partida com críticas e ofensas, conforme registrado em súmula
"Você vai relatar na súmula tudo o que eu vou te falar, você sempre prejudica o Vasco quando a gente joga fora de casa, foi assim ano passado com o Palmeiras, na casa deles. Lá você prejudicou a gente e hoje aqui de novo, com os pênaltis que você deixou de marcar e com esses acréscimos. Você é arrogante, prepotente e soberbo. Sua forma de apitar é arrogante. Sua soberba vai preceder a sua queda", disse Pedrinho.
Durante o episódio, houve necessidade de escolta policial para retirada da equipe de arbitragem, além do uso de spray de pimenta para conter a confusão. Um boletim de ocorrência foi registrado pela Polícia Militar de Minas Gerais, que apontou participação de dirigentes no aumento da tensão no local.
Ao analisar o recurso, o Pleno do STJD entendeu, de forma unânime, que a conduta do dirigente ultrapassou um simples “desabafo”, como havia sido considerado anteriormente pela 2ª Comissão Disciplinar. Entre os fatores levados em conta estão a necessidade de intervenção policial, a repercussão do caso e a posição institucional ocupada pelo presidente.
Os auditores também destacaram que as declarações extrapolaram o limite técnico da crítica à arbitragem, atingindo a honra pessoal dos profissionais envolvidos.
Pedrinho foi enquadrado no artigo 258, parágrafo 2º, inciso II do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê suspensão de 15 a 180 dias. O dirigente recebeu a pena mínima.
Com a decisão, ele ficará afastado das atividades relacionadas ao clube, incluindo presença em jogos, durante o período determinado.
O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta quinta-feira (9), com oito jogos de suspensão após episódios envolvendo expulsões no Campeonato Brasileiro. As decisões foram tomadas em primeira instância e ainda cabem recurso.
A pena foi dividida em dois processos. No caso mais grave, relacionado ao clássico contra o São Paulo, o treinador recebeu seis partidas de suspensão. Já pela expulsão no confronto diante do Fluminense, foi punido com mais dois jogos.
O julgamento ocorreu na segunda comissão disciplinar do STJD, que levou em consideração o histórico recente de expulsões do treinador português no futebol brasileiro. Abel foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de condutas contrárias à ética esportiva.
Na súmula do jogo contra o São Paulo, consta que o técnico teria ofendido o árbitro ao chamá-lo de “cagão”. Durante o julgamento, a procuradoria apresentou um vídeo com outro momento de reclamação do treinador. A defesa contestou as acusações, mas não conseguiu reverter o entendimento dos auditores.
A relatora do caso, Ana Ralil, destacou que as atitudes do treinador indicam um padrão de comportamento considerado inadequado para a função.
No episódio envolvendo o Fluminense, Abel foi expulso após reclamar de uma decisão de lateral, o que resultou em mais dois jogos de suspensão.
De acordo com os auditores, as punições anteriores não foram suficientes para conter o comportamento do treinador, o que justificou a aplicação de penas mais severas.
Com a soma das decisões, Abel Ferreira terá que cumprir oito partidas de suspensão, podendo desfalcar o Palmeiras em sequência importante da temporada, caso a punição seja mantida após possíveis recursos.
O técnico e diretor técnico do Internacional, Abel Braga, foi punido pela 6ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma declaração de teor homofóbico feita durante coletiva de imprensa realizada em novembro do ano passado.
A decisão determinou a suspensão de cinco jogos, além da aplicação de multa no valor de R$ 20 mil. A punição ainda cabe recurso ao Pleno do STJD, instância superior da Justiça Desportiva.
A fala ocorreu durante a apresentação oficial de Abel no clube, quando o treinador criticou a cor do uniforme de treino e afirmou que não queria o time usando camisa rosa, pois isso “parece time de veado”. A declaração gerou forte repercussão negativa, críticas públicas e mobilizações nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a persistência da LGBTfobia "recreativa" no futebol brasileiro.
O caso foi enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de práticas discriminatórias relacionadas à orientação sexual e outras formas de preconceito, prevendo punições esportivas e financeiras.
Uma das notícias de infração que deu origem ao processo foi formalizada e enviada ao STJD pelo Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.
Em nota, o coletivo avaliou a decisão como um marco no enfrentamento institucional à discriminação no esporte.
“Essa é uma decisão importante, que reforça mais uma vez a postura antidiscriminatória do STJD e aprofunda a luta contra a LGBTfobia recreativa no futebol brasileiro. O futebol não pode continuar tratando a violência como piada. Quando uma autoridade do esporte reproduz esse tipo de discurso, ela legitima um ambiente hostil e perigoso para milhares de pessoas”, afirmou Onã Rudá, fundador e presidente do Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+.
O grupo também destacou que a punição reforça a necessidade de atuação firme da Justiça Desportiva diante de declarações públicas discriminatórias, especialmente quando proferidas por figuras de liderança, como técnicos, dirigentes e atletas.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Papa Leão XIV
“A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção”.
Disse o Papa Leão ao manter o posicionamento da Igreja Católica contra a formalização de bênção a casais homoafetivos, nesta quinta-feira (23). O momento ocorreu durante entrevista à imprensa em um voo de retorno ao Vaticano, após viagem do religioso à Guiné Equatorial, na África.