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Governo dos EUA libera arquivos do caso Epstein sobre adolescente que teria sido estuprada por Trump
O Departamento de Justiça americano divulgou, nesta quinta-feira (5), documentos descrevendo várias entrevistas com uma mulher que acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estuprá-la nos anos 1980. As páginas, que pertencem ao FBI (Departamento Federal de Investigação dos EUA), haviam sido anteriormente retidas do vasto acervo de documentos relacionados ao abusador Jeffrey Epstein
Segundo informações da Folha de S. Paulo, as notas datilografadas descrevem entrevistas conduzidas pelo FBI com a vítima em 2019, na ocasião em que ela disse ter sido estuprada tanto por Epstein quanto por Trump. Ela fez a denúncia pouco depois de Epstein ter sido preso naquele ano sob acusações de tráfico sexual.
Suas acusações contra Trump remontam à década de 1980, quando ela era adolescente. O relato da mulher está entre uma série de acusações não comprovadas contra homens conhecidos contidas nos milhões de documentos do caso Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça.
O departamento já havia divulgado documentos descrevendo a existência dos memorandos liberados na quinta-feira, indicando que o FBI havia conduzido quatro entrevistas relacionadas às acusações dela e havia escrito resumos de cada conversa.
Mas apenas uma dessas entrevistas parecia estar incluída na divulgação inicial, o que levantou dúvidas sobre por que as três restantes estavam ausentes, já que a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada em novembro de 2025 pelo Congresso norte-americano, exigia que o governo divulgasse todos os arquivos investigativos relacionados a Epstein, sem revelar informações que identificassem suas vítimas.
Quando os arquivos foram tornados públicos no final de janeiro, autoridades descreveram o acervo como incluindo todo o material enviado pelo público ao FBI e reconheceram que isso incluia acusações não corroboradas.
"Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020", disse o departamento em um comunicado.
Karen Bass, prefeita de Los Angeles, defendeu nesta segunda-feira (16) que o presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de 2028, Casey Wasserman, renuncie ao cargo após o seu nome ter surgido nos arquivos de Jeffrey Epstein.
“Eu não posso demiti-lo”, afirmou a prefeita em entrevista à CNN, observando que apenas o conselho diretor da organização sem fins lucrativos responsável pelas Olimpíadas de Los Angeles pode substituí-lo. “Eu tenho uma opinião. Minha opinião é que ele deveria renunciar.”
A posição da prefeita diverge da dos organizadores dos Jogos, que na semana passada manifestaram apoio ao dirigente e reiteraram confiança em sua permanência na presidência.
Em nota, o comitê executivo das Olimpíadas de Los Angeles afirmou que, embora “leve alegações de má conduta a sério”, realizou uma revisão independente de suas interações passadas com Maxwell e Epstein e decidiu mantê-lo no cargo.
CITAÇÃO NOS ARQUIVOS
De acordo com o The New York Times, as trocas de mensagens de teor sugestivo com Ghislaine Maxwell — cúmplice de Jeffrey Epstein — não indicam conduta ilegal por parte de Wasserman (que tinha 29 anos na época) nem por parte dela.
Os e-mails datam de 2003, vários anos antes de Epstein ser preso pela primeira vez e acusado de má conduta sexual, e quase duas décadas antes de Maxwell ser condenada a 20 anos de prisão por tráfico sexual e outros crimes relacionados à exploração sexual de menores.
Ainda na última semana, após a citação de seu nome, o executivo de 51 anos anunciou que venderia sua empresa porque suas “interações limitadas” há duas décadas com Maxwell e Epstein haviam se tornado uma “distração”. A declaração da prefeita ocorreu três dias após esse anúncio.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Randerson Leal
"Trate os 43 vereadores da mesma forma".
Disse o vereador Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador ao criticar a Prefeitura de Salvador pelo não pagamento de emendas impositivas a parlamentares da oposição referentes a 2025.