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casal de idosos mortos
Um homem foi condenado a 42 anos de prisão pela morte de dois idosos em 2014. O júri que condenou Altamir José Fagundes, de 63 anos, ocorreu nesta terça-feira (29) na Comarca de Luís Eduardo Magalhães, no Extremo Oeste baiano, mesma cidade onde o duplo homicídio ocorreu.
José Gonçalves Filho, de 67 anos, e de Aldeni da Silva Lopes, de 58 anos, foram mortos a tiros após disparos desferidos pelo agora condenado. Segundo as investigações, o crime aconteceu cerca de dois meses após Altamir se separar da ex-mulher.
De acordo com a Polícia Civil, ele não aceitava o término do relacionamento, que durou sete anos e gerou um filho, e ficou inconformado ao saber que a ex-esposa havia iniciado um novo relacionamento.
No dia do crime, Altamir se escondeu próximo à casa da ex-companheira, tendo ela como alvo. Ao não encontrá-la, foi até a residência dos pais do novo namorado da mulher, onde também não encontrou o homem. Em seguida, matou os pais dele em um ato de vingança.
Conforme a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Altamir confessou os homicídios ao irmão e afirmou que “iria matar mais”. Ele também teria ligado para a ex-companheira, dizendo: “matei dois e vou voltar para matar mais”.
Após o crime, Altamir fugiu e permaneceu foragido por sete meses, até ser localizado e preso na cidade de Piraquara, no Paraná. Devido a ter sofrido um AVC [derrame], ele deve cumprir a pena em regime domiciliar.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.