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caso do bolo envenenado
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PC-RS) informou, nesta terça-feira (21), que foi encontrado arsênio na urina do marido e do filho de Deise Moura dos Anjos, suspeita de envenenar, com a mesma substância, um bolo na cidade de Torres, no litoral do estado, que deixou três mortos.
Segundo a Polícia, na segunda-feira (20), exames do Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmaram a presença da substância na urina dos familiares de Deise. A investigação, no entanto, afirmou que ainda deve apurar a situação mais a fundo antes de dizer, com certeza, se o envenenamento deles foi intencional ou não.
O delegado responsável pelo caso, Marcos Vinícius Veloso, confirmou a presença da substância no suco à RBS TV, na manhã desta terça-feira (21). Segundo ele, nenhuma hipótese pode ser descartada no momento; “mais detalhes eu não posso conceder neste momento, mas ele [o envenenamento] não foi acidental”, afirmou o Delegado.
ENVENENAMENTO OCORREU DIAS ANTES DO CASO DO BOLO
A investigação aponta que o suco foi tomado pelo marido e pelo filho de Deise em dezembro, dias antes do caso do bolo envenenado. Deise está presa desde o dia 5 de janeiro pela morte de Tatiana Denize Silva dos Anjos, Maida Berenice Flores da Silva e Neuza Denize Silva.
Na última semana, a Polícia Civil havia pedido ao IGP a coleta de material genético do marido e filho da mulher. Na noite de segunda-feira, o Instituto confirmou a presença do veneno. Agora a investigação apura se a intenção de Deise era envenená-los ou se o suco foi contaminado acidentalmente.
De acordo com a investigação, a sogra de Deize, Zeli Terezinha dos Anjos, seria o principal, senão o único alvo dos envenenamentos, pois estava presente também quando o seu marido, Paulo Luiz dos Anjos, foi envenenado com leite em pó contaminado pela mesma substância encontrada no organismo das demais vítimas.
A morte de Paulo Luiz foi registrada como intoxicação alimentar, mas, depois do caso do bolo, o seu corpo foi exumado e, após necrópsia, foram encontrados vestígios de arsênio em seus restos mortais. A polícia também investiga a morte do pai de Deise, em 2022, que teria falecido por cirrose.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.