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casos de racismo
O Lanús entra em campo nesta quinta-feira (26) contra o Flamengo, no Maracanã, pelo jogo de volta da Recopa Sul-Americana. A última semana foi marcada por graves denúncias de racismo. Nesta quarta-feira (25), um torcedor chileno foi preso após realizar gestos que simulavam um macaco em direção ao público local, na partida entre Bahia e O'Higgins, pela fase preliminar da Libertadores.
O clube argentino resolveu utilizar as redes sociais para conscientizar os torcedores que vão ao Maracanã apoiar o Granate. Na postagem, o Lanús reforça que “cantos, gestos ou insinuações racistas constituem um delito grave e são punidos por lei, o que acarreta detenção e prisão (entre 3 e 6 anos de cumprimento efetivo). É um fato absolutamente repudiável e expõe a instituição a severas sanções econômicas por parte da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL)”.
Ainda no comunicado, o Lanús recomendou que os torcedores tenham um “comportamento correto”. “Ao entrar no estádio, recomendamos que tenham uma conduta adequada durante o desenrolar da partida”, escreveu o clube.
Finalizando o posicionamento, a instituição condenou qualquer manifestação de preconceito. “No Club Atlético Lanús, condenamos qualquer manifestação de racismo. O futebol é sinônimo de igualdade e respeito dentro e fora de campo. Por isso dizemos ‘Basta de racismo’”.
— Club Lanús (@clublanus) February 25, 2026
O Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM), vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), recebeu 70 denúncias no primeiro semestre de 2024, na Bahia. Desse total, 46 foram casos de racismo, 18 de intolerância religiosa e 6 ocorrências correlatas. No mesmo período do ano passado, o serviço registrou 80 ocorrências, sendo 52 de racismo, 22 de intolerância religiosa e 6 correlatas.
A titular da Sepromi, Ângela Guimarães, chama a atenção para uma possível subnotificação dos casos. “Ainda falta conhecimento sobre os direitos e os canais de denúncia disponíveis. A naturalização do racismo e da intolerância religiosa na sociedade, onde atos discriminatórios são frequentemente minimizados ou ignorados, e a crença na impunidade também contribuem para que muitas ocorrências não sejam reportadas. Estamos fortalecendo as campanhas educativas para combater a prática desses crimes e encorajar as denúncias”, destaca a secretária.
Desde janeiro, a unidade móvel do CRNM já visitou 12 municípios do estado e realizou 33 atividades itinerantes em festas populares, como a Micareta de Feira, o Bembé do Mercado, o Carnaval de Salvador e os festejos juninos. O intuito é oferecer orientações para identificar e denunciar ocorrências, além de ampliar a interiorização do serviço, que proporciona assistência psicológica, jurídica e social às vítimas de qualquer forma de violência motivada por intolerância racial ou religiosa.
Criado em dezembro de 2013, o Centro Nelson Mandela funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h, na Avenida Manoel Dias da Silva, nº 2.177, na Pituba. Além do atendimento presencial, as denúncias podem ser encaminhadas por telefone (3117-7448) e e-mail ([email protected]).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.